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Relacionamentos: o caso Fátima e Bonner

2 min de leitura · 

Ah como os relacionamentos são interessantes!

Ontem acordamos com a notícia bombástica da separação de Fátima Bernardes e Willian Bonner e, à medida em que eu ia consultando meu feed de notícias, verificava a indignação das pessoas, os memes e a decepção de outras em relação ao amor.

Frases do tipo “agora não tem mais como acreditar no amor” ou “acabou a esperança de um amor pra sempre” escorriam pela tela e eu comecei a refletir sobre a dinâmica dos relacionamentos e nossos desejos de algo eterno.

Pois vou contar um segredo pra vocês, me perdoem a frieza, mas amores eternos não existem, relacionamentos não precisam durar pra sempre e depois de uma separação você ainda pode ser feliz.

O que existe sim e é verdadeiro, é o AMOR, ponto final. Amar faz parte de nós, faz bem pra saúde, pra pele, pra vida.

Num relacionamento, quando estamos amando, parece que vai ser daquele jeito pra sempre; planos, ideais, uma construção de família e de vida conjuntas.

Mas com o passar do tempo, as vezes, pode acontecer de você ter um plano e a outra pessoa ter outro, de você continuar a mesma pessoa de sempre e a outra pessoa mudar muito.

Pode acontecer de os planos para o futuro não andarem mais na mesma estrada, de os ideais não se encontrarem, de os desejos se afastarem demais. E isso não é o fim da vida.

Com maturidade e discernimento, essa é a hora em que o casal deve se sentar, conversar e chegar à uma conclusão. À partir daqui, pode ser que resolvam tentar de outro jeito, pode ser que decidam que alguém vai se anular um pouquinho em função do outro e pode ser que decidam que o melhor a fazer é se separar e seguir por estradas diferentes, sem perder o carinho, a admiração e principalmente, o respeito.

O que não dá pra acontecer é um casal permanecer junto por medo, comodismo, conformismo.

Então, diante disso eu espero que essas pessoas que disseram não acreditar mais no amor, porque Fátima e Bonner, depois de longos 26 anos decidiram se separar, repensem suas vidas, suas expectativas e sonhos e possam, enfim, entender que o importante é o amor no dia-a-dia, aquele que rega o jardim da vida e não uma relação eterna, mas falida.

Só mais uma coisinha, o conto de fadas do “foram felizes para sempre” não precisa existir com as duas pessoas juntas, porque dá pra ser feliz pra sempre solteiro, separado ou casado, só depende de você 😉

Leia também: Relacionamento perfeito e o auto-boicote

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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