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Categories: Medos

Vão se os anéis, ficam-se os dedos

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Cá com meus botões, pensando, enquanto procuro uma entrevista de Noam Chomsky, onde ele fala de otimismo e desespero, me deparo com o seguinte pensamento:

O desespero e o medo que a pandemia tem gerado não é só uma fantasia, como gostam de dizer alguns pró-economistas, que de economistas não têm nada, exceto que a ideia de continuar em uma cadeia produtiva, com a fantasia de ascensão social por esforço.

Este mesmo medo, natural por aqui que não se conhece, sucumbi e diminui ante conhecimento.

O medo é gerado pela falta de saber (ignorância) e pelo temor da morte (ameaça).

Estes são os principais ingredientes para você incitar medo em alguém: dizer algo que ela não sabe e que ameace sua atual e aparente estabilidade, mas a verdade é que a ignorância e a morte nos rondam diariamente.

E como alguns gostam escrever, todo dia morre alguém (ou milhares).

Sim, morre (m). Mas, além de morrer (em) por falta de prevenção (e de escutar conselhos preventivos), morrem só e, quando muito, prejudicam poucas pessoas, fora a família que fica enlutada.

Ou seja, houve muita chance de prevenir. Chance essa que agora está sendo testada com o confinamento.

Mais uma vez, profissionais da saúde previnem: #fiquememcasa para não contrair e aumentar o número de casos. Não virar estatística. Dado e argumento infundado e fora de contexto.

Essa não será a única crise que muitos viverão. Mas, pra muitos será, se formos irresponsáveis o suficiente para achar que a conta desse mês é maior que a nossa vida.

Quando se sofre um assalto e permanece com vida, muitos dizem: vão-se os anéis e ficam-se os dedos.

E claro que dá medo. Claro que assusta. Claro que da aquele aperto no peito e a cabeça fica a mil. Isso se chama ansiedade. Se vence com #InteligenciaEmocional.

A falta dela foi a causa de inúmeras pessoas agirem impulsivamente e encontrarem sua morte num acidente de transito, numa briga de cabeça quente, num acesso de raiva ou numa crise de ansiedade.

Lembre-se: Vão-se os anéis, ficam-se os dedos

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Alex Daniel Rodrigues de Souza

Psicólogo CRP 21/02777 pela Universidade Federal do Piauí. Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Instituto Domingos Batista, Parnaíba-PI. Psicólogo, terapeuta cognitivo-comportamental e consultor em desenvolvimento pessoal e profissional. Natural e residente em Parnaíba, a poucos kms do mar. Músico amador. Apreciador das boas coisas da vida.

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Alex Daniel Rodrigues de Souza

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