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Quando @ ex invade meus pensamentos

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Essa é mais uma resposta à Caixa de Segredos e sabemos que esse tema afeta muita gente, então vem ler 😉

A pessoa que nos escreveu diz que teve um relacionamento onde sofria muito, decidiu terminar e seguir em frente com a vida, até que apareceu um novo amor.

Acontece que vira e mexe o fantasma do ex decide aparecer em seus pensamentos e a questão é: isso é normal?

A princípio, sim, isso é normal, mas pode não ser e daí precisamos entender alguns aspectos.

Lembrar-se da figura d@ ex, tendo em consideração que essa pessoa fez parte do seu passado, não tem mal algum, mas não pode te causar sofrimento.

Se causa, talvez você precise entender o que não foi curado, o que segue “sangrando” aí dentro do seu coração (ou da sua cabeça) e que possivelmente, até te impeça de seguir adiante plenamente.

Pode ser o medo de sofrer tudo outra vez, pode ser uma paixão que ficou reprimida e que vira e mexe volta a cutucar, pode ser mágoa, sim, mágoa!

Se alguém nos faz sofrer e a gente não elabora essa dor, isso vira mágoa. Me lembro de uma comparação que ouvi certa vez, onde a pessoa me dizia que mágoa é a má água, a água turva que circula dentro de nós e nos impede de ser feliz por completo.

Leiam também: Ex, um fantasma que não me larga

Essa má água precisa ser filtrada, precisa passar por um processo de limpeza e assim, a gente pode voltar a sorrir, perdoar o outro, se perdoar.

O processo não é fácil, mas a gente não pode ignorá-lo. É muito importante que você olhe pra dentro e se permita iniciar uma “faxina” sentimental. Existem diversas maneiras de dar início a esse desafio e uma delas é fazendo terapia.

O profissional, psicólogo ou psicóloga, vai te ajudar a enxergar o que pode estar causando dor, ainda que sua atual relação te faça feliz, ainda que você a ame.

Não permita que o passado mal resolvido te impeça de seguir, de ser feliz, de amar e ser amad@.

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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