Burnout cid 10

Burnout será considerada Doença do Trabalho em 2022

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou uma nova classificação da Síndrome de Burnout.

A partir de 1º de janeiro de 2022, na nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 11) o Burnout será considerado uma doença relacionada ao trabalho, tratada de forma diferente do que era até agora.

Até então, a síndrome de burnout ainda era considerada um problema de saúde e uma condição mental mas partir de janeiro, será oficialmente designada como “estresse no trabalho de longo prazo que não foi administrado com sucesso”.

A mudança ocorreu na reunião da Organização em 2019, mas o documento entrará em vigor a partir do próximo ano.

Para alterar o documento, a OMS analisou as estatísticas e tendências de saúde.

Além do burnout, o CID 11 também incluiu transtornos de estresse pós-traumático, transtorno do jogo e “velhice” – o que já gerou grandes discussões em relação a conceituação patologizante de condições relacionadas ao ser humano e seu desenvolvimento.

Mas essa é uma outra discussão.

A definição de burnout, fica assim, tradução livre:

Burnout QD85 – Problemas associados ao emprego ou desemprego

Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Caracteriza-se por três dimensões: 1) sentimentos de esgotamento ou exaustão de energia; 2) aumento da distância mental do trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao trabalho; e 3) sensação de ineficácia e falta de realização.

Burn-out refere-se especificamente a fenômenos no contexto ocupacional e não deve ser aplicado para descrever experiências em outras áreas da vida.

Exclusões: Transtorno de ajuste (6B43)

Distúrbios especificamente associados ao estresse (6B40-6B4Z)

Ansiedade ou distúrbios relacionados ao medo (6B00-6B0Z)

Transtornos de humor (6A60-6A8Z)

http://id.who.int/icd/entity/129180281

Se o estresse constante faz você se sentir desamparada(o), desiludida(o) e completamente exausta(o), você pode estar no caminho do esgotamento (o chamado burnout).

Já falamos disso aqui no Psico.online, neste e nestes textos mas vamos abordar novamente e por outro ângulo.

Aprenda o que você pode fazer para recuperar o equilíbrio e se sentir positiva(o) e esperançosa(o) novamente.

O burnout é um estado de exaustão emocional, física e mental causado por estresse excessivo e prolongado.

Ocorre quando você se sente oprimida(o), emocionalmente esgotada(o) e incapaz de atender às demandas constantes.

À medida que o estresse continua, você começa a perder o interesse e a motivação que a(o) levaram a assumir um determinado papel.

O esgotamento reduz a produtividade e esgota sua energia, deixando cada vez mais desamparada(o), sem esperança, cínic(a)o e ressentida(o).

Eventualmente, pode sentir que não tem mais nada para dar ou a perder.

Os efeitos negativos do esgotamento afetam todas as áreas da vida – incluindo casa, o trabalho e a vida social.

O burnout também pode causar alterações de longo prazo no seu corpo que a(o) tornam vulnerável a doenças como resfriados e gripes.

Por causa de suas muitas consequências, é importante lidar com o esgotamento imediatamente (nossos psis estão a disposição) e não ficar adiando olhar para o que já começou a chamar a atenção.

A maioria de nós passa dias em que nos sentimos desamparada(o)s, sobrecarregada(o)s ou menosprezada(o)s – quando nos arrastamos para fora da cama, exigindo uma determinação Hercúlea. Caminho certo para dar ruim.

Se você se sentir assim na maioria das vezes, no entanto, pode estar exausto(a), não no burnout, aí é a hora de mudar o jogo.

O burnout é um processo gradual.

Isso não acontece do dia para noite, mas pode rastejar até você.

Os sinais e sintomas são sutis no início, mas pioram com o passar do tempo.

Pense nos primeiros sintomas como sinais de alerta de que algo está errado e precisa ser resolvido.

Se você prestar atenção e reduzir ativamente o estresse, poderá evitar um colapso grave.

Se você os ignorar, acabará se esgotanda(o) e sendo consumida(o) por esse processo.

O esgotamento pode ser o resultado de um estresse implacável, mas não é o mesmo que muito estresse.

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Este, em geral, envolve muito: muitas pressões que exigem muito de você física e mentalmente.

No entanto, pessoas estressadas ainda podem imaginar que, se conseguirem colocar tudo sob controle, se sentirão melhor.

No burnout, por outro lado, não é suficiente.

Estar esgotada(o) significa sentir-se vazia(o) e mentalmente exausta(o), sem motivação e sem preocupação. As pessoas em esgotamento muitas vezes não veem nenhuma esperança de mudança positiva em suas situações.

Se o estresse excessivo parece que você está se afogando em responsabilidades, o esgotamento é uma sensação de estar totalmente seca(o). E embora você geralmente esteja ciente de que está sob muito estresse, nem sempre perceberá o esgotamento quando isso acontecer.

Um pulo em uma pesquisa no Canadá

Um relatório da empresa de software de recursos humanos Ceridian diz que 84% dos 1.304 trabalhadores canadenses entrevistados pela Hanover Research se sentiram esgotados (ou seja, com burnout) nos últimos dois anos.

