Arquivo do Autor: Raquel Ferreira

Sobre Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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Sucesso profissional e o que fazer depois do auge

2 min de leitura

Ontem eu estava assistindo um vídeo da Jout Jout, que falava sobre o peso do sucesso profissional e imediatamente me veio uma cascata de recordações e revisões sobre a minha carreira e eu quero compartilhar com você.

Se tem uma coisa da qual me orgulho muito é, sem dúvida, da minha trajetória profissional.

Não foi fácil ou tampouco simples viver da psicologia clínica, passei muito perrengue atendendo convênio, trabalhando aos sábados ou até tarde da noite, mas eu tinha um objetivo e ele não era pequeno.

Eu queria antes dos 30 anos ter um consultório na Avenida Paulista, atender executivos e não trabalhar às sextas-feiras.

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Depressão, ansiedade: como diferenciar?

2 min de leitura

Há algumas semanas atrás eu já havia respondido essa questão para alguém e agora ela apareceu na nossa Caixa de Segredos. Então, levando-se em consideração que mais gente deve ter essa dúvida, vamos aproveitar pra falar um pouquinho sobre esses dois tipos de manifestações de que algo não vai bem em nós.

Já esclarecemos bastante nesse blog que depressão não é frescura e que merece todo o cuidado necessário, para que a pessoa que está sofrendo com isso reencontre o sentido da vida e viva com qualidade. Continue lendo

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Introvertido e suas habilidades fantásticas

0 min de leitura

Numa sociedade que prega cada vez mais a socialização, a importância dos grupos e a extroversão, ser introvertido é quase um pecado capital, mas você sabia que a introversão também carrega incríveis características e que se ela for respeitada pode, inclusive, produzir resultados incríveis na sociedade?

As pessoas introvertidas costumam sofrer bastante, pois constantemente são incentivadas a interagir e a agir de maneira que a elas é muito custoso. Então, hoje a gente trouxe esse vídeo, pra você saber que essas pessoas tem habilidades e talentos incríveis e deveriam ser incentivadas a a celebrá-los.  Continue lendo

Vamos falar de sexualidade e Interesses sexuais Psico.Online

Descobri um novo interesse sexual e tenho dúvidas…

19 min de leitura

Descobertas e interesse sexual são assuntos que despertam muitos questionamentos e diversas dúvidas, principalmente hoje em dia, quando tudo muda tão rápido e todos têm uma opinião a dar sobre algo, seja no campo pessoal, público ou privado.

Decidir sobre algo envolve ganhos e perdas, isso é fato.

Buscar o equilíbrio entre extremos e ideologias é, talvez, tão importante quanto o fator de descoberta e, diante disso, trataremos desse assunto que envolve muita coisa, com um texto relativamente longo àqueles que você costuma encontrar aqui no Psico.Online. Vai ser algo ao estilo do post sobre Masturbação Feminina, Orgasmo e o prazer pessoal.

Vem com a gente entender um pouco mais sobre o interesse sexual?

Uma pergunta anônima chegou ao nosso ask do Tumblr e gerou essa discussão, olha só:

“Acabei ficando afim de um amigo do trabalho. Não sabia que eu tinha interesse em outros homens. Como lidar com a situação”?

Pouco tempo depois, uma chamada internacional, trazia a seguinte dúvida: “I’m 15 years old but I Don’t love myself. I want be a girl” – “Eu tenho 15 anos e não me amo, quero ser uma garota” (tradução livre).

Outro dia, mais um adolescente procurava informações, pois acreditava ser homosexual e queria entender o interesse sexual e suas relações. Continue lendo

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Quero tudo do meu jeito e quero agora

2 min de leitura

Recebemos uma Caixa de Segredos. O desabafo começa mais ou menos assim: “eu quero tudo do meu jeito e quando não acontece, eu me frustro”. Quando eu li isso me lembrei de um texto que já havíamos escrito, sobre expectativas e pensei em só mandar o link pra pessoa, mas depois refletindo melhor, pensei também que falar sobre expectativas e frustrações nunca é demais e, principalmente se isso envolve uma outra pessoa, a pessoa que a gente escolheu pra viver a vida junto com a gente.

