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Corpo e mente: uma integração incrível

5 min de leitura · 

É possível trabalhar corpo e mente no processo terapêutico? A Marcela vai responder isso pra gente lindamente 😉

O corpoe a mente no processo psicoterapêutico

O corpo conta a sua história. Carrega as marcas de tudo o que você viveu: momentos felizes, tristes, perdas, traumas, a emoção do primeiro beijo, a decepção de levar um fora, a sensação de ter estudado muito e ter ido mal na prova, a alegria de ter descoberto que foi melhor do que conseguia imaginar… enfim, poderia enumerar um tanto de situações que uma pessoa vive.

Mas quero te perguntar: você já parou para se dar conta disso? De que toda sua história está impressa no seu corpo? Que existe um motivo para seu corpo ter a forma que tem? E, que sem estas histórias ou com a modificação de alguma delas, você não seria quem é e muito provavelmente seu corpo seria diferente do que é hoje?

Pois é! Então te digo: seu corpo é quem dá forma, acolhe a vida e te dá à possibilidade de ser e estar neste mundo, de realizar sua missão, seus objetivos e se relacionar!

Proponho que você pense por um instante: onde você está agora. Antes de julgar este pedido, pense, onde você está agora, neste exato momento?

Pode parecer sem nexo, porém quando peço para uma pessoa me dizer onde ela está, a maioria delas responde sobre o local físico, como por exemplo: “estou aqui na sua sala, falando com você”; “estou no meu trabalho”; “estou em casa” e etc.

Mas, até o presente momento, nenhuma me respondeu que está no próprio corpo, ou seja, que para você estar em qualquer lugar, precisa habitar o seu corpo. Ele é a morada da sua alma, da sua psique, das suas emoções e das suas vivências. Parece óbvio, né?! Mas não é!

Observo que atualmente as pessoas estão cada vez mais desconectadas do próprio corpo. Geralmente, as preocupações sobre ele estão relacionadas aos padrões de beleza ora impostos.

É como se o corpo não tivesse nenhuma relação com quem de fato você é. E, quando isto acontece, denota certa desconexão com as próprias emoções e/ou a dificuldade em lidar com as sensações que as situações que você vive lhe trazem.

E estar desconectado da sua essência é um dos principais fatores que abrem espaço para os mais diversos problemas de saúde. Neles estão inclusos os problemas emocionais e psíquicos, tais como a depressão, crises de ansiedade, síndrome do pânico, insônia, obesidade, anorexia, bulimia, dores físicas entre outros.

Considerando toda potencialidade que carregamos no corpo, porque não recorrer a ele? É justamente neste ponto que o corpo entra como um grande aliado no processo da psicoterapia!

Existem diversas formas de trabalhar o corpo em prol do bem estar psíquico e emocional. Porém, aqui irei falar sobre os toques sutis ou calatonia, como também é conhecido.

O toque tem um poder incrível! Se bem utilizado seus benefícios podem ser maximizados e não possui contraindicação.

Observo que, algumas vezes, a pessoa está tão envolvida por determinada emoção e não dispõe de energia para perceber nada além daquilo que está sentindo, está presa àquela percepção e pensamento. É neste momento que o trabalho corporal entra, possibilitando extravasar, acalmar as sensações, diminuir o fluxo de pensamentos e clareá-los, ampliando a percepção de si e do todo.

A calatonia ou toques sutis atua diretamente no físico, no emocional e no mental. Proporciona relaxamento e descontração muscular, regulação de funções vegetativas, tais como, respiração, circulação sanguínea e linfática, batimentos cardíacos, pressão arterial, relaxamento e reorganização das emoções desequilibradas por eventos cotidianos e diversos níveis de conflitos.

Promove o descondicionamento de pensamentos, sentimentos e sensações “padronizadas”. Possibilita ainda, o contato consigo mesmo facilitando o acesso a níveis mais profundos da psique conduzindo o paciente ao autoconhecimento, porém de maneira sutil e não invasiva.

Quando a pessoa é tocada com leveza, tal qual uma borboleta pousando numa flor, todo o seu ser é tocado.

E, neste momento, além dos benefícios acima citados, pode emergir para a consciência, conteúdos que estavam inconscientes e com o toque a energia pertencente a eles é liberada. Isto acontece quando a pessoa está pronta para lidar com aquilo que surgiu.

Também podem surgir insights de como resolver determinada situação, percepção de pontos de vista diferentes; as possibilidades são muitas. Mas, se nada disso vier para a consciência, o relaxamento em si já é um bem imenso.

Segundo Cortese, o trabalho corporal gera conhecimento, tornando consciente o conhecimento inconsciente. Deste modo a pessoa acessa conteúdos pertinentes a si que o auxiliarão no processo psicoterapêutico e na sua vida de forma ampla.

Quem pode receber a calatonia? Com qual frequência?

A calatonia pode ser aplicada em qualquer pessoa, até mesmo em crianças e nas mais diversas situações, considerando que ela proporciona bem estar e relaxamento, entre outros benefícios, como citado acima.

Nos adultos, o mais comum é o terapeuta tocar com as próprias mãos partes específicas do corpo, como por exemplo, pés e cabeça. Os toques podem variar de acordo com a necessidade de cada paciente.

Com as crianças, o toque é trazido de maneira lúdica, ou seja, o terapeuta recorre a materiais como penas, água, flores, pinceis, plumas, argila, massinha e bola.

Para obter melhores resultados, a frequência ideal é que a pessoa receba a calatonia uma vez por semana, considerando que o corpo cria memórias do que já viveu e desta forma possibilita a troca de energia e manutenção do relaxamento, uma vez que, atualmente a maioria das pessoas tem uma rotina estressante e corrida.

Contudo, convido você a experimentar uma sessão de calatonia, pois para cada pessoa é uma experiência única!

Referência: Cortese, F.N. Calatonia e Integração Fisiopsíquica – histórias do Dr. Sándor, Ed. Escuta, São Paulo, 2008.

Escrito por : Marcela de Freitas Merli – CRP 06/62597

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