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Decisões no amor: as racionais e as emocionais

Decisões no amor. Vários momentos na nossa vida são delicados e eles somatizam quando agregamos dois, três, quatro assuntos complicados em um mesmo ambiente. As decisões no amor são assim também.

A dificuldade só aumenta. Estaríamos preparados para lidar com isso? Afinal, decidir sem ter afinidade ou afeto é mais simples, mas quando envolve amor?

Estaríamos preparados para lidar com as decisões relacionados a esses momentos delicados?

Poderia ser pior: quanto mais os adiarmos… outras coisas aconteceriam e a coisa degringolaria de vez.

Até mesmo em outros casos, quando decidimos, resolvemos e acabamos por fazer nascer outros problemas.

Chega a ser uma conta infinita. Decisões sobre decisões.

Um enxugar gelo que se não paramos e analisamos o que fazemos “já era”.

É possível passar por isso e sair sem sequelas? Não.

É possível passar por isso com sequelas e se aproveitar delas? Sim, claro.

Utilizamos a nossa experiência para lidar com os problemas e tomamos decisões sobre aquilo que conhecemos ou experienciamos (que já vivemos e podemos prever o resultado).

Quando não temos bagagem decisões no amor, procuramos por auxílio.

black and yellow chess pieces decisões no amor
Photo by KOUSHIK BALA on Pexels.com

Recorremos a experiência do outro e no conselho do outro achamos alicerces para embasar nossa tomada de decisão (embora quase sempre esqueçamos que o outro tem tantas dúvidas quanto nós para tomar suas decisões).

São as inseguranças, as carências, os receios que se complicam quando incluímos tudo isso nas nossas decisões.

E o nosso processo de decisão ainda envolve os nossos sistemas de imunidade (tudo aquilo que nos protege), de emoção (tudo aquilo que sentimos mesmo que não tenha uma explicação racional) e de atenção (que nos faz focar no problema) fazendo com que as nossas escolhas sejam diferentes a cada instante e dando uma individualidade no processo.

A nossa tomada de decisão, portanto, envolve a nossa percepção, a nossa emoção, a nossa atenção e a nossa memória, entre outras funções do nosso repertório cognitivo (nossa inteligência, por assim dizer) que interfere também no processo da tomada da decisão.

Ou seja, além de incluirmos a dependência prévia daquilo que estamos decidindo deveríamos considerar a capacidade única de identificar os principais fatores da situação qual estamos resolvendo (ou decidindo).

Todos esses fatores são ressaltados e valorizados com afetividade relacionada à decisão, e fazem peso as variáveis que influenciam no caso.

Em resumo: é bem complicado decidir as coisas, sobretudo decisões no amor, e tudo acontece muito, mas muito rápido.

No fim das contas sempre tentamos nos informar sobre as melhores opções e resultados possíveis da decisão que estamos prestes a tomar.

Sobre as diferenças e alternativas envolvidas naquela questão e nos envolvidos nela.

E por fim, a nossa decisão será baseada na maximização de benefícios e na minimização dos custos calculados de todos esse sistema decisório.

Nesse momento você pensa: “tá, é complicado, mas onde fica aquilo que eu acho e sinto”? A emoção fica onde?

Em vários casos a tentativa de achar o equilíbrio requer tomadas de decisões dolorosas e difíceis.

É a ponderação em ação.

A priorização das nossas defesas e o crescimento em dizer sim e também dizer não quando é necessário e arcar com as consequências e lidar com elas, repetindo o processo.

Há algum tempo chegou uma caixa de segredos que questionava uma decisão que nosso leitor havia tomado.

Essa decisão gerava culpa, que gerava indecisão e insegurança, que gerava medo e voltava a questionar a decisão inicial.

Estava em jogo seu relacionamento feliz de mais de 2 anos.

O ciclo não se fecha quando isso acontece, e precisamos por pontos finais.

Nosso leitor questionava: Não sei por um ponto final? Você já havia colocado.

Estava questionando se ele estava certo devido a culpa, ao receio e ligando outras variáveis ao problema, tudo a custo daquilo sobre a sua vida que o fazia feliz.

Quanto tomamos uma decisão, por ruim ou boa que ela seja, já a tomamos e devemos seguir em frente com ela.

Não quer dizer que você deve virar um teimoso e que não pode voltar atrás e decidir de novo, mas os fatores (ambiente, momento, atenção e todos que já citamos) já mudaram, será mesmo que agora você tem consciência de que “e se” tivesse feito diferente faria diferença?

“Não quero isso e nem quero me sentir culpado”.

Culpado pelo que? Por decidir?

Nosso leitor ainda dizia que sua indecisão era pautada sobre choro e convivência. Que estava feliz, mas manter uma amizade o fazia infeliz.

Será mesmo que essa amizade estaria fazendo bem?

Pensemos juntos: o que é a principal qualidade de uma amizade? Uma amizade ou uma convivência que faz com que você se sinta infeliz é saudável?

Nas tomadas de decisões, sejam elas simples ou complexas, avaliamos as variáveis que se colocam dentre as alternativas a fim de solucionar um problema, geralmente de forma a maximizar os ganhos e minimizar as perdas.

Será que nesse momento, considerando tudo o que faria bem, exaltar os sentimentos de ganhos emocionais, voltar atrás faria bem?

Ninguém será capaz de responder a uma pergunta dessa além de você mesmo.

E nisso é que está pautado o nosso amadurecimento na tomada de decisões.

É na ponderação da escolha nas decisões entre o racional e o emocional.

O que lhe conforta é aquilo que você deseja ou aquilo que você possui?

O que lhe satisfaz é aquilo que satisfaz o outro ou que satisfaz a você, ou que satisfaça a ambos?

Quando falamos da individualidade, pensamos no nosso lado egoísta, maximizamos o nosso conforto, a nossa satisfação e o nosso bem estar.

Quando falamos no relacionamento pensamos em par e devemos colocar de lado o nosso egoísmo e abrir mão em conjunto, equilibrando, sempre para que nenhum dos pares sinta-se perdendo.

Quando falamos em relacionamento comunitário, o benefício do todo sobrepõe o benefício individual.

E se em um relacionamento que você acredita que o certo são dois, um terceiro pode complicar a equação. Então a conta, as decisões, os ganhos e perdas racionais e emocionais deverão ser recalculados para esse grupo individual.

É possível passar por isso (tomar essas decisões) e sair sem sequelas? Não.

É possível decidir e usar a sua experiência? Sim.

Vamos em frente. Converse com um profissional que o ajude a decidir ou a fortalecer a sua decisão, quem sabe, não é isso que está faltando nesse relacionamento com você mesmo?

Referências bibliográficas sobre as decisões no amor

Correa, Camile Maria Costa. Fatores que participam da tomada de decisão em humanos. Dissertação de Mestrado Neurociências e Comportamento. São Paulo, 2011.  


post original: 12/06/2018 – Revisado em 31/01/2022

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3 comentários em “Decisões no amor: as racionais e as emocionais”

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