Arquivo do Autor: Silvana A. Bernardo

Sobre Silvana A. Bernardo

CRP 06/124413 Graduada pela UPM - Universidade Presbiteriana Mackenzie (2014). Psicóloga Clínica, de abordagem sócio-histórica, desde 2016, especialista em Neuropsicologia clínica pelo IPAF/ Instituto de Psicologia Aplicada e Formação (2016) com atendimentos individuais para crianças, adolescentes e adultos, no enfoque em avaliação neuropsicológica, habilitação/reabilitação cognitiva, psicoterapia e orientação profissional. A busca por conhecimento é algo que está sempre presente nesta profissional, buscando sempre compreender a dialética entre o meio que o sujeito está inserido e a mente humana. “Viva a vida que te inspira.” Contato: (11) 94555-9407

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Meu filho/Minha filha precisa de uma avaliação neuropsicológica. E agora?

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Seu filho ou filha precisa de uma avaliação neuropsicológica pela primeira vez e você nunca ouviu falar disso. Vamos entender um pouquinho a respeito?

“Quando entrei naquele consultório de pediatria, todos os móveis bem clarinhos, parecia uma consulta de rotina para meu filho, porém no final da consulta, a médica me pediu uma avaliação neuropsicológica.  

Havia contado que meu filho parecia andar desatento na escola.

Fiquei com receio de perguntar, afinal, se ela está pedindo né?

Falei que voltaria com o “exame” e a médica assentiu dizendo que poderíamos aguardar pelo estudo completo do funcionamento mais profundo do cérebro.

Minha Nossa! Como assim, estudo do cérebro?!

Meu Deus! Será tão grave assim?”

Essa é uma situação muito comum no dia a dia de um consultório de neuropsicologia. Mas afinal, para que serve e qual o motivo de uma avaliação neuropsicológica?

O pedido de um pediatra ou neurologista infantil pode ser justamente para ver o funcionamento detalhado daquele cérebro, pois quando temos a possibilidade de estudar as particularidades dele é onde teremos a visão das funções mais complexas, como quando a criança está desatenta na escola e poder ter sintomas; como qualquer distração que ocorre na sala de aula, exemplo: cair um lápis, é o suficiente para não conseguir se concentrar mais.

Com essa avaliação será possível verificar como ele funciona, se seu desenvolvimento acadêmico, como as notas, por exemplo – está adequado para a sua idade cronológica.

Nós, neuropsicólogos, podemos verificar se a criança consegue absorver conteúdos em sala de aula e se suas condições de abstração acompanham igualmente o desenvolvimento da idade e as relações entre memória, linguagem, aprendizado e, até onde a criança percebe, gradativamente, as diferenças do mundo real e do mundo imaginário.

E esse processo pode doer?

Uma avaliação neuropsicológica não é algo que necessite procedimentos invasivos para um diagnóstico, logo, não dói nada.

Quando ouvimos qualquer palavra que possui o termo neuro – de neurônio – pensamos que pode ser algo extremamente complicado e perigoso, pois são palavras que não ouvimos todos os dias.

Contudo, a neuropsicologia faz parte do universo da psicologia, logo, o propósito será melhorar a qualidade de vida da criança que está passando por essa avaliação.

É normal perceber que os pais não entendem bem o motivo do encaminhamento, daquele pedido estranho que o pediatra pode fazer. A avaliação chega a ser recebida com um pouco de insegurança e, muitas vezes pensa-se que fará a criança passar por provas onde uma pontuação será o mais importante ou ainda, eles tem receio de que será algo invasivo e que poderá trazer consequências negativas.

O papel do neuropsicólogo é atuar sob a luz da Neuropsicologia, uma matéria que está dentro da Neurociência, no contexto clínico do diagnóstico, que mostrará o funcionamento mental daquele sujeito dentro do seu contexto na sociedade, e como suas funções cognitivas, como por exemplo, a memória e a atenção, funcionam. O neuropsicólogo atuará também com observações sobre as emoções do indivíduo, que compõe a  personalidade do sujeito e as condições de seu funcionamento cerebral.

O que é uma avaliação neuropsicológica?

A avaliação neuropsicológica é algo que lhe dará a dinâmica do funcionamento cerebral, englobando atributos sensoriais, motores, comportamentais, emocionais, cognitivos e o seu contexto social. Fazendo esta avaliação será possível identificar se há alguma alteração/comprometimento da capacidade do indivíduo; sendo eles: leve, moderado ou severo, quais são as facilidades encontradas e quais áreas do cérebro estão preservadas e quais são aptas para habilitação ou reabilitação, quando necessário.

Alguns testes são utilizados, como por exemplo, testes onde poderá investigar sobre atenção focada ou compartilhada, raciocínio matemático e etc.

E assim, na conclusão de um laudo neuropsicológico será possível compreender a dinâmica do sujeito e o que foi identificado e proceder com os encaminhamentos adequados para seu filho, seja uma reabilitação ou encaminhamento para psicoterapia ou acompanhamento escolar.

Em 2004, o Conselho Federal de Psicologia, reconheceu a Neuropsicologia como uma especialidade da Psicologia – Resolução CFP Número 002/2004 (link no final do artigo).

Referências: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2006/01/resolucao2004_2.pdf

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São 22:30 e o que presencia-se são: janelas fechando, olhares serenos, pés arrastando um par de pantufas macias e aconchegantes. É hora de dormir o sono dos justos. Na calada da noite? Não, não, a insônia está aqui, gritando aos meus ouvidos, para não esquecê-la jamais.

A maior recompensa de um cidadão comum é poder recompor suas energias – afinal, ele produziu, criou, cumpriu com seus deveres. E então, ele se depara com a aflição de saber que a tranquilidade almejada ao chegar em casa ficará estancada apenas em seus pensamentos. Continue lendo

Eeyore e o mundo sem cores da depressão

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