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Mundo sem cores, falando de depressão

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Um mundo sem cores: um quarto escuro, uma manhã cinzenta de Domingo, um resfriado muito forte que não se sente gosto de nada que se come, dor no corpo e uma televisão com muito chiado e sem conseguir entender ou ver nada que está sendo transmitido, existem dias que é melhor nem levantar – prazer, eu sou a depressão.

Extraordinariamente algo acontece na cabeça de um ser humano, quando percebe que não há mais saída para a sensação que engole o mínimo suspiro de sua vida e para enfim, tirá-la. Quimicamente, precisamos de neurotransmissores, eles que conversam com nossas células do Sistema Nervoso, precisamos do equilíbrio deles para que mantenhamos todas as funções normais, porém, a depressão os deixa literalmente no escuro.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) em um estudo de 2014, a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. [1][2]

Hoje em dia, vivemos com diversas funções, somos mães, pais, filhos, netos, afilhados, sobrinhos, somos profissionais, porém, apesar de todas essas funções que foram apresentadas e aprendidas com o tempo e a sabedoria em dosagens homeopáticas, ter motivação interna é algo muito profundo e que quem te dará a opinião sobre si, será você mesmo.

E quando não se encontra isto lá dentro? Como se você apertasse um botão e a cada tentativa, fosse mais difícil de ter respostas, renunciando de todas as outras funções de identidade, porque lidar consigo não é possível, como lidar então, com o outro? É dominante e devastador.

O trabalho terapêutico com um paciente assim deve ser extremamente minucioso, onde será preciso restabelecer os neurotransmissores que estão desequilibrados e elaborar as frustrações que a depressão acarretará em psicoterapia.

Da mesma forma que a depressão pode reger uma vida, quando se percebe com ajuda, que a vida começará a ter tons mais claros, mais brilho e por fim, enxergar todas as cores, o quarto abrirá as cortinas, o domingo estará com o Sol nascente, o resfriado será curado e a televisão terá sido consertada.

Veja também:

Referências:

  1. Suicídio Informando para previnir
  2. Global Health Observatory (GHO) data

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Silvana A. Bernardo

CRP 06/124413 - Graduada Universidade Presbiteriana Mackenzie. Psicóloga Clínica de abordagem sócio-histórica especialista em Neuropsicologia clínica pelo IPAF/ Instituto de Psicologia Aplicada e Formação (2016) com atendimentos individuais para crianças, adolescentes e adultos, no enfoque em avaliação neuropsicológica, habilitação/reabilitação cognitiva, psicoterapia e orientação profissional. “Viva a vida que te inspira.” Telefone: (11) 94555-9407 Fale com esta Psico.Online https://meupsicoonline.com.br/psicologa-silvana-bernardo

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Silvana A. Bernardo

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