Arquivo do Autor: Raquel Ferreira

Sobre Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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Quero tudo do meu jeito e quero agora

2 min de leitura

Recebemos uma Caixa de Segredos. O desabafo começa mais ou menos assim: “eu quero tudo do meu jeito e quando não acontece, eu me frustro”. Quando eu li isso me lembrei de um texto que já havíamos escrito, sobre expectativas e pensei em só mandar o link pra pessoa, mas depois refletindo melhor, pensei também que falar sobre expectativas e frustrações nunca é demais e, principalmente se isso envolve uma outra pessoa, a pessoa que a gente escolheu pra viver a vida junto com a gente.

Então, pessoas queridas, vamos falar sobre relacionamento, expectativas, desejos, frustrações, realidades e algumas verdades. Continue lendo

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13 Reasons Why e 13 reflexões sobre a série

6 min de leitura

Oi. Aqui não é a Hannah Baker. Não precisa ajustar… opa, peraí, precisa ajustar, sim. Seria muito bom se você pudesse se permitir ajustar algumas ideias à respeito de bullying, suicídio, relações familiares, amizades, empatia…

[SPOILER ALERT] não tem como não dar alguns spoilers durante nossas 13 reflexões, mas são pequeninos ok? 🙂

A primeira informação que tive sobre “13 Reasons Why” era de que se tratava de uma série sobre jovens deprimidos, a segunda, de que as ligações para o CVV haviam dobrado e a terceira, de que eles estavam no trendtopic do Twitter. Ok, confesso que não sou adepta das séries, porque não tenho maturidade suficiente pra administrar o tempo e quero assistir tudo de uma vez só, mas se a gente quer falar de um assunto, precisa entender a fundo do que se trata e lá fui eu pra minha maratona de 13 episódios num final de semana. Ao final, retorcida no sofá com a cena do suicídio, comecei a refletir sobre tudo o que eu havia aprendido a partir das histórias e das pessoas que as compunham.

Vamos as 13 reflexões que eu cheguei:

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Insônia: será o mal da humanidade?

2 min de leitura

Há alguns anos a insônia era minha companheira fiel, noite após noite estava ela ali na minha cama, acariciando minha cabeça num ritmo frenético que eu jamais conseguiria gostar. Os meses passavam e ela não me abandonava. Exercícios de respiração, meditação, chás dos mais variados sabores, escuridão total, nada adiantava. O desespero de quando a gente não dorme é tão intenso que mais cedo ou mais tarde, acabamos cedendo aos remédios e comigo não foi diferente.

Tenta um, perde a hora, tenta outro, ganha uma dor de cabeça de brinde, o terceiro e a gente acorda como se estivesse bêbada. Ok, vamos parar um pouquinho e pensar em algum outro plano, deve existir algum método infalível que eu ainda não tive conhecimento, não é possível! Continue lendo

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Nise o coração da loucura, repleto de amor

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Semana passada, numa tarde fria, chuvosa e despretensiosa eu liguei a TV, acessei o Netflix e escolhi “Nise: o coração da loucura”. Primeiros dez minutos de filme e eu já estava chorando, Ok, que não precisa de muito pra me fazer chorar, já falei isso aqui, né?! mas olha, fui levada pra dentro de uma outra realidade, que diga-se de passagem, eu conheço razoavelmente bem.

Hospitais psiquiátricos sempre me chamaram à atenção, seja pelo mundo particular e misterioso de cada paciente/cliente, seja pelo trabalho minucioso e cuidadoso que se deve desempenhar ali, seja pela minha própria história familiar.

Só pra vocês saberem, eu escolhi estagiar dentro de um dos grandes hospitais psiquiátricos da região de Campinas e, sim, pensei em trabalhar com isso, mas a vida nem sempre segue o rumo que a gente escolhe pra ela. E me lembro que no primeiro dia, dentro de um lugar com portões trancados a 7 chaves, um cheiro forte, pessoas de todos os tipos, eu tive medo, mas sabia que precisava continuar e hoje consigo entender o porquê. Continue lendo

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Felicidade eudaimónica e hedónica: já ouviu falar?

1 min de leitura

Você sabia que a gente tem dois tipos de felicidade e que elas levam nomes bastante estranhos, mas carregados de significados importantíssimos? Sabia que estar feliz não é bom só porque você se sente melhor, mas porque diminui a predisposição para transtornos como a depressão e o estresse, por exemplo? Pois é, estar feliz é bom e a gente precisa entender como aproveitar isso, mas hoje vamos focar em diferenciar esses dois tipos de felicidades. Continue lendo

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Os rótulos nossos de cada dia

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Depressão, ansiedade, TOC, hipocondria… rótulos que dão nome aos nossos sintomas, rótulos que nos apropriamos para explicar e justificar nosso mal-estar. Mas por que a gente age assim, se sabemos que somos muito mais do que isso?

