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Não há dúvida que você é a pessoa mais importante, mas este texto diz isso para todos e todas. E não é mentira, longe disso, você é sim a pessoa mais importante, mas não dá para ser extremado nessa afirmação. Podemos sim, às vezes, dar um pouco mais de importância a nós e em outros momentos, ao outro, ao social ou só diminuir um pouco o enfoque ou a força dessa afirmação em um equilíbrio saudável. Parece complicado? Vem comigo.

O outro

Mas que outro? Eu não sou a pessoa mais importante?

Isso, neste texto, é; mas vamos com calma. Este texto objetiva fazer com que você olhe para si.

Contudo para olhar para nós mesmos deveremos “olhar para o outro”.

Afinal, no outro e em nós é que as relações se complementam.

No outro, podemos perceber as diferenças e as nossas semelhanças. Nossos prazeres e as nossas próprias dores.

No outro, podemos ter um modelo de ser ou de um não ser.

Também está no outro a nossa dependência ou a nossa independência, bem juntas, praticamente (não totalmente) indissociáveis. Afinal, se somos independentes, não dependemos de alguém – “o outro”.

Se somos dependentes (ou seja, nossa visão está dividida), dependemos: de outrem.

Quando não damos muita importância a nós mesmo, nosso olhar está carregado de tantos olhares dos outros.

Isso tudo tem explicação na nossa formação, no desenvolvimento humano, têm vários textos ai na internet falando disso, faz uma busca. Aqui mesmo no Psico.Online tem vários, pesquisa: “o outro”.

O que é necessário entender, para você se perceber a pessoa mais importante, é que sua vida está ligada às suas relações; desde o momento do seu nascimento, então o outro, não pode ser excluído em definitivo da sua vista.

Dito isso, esqueça aquelas máximas comuns: “eu não me importo com a opinião dos outros”. Com a opinião, pode até ser, mas o que o outro faz, também afeta você e atenção para um detalhe importante: o que o outro não faz, também afeta você do mesmíssimo jeito.

Você é a pessoa mais importante

Olhe para si com um olhar de observação, não de crítica, de desapontamento, de insatisfação ou seus opostos: acrítico, satisfeito ou apontado para algum foco – que pode estar ligeiramente desfocado.

Você é a pessoa mais importante. E, em muitos momentos, precisa acreditar nisso para olhar para si e compreender que no conflito, haverá algo a ser observado, aprendido ou descartado.

Você é a pessoa mais importante. E, em muitos momentos, precisa desconfiar disso para olhar para si e dessa forma não cair na armadilha dos ismos – egoísmo, pedantismo, exclusivismo, narcisismo… e perceber essas armadilhas deveria te fazer olhar para si.

Você é a pessoa mais importante. E, parodiando o Raul Seixas, o auge do seu egoísmo deveria ser, querer ajudar – podendo optar por ajudar você, seus conceitos e o meio que você está.

Afinal quem sabe qual a tal da sociedade alternativa falamos? Mas, sem muita viagem… você é a pessoa mais importante, mas não sempre, pois todos tem o seu momento de importância e não, não é fácil identificá-lo.

Vou tentar ir um pouco mais fundo na ilustração daquilo que estou tentando trazer para você.

Pense no seguinte: imagine uma corrente, imensa, muito forte, com muitos elos.

Ela pode representar várias coisas, mas aqui, vai representar você em dois cenários: você com todos os seus elos (defeitos, feitos, conceitos e preconceitos) e em um segundo cenário, você como parte, de uma corrente maior, do meio que você está.

Agora, pense: uma corrente tende a quebrar no seu elo mais fraco.

selective focus photoraphy of chains during golden hour você é a pessoa mais importante
Photo by Joey Kyber on Pexels.com

Não quero dizer que você não pode fraquejar, não pode atingir seu ponto de quebra.

Quero dizer que você é a pessoa mais importante. E que nessa situação você deveria olhar para dentro e se questionar sobre suas certezas e sobre suas dúvidas. Deveria perceber que é em você que reside inclusive as mudanças que precisam ser feitas, fortalecidas ou acolhidas.

Quero dizer que ao se dar importância você passa a priorizar-se. Passa a olhar suas necessidades, sejam elas físicas ou mentais. Passa a perceber na auto estima (afinal você se estima ou você não se estima) quando observa o que está acontecendo aí dentro.

Você precisa deixar de se preocupar com aquilo que está além das suas ações imediatas sem perdê-las de vista, pois não dá para conseguir avançar se você estiver fraquejando.

Não dá para pensar no futuro se você não se alimentar e não se cuidar no presente. Não para para pensar em mudanças, se a mudança não começar, bem pequenina que seja, em uma fagulha dentro de você. Num incômodo. Numa coceirinha que te obrigue a mudar de posição.

Uso muito a frase: “não adianta querer ensinar nadar àquele que está se afogando”.

Do mesmo jeito que poderíamos dizer: “não adianta falar – cuide da sua ansiedade – se não há alimento em casa, se a ansiedade está ligada a um contexto maior”.

Contudo, são exemplo extremados, ilustrativos e genéricos.

O que realmente está dito nessas frases é: se você não olhar primeiro para as suas necessidades, colocando você em um grau de importância para se observar e se manter com o básico de ferramenta de sobrevivência, você não terá forças para continuar avançando.

Minha avó dizia: “saco vazio não para de pé” ou “de mal com o mundo, mas de bem com o caldeirão”. Você tem grandes chances de não se recuperar bem de um machucado se não cuidar dele. Você tem grandes chances de não ter forças para avançar se minimamente não alimentar a sua máquina (corpo).

Você tem grandes chances de olhar para você como a pessoa mais importante do mundo e perceber que o outro também é a pessoa mais importante do mundo e que juntos, a importância fique na relação ou na falta de relação entre vocês.

Você é a pessoa mais importante do mundo

Mas nunca se esqueça destes alertas:

Você é o sub treco do vice troço.

Você é o outro para o outro.

Você é a pessoa mais importante no mundo (no presente).

Você é a pessoa mais importante do mundo e isso importa, para você, traga para dentro e se tiver dúvidas, fale com um psicólogo ou psicóloga. 😉

Espero que tenha gostado do texto. Comente, deixe suas estrelinhas aí embaixo e envie para alguém. Demonstre que além de você, essa outra pessoa é a pessoa mais importante. 😉

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Sobre os Autores do Post:

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Psicólogo CRP 06/154.661 - Formado Psicologia e em Administração com ênfase em Marketing, workaholic geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital. É um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br

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