Tenha mais Responsabilidade Afetiva!

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Responsabilidade Afetiva é o ato de tratar com empatia e respeito os sentimentos do outro. Quando você busca o termo na internet acha muito conteúdo sobre relações amorosas.

Mas é preciso ampliar essa postura para TODAS as relações, afetivas ou não!

Essa semana um dos assuntos de destaque foram os Stories da Bruna Marquezine. Neles ela fala sobre as críticas que recebeu por estar muito magra e o impacto disso.

Como tudo na internet, se gerou muitas discussões entre pessoas que concordavam e discordavam dela.

Decidi aproveitar o caso para te convidar a refletir sobre como a falta de responsabilidade afetiva pode gerar grandes problemas na vida do outro.

Todos são livres para pensar e emitir opiniões sobre qualquer coisa. Inclusive sempre há aquele amigo ou familiar que “não tem papas na língua” ou que “fala o que pensa”.

A questão é: o que a sua fala causa no outro?

Suas palavras podem machucar e atingir diretamente a autoestima do outro. Então é preciso ter cuidado na hora de falar e, algumas vezes, se calar!

Não é questão de pisar em ovos na relação, mas sim ser empático! Afinal, para que falar algo que não irá contribuir?

O peso de alguém, como ele se comporta ou a profissão que escolhe, não dizem respeito a você!

Há os que dirão que querem falar porque se preocupam e querem o melhor do outro.

Mas dizer: “Você deveria emagrecer, ficaria mais bonita!” não é a melhor forma de fazer isso.

Já imaginou o que suas palavras podem causar? Diariamente pessoas sentem-se péssimas com o próprio corpo e consigo mesmas porque as pessoas com quem se relacionam as fazem acreditar que não tem valor.

Pense: ao emitir uma opinião você está julgando ou fazendo algum comentário pejorativo? Tem a chance de magoar ou fazer com que o ouvinte sinta-se mal?  Sua opinião pode gerar alguma “cisma” na pessoa com relação a si mesma?

Se alguma dessas respostas for “sim”, é melhor se calar.

Este fluxograma pode ajudar a entender melhor:

 

“Tá, mas aí eu não posso falar mais nada?”

Claro que pode! Mas que tal perguntar como o outro se sente com aquele assunto ao invés de dizer o que ele deveria fazer?
A era digital deixa todos expostos na internet, mas essa “proximidade digital” não deve dar direito ao julgamento desmedido e, muito menos, a comentários que podem fazer com que o outro sinta-se mal.

Isso vale da Marquezine e todas as figuras públicas até a sua irmã!
Se você se preocupa mesmo com o outro, mude a forma como fala com ele, coloque-se no lugar dele e aja com responsabilidade afetiva.

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Debora de Barros Paschoal
CRP 06/126.802 - Psicóloga especialista na abordagem fenomenológica existencial, que é uma abordagem focada na compreensão da existência de cada individuo e seu sentido, fazendo isso baseando em suas vivências e convicções.
Co-fundadora do Teramor, que visa trabalhar com mulheres a questão de relacionamento e amor próprio, trazendo maior qualidade de vida e empoderamento, as distanciando ou recuperando de relações abusivas.
Telefone/Whatsapp: 11 9.7468-7802
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