Quando os pacientes vem diagnosticados, com rótulos nas testas

Em consultório, muitas vezes, a novidade é quando recebemos um paciente sem diagnóstico prévio ou mesmo sem uma enxurrada de informações que ele mesmo buscou no Google e que fielmente assumiu como uma verdade absoluta. Alguns chegam com o nome da doença, outros já com a solução, outros com a receita de medicamentos que valha-me Deus, parece uma lista de supermercado. Continue lendo

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Mulher: um dia pra refletir os avanços

2 min de leitura

Dia Internacional da Mulher, confesso que acho meio bizarro ter uma data comemorativa pra tudo, mas ok, tem coisa que precisa ser lembrada, celebrada (e coisa que precisa ser vendida)…

Vamos entender porque se comemora o dia 08 de março:

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Continue lendo

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LGBTQ e a luta diária pela igualdade de gênero

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Semana passada eu recebi um convite pra assistir a uma conferência com um cara que eu até então nunca tinha ouvido o nome, um tal de Jared Fox, responsável pela educação LGBTQ em Nova York.

Descompromissadamente me inscrevi e hoje lá fui eu, ouvir o que ele tinha pra falar à respeito da igualdade de gênero, o que tinha pra nos ensinar, já que a minha universidade é incrível nesse assunto, porque é a primeira e única em Madri a manter um centro de apoio aos estudantes LGBTQ (eles ostentam isso com muito orgulho). Continue lendo

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A desgraça alheia e a morbidez nossa de cada dia

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Por que será que nos atrai tanto a desgraça alheia? Será que somos mórbidos por natureza?

Me permito compartilhar essa reflexão com vocês depois de passar por várias experiência pessoais que me levaram à esses questionamentos. O mórbido, ou o drama, parecem ser apostas seguras quando o que queremos é chamar à atenção. Ou, ainda que não tenhamos essa pretensão, na verdade. Continue lendo

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Em busca da felicidade (pelo caminho errado)

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“Muitas pessoas perdem pequenos momentos de felicidade enquanto buscam grandes alegrias”. – Pearl S. Buck

Quantas vezes você desejou ter uma nova chance para poder dizer ou fazer algo de uma outra maneira?

Nesse momento é como se a gente percebesse que fez a escolha completamente errada e fosse tomado por um arrependimento gigantesco e tudo o que faz sentido agora é lamentar pela escolha e sofrer as consequências do erro. Acontece que a gente esquece de que a vida é uma constante história sendo escrita e que os erros fazem parte do nosso aprendizado, para que possamos, na sequência, acertar! Continue lendo

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Quando a violência doméstica dói na alma

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Tem uma Caixa de Segredos que ficou aqui paradinha, sem resposta, por algumas semanas. Porque aborda um assunto muito polêmico, a violência doméstica e eu precisava refletir bastante antes de escrever um texto.

O desabafo trata de uma família, dessas que a igreja chama de tradicional, com um pai que é pastor, inclusive, mas que dentro das quatro paredes se transforma num monstro, ataca a esposa, os filhos, destrói o físico e a alma dessas pessoas. Quem me escreve, diz se sentir muito triste, culpada e por tanta dor, desenvolveu algum tipo de automutilação, que eu acredito, doa menos que o que ela presencia dentro de casa. Continue lendo

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Adversidades, problemas, desafios e as transformações que sofremos

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Quantas vezes já falamos que a gente não amadurece se não passar por adversidades, problemas, desafios? Várias vezes, é só dar uma busca no blog que você acha, mas hoje a gente encontrou um curta-metragem, que mostra exatamente isso.

É um curta da Pixar que você precisa assistir com muita atenção e assimilar de uma vez por todas que não é porque enfrentou uma “onda de problemas”, que agora vai se esconder e esperar que alguém resolva tudo. Continue lendo

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O poder destrutivo da competição

1 min de leitura

A competição é fruto de um sentimento de inferioridade, já parou pra refletir sobre isso? Faz todo o sentido!

Competimos por coisas, por posições e por outras pessoas. Competimos porque acreditamos que aquilo que tanto queremos irá nos preencher, mas isso não é real. É uma grande armadilha que vai te distanciar do seu coração e da felicidade. A competição ou comparação é uma distração gerada pelo sentimento de inferioridade, da crença de que o outro é melhor do que eu.  Continue lendo

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E se a gente parasse de achar que tudo dá errado?

2 min de leitura

Tudo dá errado na sua vida. A câmera não liga a chave do carro sumiu o gás acabou o trânsito empacou o novo chefe é um chato o café caiu na minha roupa o primeiro dia de aula foi um fracasso.

Ufa, se a gente ouvir alguém dizendo tudo isso assim, sem vírgulas, sem pausas, vai pensar que a vida tá bem difícil, não é mesmo? Pois saiba que você pode estar agindo sem vírgulas na vida e quando a gente age assim, tenha a certeza, a vida vai parecer bem mais complexa. Continue lendo

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O que são os sonhos? E para que servem?

2 min de leitura

Sonhos são como produtos mentais que surgem durante o processo de descanso chamado sono.

O que são os sonhos?

O sono como descanso é uma função psicobiológica necessária para os seres humanos e que nos permite a recuperação das atividades físicas e psíquicas. Para isso, desativamos nosso corpo e nos colocamos num estado que nos permite restaurar-nos. Continue lendo