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3 dicas para lidar com a autocrítica ou quando o vilão somos nós

4 min de leitura · 

Autocrítica: Lembra daqueles desenhos onde havia um anjinho e um diabinho nos ombros de uma pessoa, que ficavam opinando sobre o que ela deveria fazer? Pois é mais ou menos o que acontece em nossa cabeça quando nos auto avaliamos: o anjinho pode ser encarado como uma avaliação construtiva que nos impulsiona à mudança, já o diabinho é aquela avaliação destrutiva, que te diminui e não dá espaço para mudanças, quando damos atenção a esse diabinho ele domina o espaço e podemos ter sérios problemas!

3 dicas para lidar com a autocrítica

Você já se pegou lembrando alguma atitude e analisando-a se perguntou: será que foi o certo a ser feito? Depois de pensar e repensar questionou: será que foi boa ou ruim e, se deveria repeti-las ou não.

Esse processo chama-se autocrítica e é de extrema importância para nossas vidas, afinal é ela, que nos ajuda a conviver melhor em sociedade, alcançar nossas metas e aprimorar nossas competências.

Embora esse processo tão importante possa se tornar um problema e nos paralisar, isso só acontece quando passamos a nos julgar com crueldade e nos sentimos culpados pelos erros cometidos (que nem sempre são graves) como se fossem imperdoáveis.

Essa atitude, excessivamente autocrítica, costuma nos desestimular a concluir algum desejo ou sonho, ao mesmo tempo que nos cobra de alcançá-lo, o que aumenta ainda mais a angústia desse processo.

Não percebemos que estamos exagerando e continuamos nesse ciclo, achando sempre que podíamos ter sido melhores ou ter feito diferente, aumentando dia-após-dia nossa cobrança e sofrimento, por isso é muito importante identificar esse problema.

Conhecendo o que a autocrítica pode fazer, podemos mudar isso, fazendo com que ela se torne algo saudável, vamos conferir?

1. Seja seu amigo

Imagine a seguinte situação: Um amigo te procura dizendo que se sente péssimo pois todos os seus amigos já definiram qual profissão seguir e ele ainda não. Está incomodado pois já tem 17 anos e deveria saber o que quer fazer pelo resto da vida!

Provavelmente você tentará acalmá-lo, sendo realista e se esforçando para que ele não se sinta tão mal, podendo dizer coisas como: “Está tudo bem, não se martirize tanto!”, “Você tem apenas 17 anos, ainda tem muito tempo para decidir e pensar nisso”, “Calma, vou te ajudar a achar algo que você goste!”.

Isso faria ele se sentir melhor e mais tranquilo para encontrar algo que realmente queira fazer! Mas e se esse amigo fosse você?

Provavelmente as frases seriam como: “Você já demorou demais!”, “Não tem futuro, não consegue nem decidir isso!”, “Desista! É o melhor que você faz!”

Percebe como auto julgamento está mais rígido?

O romancista americano Roderick Thorp dizia que “Temos que aprender a ser nossos melhores amigos, porque caímos muito fácil na armadilha de nos tornarmos nossos piores inimigos”, isso porque tendemos a ser muito mais exigentes e críticos conosco do que somos com a maioria das pessoas, esperamos muito e exigimos demais, tudo isso com qual finalidade?

Seja lá qual for, isso não trará resultado algum.

Se você for tão rígido, troque de lugar! Experimente pensar: “Se outra pessoa me procurasse com essas questões, o que eu falaria para ela? Como eu a trataria?” e use a empatia desse modo.

2. Aceite quem você é

Você pode até não gostar de alguns aspectos da sua personalidade, mas são eles que contribuem na construção de quem você é, por isso precisa aceitá-los!

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Isso não significa que você deve se conformar com o que te incomoda, mas é preciso aceitar-se antes de tentar mudar, caso contrário você provavelmente passará a vida lutando contra isso. Então, um passo de cada vez, perceba a importância de ser como você é, lembre-se de ser seu amigo nessas horas.

3. Coloque os pés no chão

Quando estamos sendo muito exigentes acabamos tendo percepções distorcidas sobre nosso comportamento, achando que somos inconvenientes, chatos ou desagradáveis, e nessas horas é importante separar o que é real do que é apenas uma percepção sua.

Você consegue fazer isso ao questionar sua percepção a fundo e argumentar consigo as respostas dadas. Por exemplo, se você se acha chato e pensa que ninguém gosta de estar perto de você, se faça as seguintes perguntas:
“Por que sou chato?”
“Alguém já me disse que sou assim?”
“O que me leva a pensar isso?”

Contra argumente cada resposta, e caso consiga dar bons argumentos provavelmente essa afirmação que você se faz não é realista.

Essas dicas ajudam a amenizar a sensação de cobrança e autojulgamento desnecessária, mas caso elas permaneçam recomendo buscar ajuda em uma psicoterapia, por meio dela você conseguirá trabalhar a fundo as questões que te levam a pensar dessa forma.

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Debora de Barros Paschoal
CRP 06/126.802 - Formada em psicologia pela Universidade Paulista, co-fundadora do Teramor, projeto que visa apoiar mulheres que experienciaram relacionamentos abusivos, estimulando o empoderamento e amor próprio.
Sigo a abordagem fenomenológica existencial, por isso meu foco é na compreensão da existência de cada um baseando em suas vivências e convicções. Com isso consigo te ajudar a encontrar o sentido das coisas e de sua vida, consequentemente você encontra as possíveis soluções para suas questões e problemas. Entendo que cada ser Humano é único e deve ser tratado como tal, por isso não há receita pronta para resolver os problemas, é uma construção e estou aqui para te ajudar no processo!

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