o que temos, queremos, o que desejamos, o que precisamos

Aquilo que temos, queremos, desejamos ou precisamos?

3 min de leitura · 

O que temos nem sempre é o que queremos.

E o que queremos nem sempre é aquilo que desejamos, imagine você, quando entramos no mérito do que precisamos e do que oferecemos para nós ou para os outros – seja por bem, por mau ou sem nenhuma intenção definida.

Quando têm intenção e oferta, xi! Ai a confusão se torna imensa pois começa a atravessar expectativas e realidades, mas, acho que vale uma listinha para ajudar a chegar no ponto:

O que tenho nem sempre é aquilo que quero.
O que quero nem sempre é aquilo que desejo.
O que desejo nem sempre é aquilo que preciso.
O que preciso nem sempre é o que tenho, quero ou desejo.
O que eu preciso, tenho, quero ou desejo nem sempre será o que terão, quererão, desejarão ou precisarão para mim ou de mim.
O que eu tenho, quero, desejo e preciso raramente está em sintonia ao querer, desejar, ter ou precisar do outro mas é aí que entra os processos de negociação, convivência, etc.

Sentiu o “drama”?

Aliás, é muito parecido com o princípio ético do: eu quero, eu posso ou eu devo; mas já falei disso em outro post, e esse está mais para um estilo de conduta.

Enfim, esse problema acontece há todo instante e quando sai do nosso controle costuma causar muita confusão.

São problemas de expectativa versus a realidade.

São problemas de conflitos geracionais: ora, até ontem meus pais sabiam (ou achavam) o que era o melhor para mim. Eles sabem?

São os problemas de negócios e de marketing quando tentam te vender, ou criam a necessidade, ou acham uma oportunidade. O quanto você realmente precisa de um novo modelo de celular ou daquele carro?

Mas será que aquilo se relaciona diretamente aos quereres, aos desejos, às posses ou até as necessidades?

Há uma dinâmica que apliquei uma vez, para trabalhar a violência familiar chamada “para o seu bem”.

Essa dinâmica ilustra o que acontece entre os grupos que oferecem alguma coisa que você não precisa e não quer, “para o seu bem” e como você reage ao ser “forçado” a isso! Mas, como eles sabem o que é para meu bem se eu não contei?

Se te obrigam, se te forçam é porque você precisa? Esse é o melhor caminho?

Se você obriga, força ou oferece, será que sabe de verdade se o outro quer, deseja ou precisa? Dá outra lida na listinha lá de cima.

Ela (a dinâmica) funciona assim, para você que queira aplicá-la em um grupo:

Mínimo de participantes: 2 pessoas
Máximo de participantes: —
Duração: 5 minutos
Momento: Aquecimento

Em pares, você marca 4 minutos: nos 2 primeiros minutos, um membro oferecerá algo ao outro, incluindo a frase: é para o seu bem. O outro, deverá então responder sempre: mas eu não quero.
Depois inverte, contabiliza mais 2 minutos.

Todos deverão viver a experiência de oferecer algo e o outro não querer.

Depois todos conversam sobre o que sentiram da insistência, da negação, de ter um lado forçando a barra para “o seu bem” e outro lado “não querendo”. Qual o limite da violência?

Também já falamos sobre violência aqui, então não vou entrar no mérito, não neste texto.

O ponto deste texto é que você perceba, as diferentes dimensões entre o que você quer, o que você deseja, o que você precisa e aquilo que possuí.

Todos somos dotados de ferramentas que lançamos mão para sobreviver. Já “temos” algo que usamos dia e noite.

Costumamos esperar que as pessoas observem aquilo que queremos e desejamos, e por não colocar em palavras, acabamos nos frustrando. Lembre-se, o óbvio também precisa ser dito.

O seu desejo, nem sempre está claro, nem mesmo para você. Um filho mimado pode desejar apenas um não. Pode desejar brincar com seus pais, pode desejar convivência e expressar isso com queros e mais queros que não fazem sentido.

Nem sempre as pessoas (nem eu e nem você, pois somos pessoas) temos clareza dos nossos objetivos e isso repercute muito sobre as ações que acontecem nas nossas vidas.

Podemos ir para política, para posicionamentos.

Todo o aprofundamento de informações requer que busquemos e transformemos nossas ações em tangibilidade e organização, para que tenhamos contato e cheguemos ao ponto de evolução.

E ai, o que você vai pedir agora? Cuidado que pode se tornar realidade! 😉

Temos um acordo que pensaremos e falaremos o obvio e que levaremos as nossas necessidades para uma sessão com seu psico se for preciso?

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