Ontem falávamos sobre o Complexo de Édipo e hoje, achamos que seria interessante falar sobre o Complexo de Electra e como ele pode influenciar na vida adulta.

À partir dos três anos de idade, as meninas vivem um certo enamoramento pela figura paterna. Aqui vamos te explicar porque isso acontece e como se deve proceder diante disso, para que não hajam problemas futuros.

Segundo a mitologia grega, Electra era filha de Agamenón, que foi assassinado pelo amante de sua esposa.

Anos depois da morte de seu pai, Electra convenceu seu irmão para que ele se vingasse da morte do pai e assassinasse o assassino de Agamenón e sua cúmplice, a mãe.

Em meados do século XX, o psicólogo Jung utilizou o nome de Electra para denominar o que seria a versão feminina do Complexo de Édipo.

Mas, por que esse complexo aparece nas meninas? Por volta dos três ou quatro anos, as meninas começam a descobrir que não são iguais aos meninos.

Começam a descobrir a diferença entre os sexos e, em muitas ocasiões, seu pai é o único exemplo conhecido do sexo oposto.

“O papai é meu”, com certeza você já deve ter escutado essa frase mais de uma vez. A menina começa a sentir uma predileção pelo pai, unida a um sentimento de rivalidade frente a mãe.

Para resolver o Complexo de Electra como se deve, é necessário deixar claro à pequena garota que seu papai é seu papai e que é o marido da mamãe.

Por volta dos sete anos, a menina começará a aceitar isso e passará a se identificar mais com a mãe. Assim se iniciará a época em que a filha começa a imitar a mãe, convertendo-a em seu modelo.

Caso essa significação não aconteça, poderemos ter alguns problemas na vida adulta, como a busca incessante pela figura do pai em outros homens ou mesmo uma eterna sensação de rivalidade com a mãe.

Então, se você tem passado por situações difíceis na educação das meninas, procure ajuda profissional e garanta um futuro adequado e saudável às suas filhas.

Retirado de El complejo de Electra en las niñas (traduzido e adaptado)