decisões do amor

Decisões no amor: as racionais e as emocionais

5 min de leitura · 

Decisões. Vários momentos na nossa vida são delicados e eles somatizam quando agregamos dois, três, quatro assuntos complicados em um mesmo ambiente.

A dificuldade só aumenta. Estaríamos preparados para lidar com isso?

Estaríamos preparados para lidar com as decisões relacionados a esses momentos delicados?

Poderia ser pior: quanto mais os adiarmos… outras coisas aconteceriam e a coisa degringolaria de vez.

Até mesmo em outros casos, quando decidimos, resolvemos e acabamos por fazer nascer outros problemas.

Chega a ser uma conta infinita. Decisões sobre decisões.

Um enxugar gelo que se não paramos e analisamos o que fazemos “já era”.

É possível passar por isso e sair sem sequelas? Não.

É possível passar por isso com sequelas e se aproveitar delas? Sim, claro.

Utilizamos a nossa experiência para lidar com os problemas e tomamos decisões sobre aquilo que conhecemos ou experienciamos (que já vivemos e podemos prever o resultado).

Quando não temos bagagem para isso, procuramos por auxílio.

Recorremos a experiência do outro e no conselho do outro achamos alicerces para embasar nossa tomada de decisão (embora quase sempre esqueçamos que o outro tem tantas dúvidas quanto nós para tomar suas decisões).

São as inseguranças, as carências, os receios que se complicam quando incluímos tudo isso nas nossas decisões.

E o nosso processo de decisão ainda envolve os nossos sistemas de imunidade (tudo aquilo que nos protege), de emoção (tudo aquilo que sentimos mesmo que não tenha uma explicação racional) e de atenção (que nos faz focar no problema) fazendo com que as nossas escolhas sejam diferentes a cada instante e dando uma individualidade no processo.

A nossa tomada de decisão, portanto, envolve a nossa percepção, a nossa emoção, a nossa atenção e a nossa memória, entre outras funções do nosso repertório cognitivo (nossa inteligência, por assim dizer) que interfere também no processo da tomada da decisão.

Ou seja, além de incluirmos a dependência prévia daquilo que estamos decidindo deveríamos considerar a capacidade única de identificar os principais fatores da situação qual estamos resolvendo (ou decidindo).

Todos esses fatores são ressaltados e valorizados com afetividade relacionada à decisão, e fazem peso as variáveis que influenciam no caso.

Em resumo: é bem complicado decidir as coisas, e tudo acontece muito, mas muito rápido.

No fim das contas sempre tentamos nos informar sobre as melhores opções e resultados possíveis da decisão que estamos prestes a tomar.

Sobre as diferenças e alternativas envolvidas naquela questão e nos envolvidos nela.

E por fim, a nossa decisão será baseada na maximização de benefícios e na minimização dos custos calculados de todos esse sistema decisório.

Nesse momento você pensa: “tá, é complicado, mas onde fica aquilo que eu acho e sinto”? A emoção fica onde?

Em vários casos a tentativa de achar o equilíbrio requer tomadas de decisões dolorosas e difíceis.

É a ponderação em ação.

A priorização das nossas defesas e o crescimento em dizer sim e também dizer não quando é necessário e arcar com as consequências e lidar com elas, repetindo o processo.

Há algum tempo chegou uma caixa de segredos que questionava uma decisão que nosso leitor havia tomado.

Essa decisão gerava culpa, que gerava indecisão e insegurança, que gerava medo e voltava a questionar a decisão inicial.

Estava em jogo seu relacionamento feliz de mais de 2 anos.

O ciclo não se fecha quando isso acontece, e precisamos por pontos finais.

Nosso leitor questionava: Não sei por um ponto final? Você já havia colocado.

Estava questionando se ele estava certo devido a culpa, ao receio e ligando outras variáveis ao problema, tudo a custo daquilo sobre a sua vida que o fazia feliz.

Quanto tomamos uma decisão, por ruim ou boa que ela seja, já a tomamos e devemos seguir em frente com ela.

Não quer dizer que você deve virar um teimoso e que não pode voltar atrás e decidir de novo, mas os fatores (ambiente, momento, atenção e todos que já citamos) já mudaram, será mesmo que agora você tem consciência de que “e se” tivesse feito diferente faria diferença?

“Não quero isso e nem quero me sentir culpado”.

Culpado pelo que? Por decidir?

Nosso leitor ainda dizia que sua indecisão era pautada sobre choro e convivência. Que estava feliz, mas manter uma amizade o fazia infeliz.

Será mesmo que essa amizade estaria fazendo bem?

Pensemos juntos: o que é a principal qualidade de uma amizade? Uma amizade ou uma convivência que faz com que você se sinta infeliz é saudável?

Nas tomadas de decisões, sejam elas simples ou complexas, avaliamos as variáveis que se colocam dentre as alternativas a fim de solucionar um problema, geralmente de forma a maximizar os ganhos e minimizar as perdas.

Será que nesse momento, considerando tudo o que faria bem, exaltar os sentimentos de ganhos emocionais, voltar atrás faria bem?

Ninguém será capaz de responder a uma pergunta dessa além de você mesmo.

E nisso é que está pautado o nosso amadurecimento na tomada de decisões.

É na ponderação da escolha nas decisões entre o racional e o emocional.

O que lhe conforta é aquilo que você deseja ou aquilo que você possui?

O que lhe satisfaz é aquilo que satisfaz o outro ou que satisfaz a você, ou que satisfaça a ambos?

Quando falamos da individualidade, pensamos no nosso lado egoísta, maximizamos o nosso conforto, a nossa satisfação e o nosso bem estar.

Quando falamos no relacionamento pensamos em par e devemos colocar de lado o nosso egoísmo e abrir mão em conjunto, equilibrando, sempre para que nenhum dos pares sinta-se perdendo.

Quando falamos em relacionamento comunitário, o benefício do todo sobrepõe o benefício individual.

E se em um relacionamento que você acredita que o certo são dois, um terceiro pode complicar a equação. Então a conta, as decisões, os ganhos e perdas racionais e emocionais deverão ser recalculados para esse grupo individual.

É possível passar por isso (tomar essas decisões) e sair sem sequelas? Não.

É possível decidir e usar a sua experiência? Sim.

Vamos em frente. Converse com um profissional que o ajude a decidir ou a fortalecer a sua decisão, quem sabe, não é isso que está faltando nesse relacionamento com você mesmo?

 

Referências:

Correa, Camile Maria Costa. Fatores que participam da tomada de decisão em humanos. Dissertação de Mestrado Neurociências e Comportamento. São Paulo, 2011.  

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