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O que a profissão que escolhi diz sobre mim?

2 min de leitura

Semana repleta de Caixa de Segredos pra responder e aqui vai mais uma. O que a profissão que escolhi diz sobre mim? A pessoa que nos escreveu não faz essa pergunta, mas ao ler seu relato, achei que tinha muito a ver com isso. Afinal de contas, escolhemos uma profissão baseada em vários aspectos e dentre eles, nossa história de vida.

Essa caixa foi escrita por alguém que cursa Psicologia, tem uma família conturbada, vida pessoal e profissional conturbadas também. Imediatamente me lembrei do meu primeiro dia de aula na faculdade e da pergunta que quase todos os novos professores faziam: Por que você escolheu psicologia?

8 entre 10 respostas eram “porque quero ajudar as pessoas”, as outras 2 eram algo do tipo “pra me conhecer melhor”. Durante esses meus anos de profissão eu pensei bastante a respeito dessas respostas. Pensei em como a gente se identifica com pessoas, situações, sonhos, problemas.

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraPensei em como ajudar a mim e a minha família fazia parte daquela resposta no primeiro dia de aula, mas com o tempo descobri que não seria capaz. Que eu precisaria de uma outra psicóloga pra me ajudar nessa tarefa, que eu poderia mudar a minha vida, a minha maneira de interagir com as pessoas, com minha família, com o mundo. Eu poderia mudar tudo em mim, mas nada no outro, se o outro não quisesse.

A profissão que a gente escolhe fala sobre o que desejamos, sobre quem queremos ser e o que queremos fazer. Se você não se sente feliz desempenhando “rotinas administrativas”, não force a barra. Talvez a sua rotina seja a da escuta, a do cuidado com os mais velhos, a de se disponibilizar para ajudar alguém a se reorganizar.

Lembre-se de que para desempenhar bem qualquer rotina que seja, você precisa sentir-se feliz e ainda que os perrengues apareçam, sua vontade de continuar persistirá. Lembre-se de cuidar de você, do seu corpo, da sua mente, dos seus ideais, do seus problemas, principalmente antes de querer cuidar dos de outras pessoas.

E pra saber qual é a sua rotina predileta, ouse!

Existem diversas instituições de caridade precisando de voluntários, do que desempenha as rotinas administrativas ao que troca fraldas ou “apenas” ouve e conta histórias. Busque por essas instituições.

Se você estuda administração, economia, turismo, psicologia ou qualquer outra coisa, sempre haverá alguém que precise de alguma tarefa que você, com certeza, saberá como desenvolver.

Sugestões de Ongs que sempre precisam de um voluntário:

Centro de voluntariado de São Paulo

Atados

Projeto velho amigo

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Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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