sociofobia

Imagine ser alérgico a pessoas – sociofobia, um distúrbio social

3 min de leitura · 

No texto de hoje falaremos um pouco de um Transtorno Social polêmico: a sociofobia, ou a Alergia a pessoas. Como assim? Há estudos que indicam que uma série de características de timidez, quando em estado elevado de ansiedade, passa a ser classificada como uma patologia que deve então ser tratada, medicada e acompanhada.

O maior problema? Como diagnosticar e classificar uma fobia social de leve a grave? Veja bem, se você sofre de algum desses sintomas deveria procurar ajuda, mas não quer dizer que precise utilizar um rótulo. Um psicólogo online ou presencialmente, poderia auxiliar você a entender melhor o contexto e orientá-lo adequadamente, entendendo as angústias e ansiedades envolvidas no processo.

Mas é bom pensar: se você sofre de timidez é uma coisa, mas se isso começa a afetar o seu dia-a-dia exageradamente, porque não pedir auxílio? Vamos entender um pouco mais para poder decidir?

Na comunidade do Facebook SocioFobia os seguintes sintomas são apresentados:

Você sabia da SocioFobiaA situação social vivenciada pelos indivíduos portadores da Sociofobia (também conhecida como Fobia Social ou Transtorno Ansioso Social), provoca alguns sintomas:

  1. Medo de ser julgado.
  2. Medo de ter atitudes constrangedoras em público.
  3. Medo de sentir vergonha ou sentir-se ridículo.
  4. Ansiedade crônica, às vezes associada também aos ataques de pânico em casos de picos de ansiedade.
  5. Ansiedade antecipatória, isto é, aquela que surge antes de se expor socialmente, só de se pensar na situação temida.
  6. Reações decorrentes de alterações fisiológicas, como: tensão muscular, sudorese, rubor facial, dificuldade para falar (voz trêmula e voz presa), mal estar abdominal, mãos e corpo trêmulos, falta de ar e sensação de frio no peito, boca seca, palpitações, vontade frequente de urinar, perda de assuntos sociais devido à preocupação excessiva, entre outros.
  7. Desejo intenso de esquivar-se de situações que serão enfrentadas, ou de fugir de situações que estão já sendo enfrentadas. O desejo de esquiva e fuga costumam ser realizados em grande parte das vezes, na intenção do fóbico se proteger destas situações que para ele são aversivas.
  8. Angústia e turvação do pensamento.
  9. Medo de não estar em estado de comportar-se de modo adequado em situações sociais.
  10. Pensamentos negativos em relação à situação e a própria conduta, que consequentemente leva a um aumento ainda maior da ansiedade.
  11. Medo de enrubescer-se ou balbuciar.
  12. Isolamento social

E no final alerta: Em caso de possuir estes sintomas, de maneira frequente, intensa e que cause problemas em seu cotidiano, procure ajuda.

Já o texto Publicado na Folha de São Paulo, apresenta um dado interessante sobre a diferença de classificação que é apresentada:

Um estudo publicado em janeiro de 1994 nos Arquivos de Psiquiatria Geral avalia em 13% a incidência da sociofobia entre os norte-americanos -a proporção de 1 para 8 hoje em voga. Um estudo posterior, publicado na edição de fevereiro de 1996 do mesmo periódico, registra conclusões semelhantes. Salientando o aumento dramático em relação à pesquisa anterior, os autores do estudo explicaram que é sobretudo uma questão de definição: se tivessem usado o padrão da “aversão” do DSM-3, o índice registrado teria caído para 8,3%; caso se limitassem aos questionários mais estritos dos estudos anteriores, o índice teria caído ainda mais, para 4,8%.

O DSM para quem não sabe, é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais
Livro publicado Associação Americana de Psiquiatria que está na versão 5 atualmente.

Nesse artigo, traduzido do New Republic, a autora levanta duras críticas a respeito da moda medicamentosa, incluindo inclusive a frase mais venenosa: ” Deve ser muito mais excitante trabalhar na pesquisa ou no tratamento de um distúrbio mental que afeta 35 milhões de pessoas do que em outro que afete 2 milhões.”

O que podemos dizer: se você tem algum dos sintomas descritos e eles não atrapalham a sua vida, timidez pode ser uma vantagem. Mas se você tem problemas, procure auxilio, converse com alguém em quem confie.

Para ler e entender mais, outros links sobre a sóciofobia:

[1] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2805200007.htm

[2] http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fobia-social

 

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3 thoughts to “Imagine ser alérgico a pessoas – sociofobia, um distúrbio social”

    1. Olá Angela, tudo bem?
      A psicóloga Silvana Bernardo respondeu a sua dúvida que segue abaixo:

      A sociofobia pode ser classificada dentro dos transtornos de de ansiedade generalizada ou específica, assim, dependerá muito do tipo de sociofobia que a pessoa tiver. Por isso o acompanhamento por um profissional é importante, para entender quais são as dificuldades e como trabalhar com elas. Pode ser que a pessoa tenha a sociofobia específica que não se enquadre em falar em público, mas que tenha dificuldades em estar em uma sala com muitas pessoas. Depende do caso. Na psicologia, sempre é importante entender mais o quadro. Se quiser tirar essas ou outras dúvidas, estou a disposição.

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