Então, pessoas queridas, vamos falar sobre relacionamento, expectativas, desejos, frustrações, realidades e algumas verdades. Continue lendo

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13 Reasons Why e 13 reflexões sobre a série

6 min de leitura

Oi. Aqui não é a Hannah Baker. Não precisa ajustar… opa, peraí, precisa ajustar, sim. Seria muito bom se você pudesse se permitir ajustar algumas ideias à respeito de bullying, suicídio, relações familiares, amizades, empatia…

[SPOILER ALERT] não tem como não dar alguns spoilers durante nossas 13 reflexões, mas são pequeninos ok? 🙂

A primeira informação que tive sobre “13 Reasons Why” era de que se tratava de uma série sobre jovens deprimidos, a segunda, de que as ligações para o CVV haviam dobrado e a terceira, de que eles estavam no trendtopic do Twitter. Ok, confesso que não sou adepta das séries, porque não tenho maturidade suficiente pra administrar o tempo e quero assistir tudo de uma vez só, mas se a gente quer falar de um assunto, precisa entender a fundo do que se trata e lá fui eu pra minha maratona de 13 episódios num final de semana. Ao final, retorcida no sofá com a cena do suicídio, comecei a refletir sobre tudo o que eu havia aprendido a partir das histórias e das pessoas que as compunham.

Vamos as 13 reflexões que eu cheguei:

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Insônia: será o mal da humanidade?

2 min de leitura

Há alguns anos a insônia era minha companheira fiel, noite após noite estava ela ali na minha cama, acariciando minha cabeça num ritmo frenético que eu jamais conseguiria gostar. Os meses passavam e ela não me abandonava. Exercícios de respiração, meditação, chás dos mais variados sabores, escuridão total, nada adiantava. O desespero de quando a gente não dorme é tão intenso que mais cedo ou mais tarde, acabamos cedendo aos remédios e comigo não foi diferente.

Tenta um, perde a hora, tenta outro, ganha uma dor de cabeça de brinde, o terceiro e a gente acorda como se estivesse bêbada. Ok, vamos parar um pouquinho e pensar em algum outro plano, deve existir algum método infalível que eu ainda não tive conhecimento, não é possível! Continue lendo

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Nise o coração da loucura, repleto de amor

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Semana passada, numa tarde fria, chuvosa e despretensiosa eu liguei a TV, acessei o Netflix e escolhi “Nise: o coração da loucura”. Primeiros dez minutos de filme e eu já estava chorando, Ok, que não precisa de muito pra me fazer chorar, já falei isso aqui, né?! mas olha, fui levada pra dentro de uma outra realidade, que diga-se de passagem, eu conheço razoavelmente bem.

Hospitais psiquiátricos sempre me chamaram à atenção, seja pelo mundo particular e misterioso de cada paciente/cliente, seja pelo trabalho minucioso e cuidadoso que se deve desempenhar ali, seja pela minha própria história familiar.

Só pra vocês saberem, eu escolhi estagiar dentro de um dos grandes hospitais psiquiátricos da região de Campinas e, sim, pensei em trabalhar com isso, mas a vida nem sempre segue o rumo que a gente escolhe pra ela. E me lembro que no primeiro dia, dentro de um lugar com portões trancados a 7 chaves, um cheiro forte, pessoas de todos os tipos, eu tive medo, mas sabia que precisava continuar e hoje consigo entender o porquê. Continue lendo

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Felicidade eudaimónica e hedónica: já ouviu falar?

