Anúncio

Psicólogo: o que ele faz com os meus problemas?

4.5
(4)
1 min de leitura · 

Aposto que se você vai ao psicólogo, fez ou faz terapia, já se perguntou o que seu psico faz com tantos problemas que ouve diariamente.

Isso é um fato real. Psicólogos e psicólogas ouvem problemas em boa parte do tempo. Dezenas, centenas de dores e sofrimentos.

Ao final do dia, geralmente terminamos nossa jornada de trabalho bastante cansados, precisando de um respiro, mas não voltamos pra casa com os problemas alheios, não!

Aprendemos a nos “blindar” e a deixar para o outro o que é do outro. Ajudamos os pacientes, clientes a acharem as respostas, mas não vamos pra casa com tarefas, tentando desvendar os mistérios das vidas de quem nos confia suas histórias.

Por vezes e isso deveria ser uma regra desde a faculdade, precisamos de um psicólogo pra “chamar de meu” também.

Porque tem histórias que ouvimos e que mexem com a gente e por mais que as deixemos no consultório ou só toquemos nelas durante as sessões, ainda assim estarão lá, a nos rondar.

Jung dizia que enquanto psicos temos que nos cuidar para poder cuidar do outro e dessa forma, seja lá como for, o psicólogo precisa de atenção.

Seja fazendo terapia, seja meditando, seja fazendo yoga, o psicólogo também deve ter seu momento de cura interior, de crescimento e evolução.

Para deixar alguém saudável, precisamos estar saudáveis em primeiro lugar.

Separar o que é nosso do que é do outro, não confundir histórias e sentimentos, não nos deixar abalar pelos problemas que ouvimos, é assim que deve ser.

Por mais que às vezes aconteça um choro, ainda assim, sabemos como agir, para garantir que o paciente seja sempre o protagonista da história, porque é assim que deve ser 😉

E pra terminar, dia desses uma paciente me escreveu algo assim “espero que você saiba o que fazer com tantos problemas que deixamos aí e que eles não te façam mal”.

Minha resposta foi “fique tranquila, assim que vocês saem, coloco todas as dores e sofrimentos numa máquina de lavar e de lá sai tudo limpinho e cheiroso”.

Saber o que fazer com a dor do outro é um dever do profissional e disso depende o sucesso da psicologia e do processo terapêutico.

O quanto este post foi útil para você?

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Share
Published by
Raquel Ferreira

Recent Posts

Quando paramos de nos preocupar com os outros…

Quando paramos de nos preocupar com os outros, a primeira vista, idealizamos que nossa vida…

2 meses ago

Infelicidade: me apeguei a ela e agora?

Infelicidade é a palavra felicidade com o prefixo de privação ou negação. Pode ser compreendida…

3 meses ago

Masturbação Infantil: não fique na mão com o assunto.

Esses dias respondi algumas perguntas sobre Masturbação Infantil para o site bebe.com.br e, como eles…

3 meses ago

E quando sobra pra gente?

"Sobra pra gente" o que sobrou pra você ou para mim? Quem nunca levou "uma"…

3 meses ago

Escutar, ouvir e falar. O que você tem feito?

Ouvir ou escutar remete a ações muito parecidas. Muita gente sabe a diferença, mas no…

3 meses ago

Será que eu sou gay?

Gay, homosexual, será que meu interesse sexual é assim ou assado? Lembro da primeira vez…

3 meses ago

This website uses cookies.