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Relacionamentos abusivos: o que fazer?

1 min de leitura · 

Sempre que pensamos em relacionamentos abusivos, observamos o lado do abusado e não o do abusador, não é mesmo?

Ontem recebemos uma Caixa de Segredos de alguém que se percebe como abusador, sabe que maltrata o parceiro, que não é gentil, que o humilha, mas não sabe o porquê faz isso e muito menos como parar.

Por que eu tenho relacionamentos abusivos?

Existem diversas possibilidades para esses comportamentos tão negativos que você percebe. Um deles é “descontar” no parceiro atual sua raiva por algum trauma psicológico sofrido na infância ou adolescência. Como se você precisasse se vingar de alguma maneira, para amenizar sua dor.

Outra possibilidade é você estar enxergando no par algo que lhe incomoda muito, mas que conscientemente você não é capaz de perceber. Por exemplo, a pessoa pode ser um amor, educada, romântica, companheira, mas é insegura e você não é capaz de lidar com essa fragilidade. Então, passa a puní-la por isso, sem perceber.

Existem também algumas situações pelas quais passamos e que não nos permitem seguir a vida em paz. É como se não nos sentíssemos merecedoras ou merecedores do amor de alguém e então, passamos a agir de maneira negativa, opressora, na intenção de que o outro se afaste.

Ao final do texto na Caixa de Segredos essa pessoa me pergunta se eu acho que ela tem algum transtorno. Eu te digo que, sinceramente, não acredito que haja um transtorno, mas posso apostar com você que há algum trauma e nesse caso, sugiro que procure um profissional, converse com ele sobre seu relacionamento, conte os pormenores que tem percebido e deixe que o psicólogo te ajude a encontrar as respostas e a colocar as coisas nos eixos.

Você vai perceber que passou muito tempo achando que estava maluca, quando na verdade só tinha uma ferida para curar 😉

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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