Pelo menos 20% procuraram novos empregos por vários motivos.

O burnout geralmente decorre do seu trabalho. Mas qualquer um que se sinta sobrecarregado e subestimado está em risco de esgotamento. Isso pode atingir desde o trabalhador de escritório que trabalha duro, que não tira férias há anos, até a exausta mãe que fica em casa cuidando dos filhos, do trabalho doméstico e de um pai idoso (afinal esse é um trabalho e costuma ser pouco percebido).

Este processo não é causado apenas por trabalho estressante ou por muitas responsabilidades.

Outros fatores contribuem para o esgotamento, incluindo seu estilo de vida e traços de personalidade.

Na verdade, o que você faz em seu tempo de inatividade e como você vê o mundo podem ter um papel tão importante em causar um estresse opressor quanto as demandas do trabalho ou de casa.

6 sinais de alerta para o burnout

1. Você está ansiosa(o) ou estressada(o).

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Embora haja muitas coisas que possam fazer com que se sinta frustrada(o), com raiva e estressada(o), se esses são sentimentos que não estão realmente indo embora, pode ser um sinal de que você está lutando agora contra a tendência do burnout. Como saber? Primeiro avalie o quanto disso tem relação com o seu trabalho.

2. Você está se sentindo esgotado e exausto.

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O esgotamento e a sensação de cansaço geral da vida podem deixar uma pessoa se sentindo fisicamente, mentalmente e emocionalmente abalada, com muitas pessoas se sentindo como se não pudessem se recuperar, mesmo que quisessem.

Soa familiar? Embora possamos tolerar esses sentimentos por um tempo, alguém pode se sentir exausto ou sofrer de estresse e exaustão prolongados e isto ser uma situação que culmina em sérios problemas de saúde mental se for ignorado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o burnout em sua Classificação Internacional de Doenças, permitindo que profissionais de saúde e seguradoras reconheçam, tratem e cubram os sintomas.

Inclusive, temos um episódio de podcast falando sobre Pais Sobrecarregados.

3. Você está tendo mudanças extremas de humor.

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Se você tem passado por mudanças de humor em que pode estar se sentindo feliz em um minuto e chorando no outro, isso pode ser um motivo de preocupação. Se você está passando por dias ou semanas sem fim em que parece que está no limite, mal-humorado e muito emocional, monitore seu humor para ver se precisa de ajuda.

Às vezes, os sinais são muito mais sutis e podem ser apenas uma exibição de uma atitude de vida diferente que se inclina mais para o desespero e a negatividade, como se você tivesse perdido um pouco de seu desejo pela vida.

Esse caso em especial precisa ser avaliado, pois pode ser confundido com outros tipos de transtornos conhecidos.

4. Você perdeu o interesse nas coisas que gostava.

Se você está se sentindo um pouco desconectado das coisas que costumavam lhe trazer alegria – sejam relacionamentos, hobbies ou atividades – este pode ser um sinal de alerta precoce que sua mente está atirando contra você para ajudá-lo a enfrentar o burnout.

Perder o interesse por coisas que você normalmente gosta é um sintoma comum de preocupações com a saúde mental, especialmente se você se retirar de atividades ou ocasiões sociais pelas quais normalmente ficaria animada(o).

5. Você está apresentando um comportamento autodestrutivo.

Em alguns casos, o comportamento de assumir riscos pode ser um sinal de alterações na saúde mental e um colapso em câmera lenta.

Esse tipo de estrutura mental pode ser uma bandeira vermelha da qual estamos tentando escapar em nossas lutas mentais.

Mudanças no comportamento, como participação em comportamento imprudente ou autodestrutivo, também são sinais de alerta, assim como o abuso de substâncias, onde você pode aparentemente estar tentando escapar das pressões da vida por meio de drogas ou álcool.

Quer entender o seu consumo de álcool? Faça o teste.

6. Você está apresentando sintomas físicos.

Embora o termo ‘colapso’ muitas vezes o faça pensar em mudanças mentais, também pode haver mudanças físicas.

Na verdade, eles estão intimamente conectados.

Há uma série de sintomas físicos relacionados que podem apontar para um colapso em câmera lenta, como problemas estomacais, dores de cabeça recorrentes, insônia e alterações do apetite que podem culminar em perda ou ganho de peso extremo.

Se você estiver experimentando qualquer nova dor física ou sintoma, sempre deve consultar seu médico, independentemente, mas é importante ter em mente que a dor física pode ser um sinal de alerta precoce de que a mente está realmente lutando contra o burnout.


Desejamos muito que ao perceber qualquer sintoma e sinal de alerta você procure ajuda. Pode ser com a nossa equipe ou não, mas a qualidade de vida é essencial.

Há uma frase que costumamos tocar, nessas horas que é: nenhum CNPJ vale um infarte. Pense nisso.

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Links de Referência

https://rbmt.org.br/details/46/pt-BR/sindrome-de-burnout

https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases

https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/adult-health/in-depth/burnout/art-20046642

https://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/article/view/22804

https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/10264

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