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Você sabia que a gente tem dois tipos de felicidade e que elas levam nomes bastante estranhos, mas carregados de significados importantíssimos? Sabia que estar feliz não é bom só porque você se sente melhor, mas porque diminui a predisposição para transtornos como a depressão e o estresse, por exemplo? Pois é, estar feliz é bom e a gente precisa entender como aproveitar isso, mas hoje vamos focar em diferenciar esses dois tipos de felicidades. Continue lendo

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Os rótulos nossos de cada dia

2 min de leitura

Depressão, ansiedade, TOC, hipocondria… rótulos que dão nome aos nossos sintomas, rótulos que nos apropriamos para explicar e justificar nosso mal-estar. Mas por que a gente age assim, se sabemos que somos muito mais do que isso?

Quando os pacientes vem diagnosticados, com rótulos nas testas

Em consultório, muitas vezes, a novidade é quando recebemos um paciente sem diagnóstico prévio ou mesmo sem uma enxurrada de informações que ele mesmo buscou no Google e que fielmente assumiu como uma verdade absoluta. Alguns chegam com o nome da doença, outros já com a solução, outros com a receita de medicamentos que valha-me Deus, parece uma lista de supermercado. Continue lendo

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Mulher: um dia pra refletir os avanços

2 min de leitura

Dia Internacional da Mulher, confesso que acho meio bizarro ter uma data comemorativa pra tudo, mas ok, tem coisa que precisa ser lembrada, celebrada (e coisa que precisa ser vendida)…

Vamos entender porque se comemora o dia 08 de março:

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Continue lendo

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LGBTQ e a luta diária pela igualdade de gênero

2 min de leitura

Semana passada eu recebi um convite pra assistir a uma conferência com um cara que eu até então nunca tinha ouvido o nome, um tal de Jared Fox, responsável pela educação LGBTQ em Nova York.

Descompromissadamente me inscrevi e hoje lá fui eu, ouvir o que ele tinha pra falar à respeito da igualdade de gênero, o que tinha pra nos ensinar, já que a minha universidade é incrível nesse assunto, porque é a primeira e única em Madri a manter um centro de apoio aos estudantes LGBTQ (eles ostentam isso com muito orgulho). Continue lendo

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A desgraça alheia e a morbidez nossa de cada dia

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Por que será que nos atrai tanto a desgraça alheia? Será que somos mórbidos por natureza?

Me permito compartilhar essa reflexão com vocês depois de passar por várias experiência pessoais que me levaram à esses questionamentos. O mórbido, ou o drama, parecem ser apostas seguras quando o que queremos é chamar à atenção. Ou, ainda que não tenhamos essa pretensão, na verdade. Continue lendo

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Em busca da felicidade (pelo caminho errado)

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“Muitas pessoas perdem pequenos momentos de felicidade enquanto buscam grandes alegrias”. – Pearl S. Buck

Quantas vezes você desejou ter uma nova chance para poder dizer ou fazer algo de uma outra maneira?

Nesse momento é como se a gente percebesse que fez a escolha completamente errada e fosse tomado por um arrependimento gigantesco e tudo o que faz sentido agora é lamentar pela escolha e sofrer as consequências do erro. Acontece que a gente esquece de que a vida é uma constante história sendo escrita e que os erros fazem parte do nosso aprendizado, para que possamos, na sequência, acertar! Continue lendo

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Quando a violência doméstica dói na alma

2 min de leitura

Tem uma Caixa de Segredos que ficou aqui paradinha, sem resposta, por algumas semanas. Porque aborda um assunto muito polêmico, a violência doméstica e eu precisava refletir bastante antes de escrever um texto.

O desabafo trata de uma família, dessas que a igreja chama de tradicional, com um pai que é pastor, inclusive, mas que dentro das quatro paredes se transforma num monstro, ataca a esposa, os filhos, destrói o físico e a alma dessas pessoas. Quem me escreve, diz se sentir muito triste, culpada e por tanta dor, desenvolveu algum tipo de automutilação, que eu acredito, doa menos que o que ela presencia dentro de casa. Continue lendo