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A desgraça alheia e a morbidez nossa de cada dia

1 min de leitura

Por que será que nos atrai tanto a desgraça alheia? Será que somos mórbidos por natureza?

Me permito compartilhar essa reflexão com vocês depois de passar por várias experiência pessoais que me levaram à esses questionamentos. O mórbido, ou o drama, parecem ser apostas seguras quando o que queremos é chamar à atenção. Ou, ainda que não tenhamos essa pretensão, na verdade.

Ocorre tanto em programas de televisão, com audiências disparadas, como em redes sociais que compartilham imagens ou vídeos escabrosos ou, simplesmente quando o tráfego da avenida se paralisa porque aconteceu um acidente no sentido oposto.

Parece que a gente gosta do drama porque na verdade adoramos criar histórias fantásticas. Imaginar o que está acontecendo ou aconteceu, depois de termos visto só alguns pequenos detalhes, preferivelmente os mais dramáticos. 

O drama é muito mais excitante, especialmente se tivermos uma vida chata. É uma aposta segura que nos fará sair de nossa monotonia, sem arriscarmos nossa zona de conforto. Podemos olhar de longe, nos emocionamos, mas não nos comprometemos.

Quem sabe a gente possa pensar que esse vício pelas desgraças alheias e infelicidades distantes seja só uma liberdade de expressão e que temos que respeitar as escolhas de quem age assim ou assado.

Mas, um momento, me sinto impelido a chamar à atenção para o que esse comportamento pode causar em nossa saúde social.

Para o perigo que está na possibilidade de querermos sair de nossas vidas. Querermos sempre as emoções mais fortes e intensas e quem sabe, construirmos um programa de televisão onde os participantes possam escolher seus pares românticos, se colocarem em situações extremas, mostrarem suas misérias e ainda assim fazerem a alegria do povo

Ops, estão me dizendo aqui que esses programas já existem :/

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 – Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.


Raquel Ferreira

CRP 6/101759 – Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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