fetiche relacionamento e traicao no psicoonline

Fetiche, traição, relacionamento: a vida não é simples.

5 min de leitura · 

Você tem algum Fetiche?

Você já traiu? Trai?

Dia desses chegou até nós, por comentários, alguém que dizia ter traído durante anos. Intitulava-se como o traidor inclusive, mas havia mudado e estava com os votos do casamento em dia.

O problema é que seu par, depois de ter passado por tanto desgosto, havia “se enrabichado” com outra pessoa pela internet e isso era inadmissível pois esse outro indivíduo estava se aproveitando da fraqueza do seu par.

Enquanto nosso leitor sentia-se traído, percebendo um fim se aproximando, nos escreveu reportando sua angústia e, ainda assim, sem entender como seu fetiche levava a esse momento.

No Fogo Cruzado, vamos definir Fetiche.

Estamos falando de pessoas para pessoas e, felizmente todas elas são diferentes. Como disse, Jung: “são universos” em toda a sua vastidão e complexidade.

Partindo desse ponto: certo e o errado existem a partir daquilo que a nossa construção social produz. Isso gera a diversidade e os opostos.

Há grupos onde a bi, tri e poligamia é permitida e grupos que o correto é a monogamia. Logo, não há como dizer se há um fetiche, uma incompatibilidade de pessoas e crenças ou uma má intenção somente com um relato.

Isso posto, concordando ou não com o que está acontecendo, temos que considerar que quem nos procura, nos procura por que está sofrendo e esse sofrimento é real.

O que é o fetiche

A área da psicologia que fala muito sobre o assunto é a área psicanalítica que tem algumas definições bem claras, que colocariam em questionamento o uso da palavra fetiche no relato que nos foi trazido.

Há um autor que afirma que a palavra fetiche vem da palavra feitiço, do português, e que descrevia figuras sagradas e objetos investidos de alguns poderes espirituais.

Nesse sentido, esses autores creem que o emprego do termo fetiche não é privilégio da psicanálise. Tem origem datada em 1444, quando utilizado no sentido de retornar ou reverter, ganhando cedo o atributo de deplorável, algo desprezível.

No século XIX, a sexologia fez o emprego desse vocábulo como desvio sexual.

A psiquiatria francesa sacramentou seu uso enquanto sinônimo de anomalia ou aberrações, prevalecendo, a partir do século XX, como termo ilustrativo de certos comportamentos sexuais.

Freud o pai da psicanálise usa a palavra fetichismo, concebida como perversão (que tem uma especificidade para quem estuda psicanalise) usa o termo pela primeira vez, em seu artigo: Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade.

De um modo geral, diz-se que o fetichismo é a tendência erótica para coisas inanimadas que, direta ou indiretamente, estão em contato como o corpo humano, ou para determinada parte da pessoa amada.

O fetichista tem o fetiche como o elemento necessário e suficiente para sua excitação sexual. Pode-se ainda dizer que ele é incapaz de amar outra pessoa como uma pessoa real.

Consegue amar apenas uma parte dela, ou um objeto que ela use (mãos, pés, nádegas, mamas, sua calcinha, seu sutiã, suas meias etc.), como apontam vários autores.

Portanto, para considerar você, querido leitor, um fetichista teríamos que entender se há ou não o amor no seu par ou se há o amor no controle desse par.

Ainda assim, precisaríamos entender o que você vê como fetiche e por que, no caso do seu par, esse modelo diferente daquele que você emprega, o incomoda tanto.

Um relacionamento é construído.

Você desenvolve uma relação, seja ela boa ou ruim, mas faz uma relação.

São dois indivíduos únicos, que ficam sobe o fogo cruzado dos hormônios, dos sentimentos, das relações e do ambiente que estão inseridos e de todas as variáveis possíveis que somos submetidos.

Ações levam a respostas do outro e um conjunto de ações fazem outro conjunto de ações acontecerem em um fluxo contínuo.

É, necessário entender o motivo que leva o seu par buscar fora do relacionamento essa relação.

E onde estão as diferenças e semelhanças?

Quando começamos esse texto a ideia era trabalhar muito a dificuldade de ver o outro e voltamo-nos para o contexto do fetiche.

Mas vale um questionamento para encerrarmos. O quanto nos vemos e o quanto percebemos que nossas ações são capazes de fazer a longo prazo?

Será que o que eu faço tem o mesmo peso para o outro quanto tem para mim?

Será que uma conversa, um toque, um pensamento faz tudo desabar?

O quanto é sua insegurança, o quanto é sua culpa, o quanto é culpa do outro, o quanto é resultado da ação do outro?

Quantos querem mudar?

Quantos estão dispostos realmente a mudar de alguma maneira e de abrir mão ou de não abrir mão e aceitar que isso levará a algum resultado diferente daquilo que você espera?

Você não é o outro

Não adianta querer colocar-se no lugar do outro. Você não é o outro, não foi criado como ele, não tem as mesmas dores, nem as mesmas células.

Não é por que você crê que o outro crê. Não é por que você não considera traição que o outro considera e vice versa.

A questão está em: como construir uma relação saúdavel que exista uma convivência e que aja ganho para todos que estão envolvidos nessa relação.

Quem é a prioridade? Há uma prioridade?

Todas essas perguntas precisam ser respondidas para que construa-se um rascunho, pois ainda assim, existe a diferença entre o que você gostaria de ser e quer ser versus o que você realmente é.

Então, vamos nos questionar? Que tal com ajuda de um psico.online?

Referencias Consultadas:

Roberto, Maria Clarilene Medeiros Salvador, Augusto, Marinalda Ferreira, Rocha, Olcemir Bernardo da, & Mello, Ivana Suely Paiva Bezerra de. (2009). Estudo introdutório acerca do fetichismo. Contextos Clínicos2(2), 106-112. Recuperado em 21 de dezembro de 2018, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-34822009000200005&lng=pt&tlng=pt.

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