Vamos falar de sexualidade e Interesses sexuais Psico.Online

Descobri um novo interesse sexual e tenho dúvidas…

19 min de leitura

Descobertas e interesse sexual são assuntos que despertam muitos questionamentos e diversas dúvidas, principalmente hoje em dia, quando tudo muda tão rápido e todos têm uma opinião a dar sobre algo, seja no campo pessoal, público ou privado.

Decidir sobre algo envolve ganhos e perdas, isso é fato.

Buscar o equilíbrio entre extremos e ideologias é, talvez, tão importante quanto o fator de descoberta e, diante disso, trataremos desse assunto que envolve muita coisa, com um texto relativamente longo àqueles que você costuma encontrar aqui no Psico.Online. Vai ser algo ao estilo do post sobre Masturbação Feminina, Orgasmo e o prazer pessoal.

Vem com a gente entender um pouco mais sobre o interesse sexual?

Uma pergunta anônima chegou ao nosso ask do Tumblr e gerou essa discussão, olha só:

“Acabei ficando afim de um amigo do trabalho. Não sabia que eu tinha interesse em outros homens. Como lidar com a situação”?

Pouco tempo depois, uma chamada internacional, trazia a seguinte dúvida: “I’m 15 years old but I Don’t love myself. I want be a girl” – “Eu tenho 15 anos e não me amo, quero ser uma garota” (tradução livre).

Outro dia, mais um adolescente procurava informações, pois acreditava ser homosexual e queria entender o interesse sexual e suas relações.

Em um primeiro momento parece fácil responder a pergunta: na nossa opinião antenada, de quem lê muito e acompanha as notícias, chega a coçar a garganta (ou os dedos) pra um “eu acho o seguinte”.

Porém… Na na ni na não.
Não dá para achar nada em um assunto tão complexo, e o “eu”, do “eu acho” ali na frase de cima, muda todo o contexto.

Não podemos falar com base nas nossas crenças e experiências, pois quem precisa dessa resposta é VOCÊ. O que nós faremos é ajudar, com informações que apoiarão a sua decisão e podemos acompanhá-lo/a nessa jornada, mostrando que interesse sexual, sexo, sexualidade são assuntos que têm muitos desdobramentos.

E porque isso?

Pois bem, nesse caso, é necessário compreender que existem posições opostas, extremos, ideologias nessa questão e em tudo que ela envolve. Acima de tudo precisamos observar o seu bem estar e o das outras pessoas ligadas a você; logo, falaremos um pouco do conceito psico-bio-social que é um pilar importante dessa discussão.

O psico envolve aquelas informações que estão escondidas na sua cabeça e que nem sempre são verbalizadas, o bio é o que tem relação direta com seu corpo físico e a fisiologia do seu corpo biológico e o social é aquele pilar que envolve sua família, amigos, lugares que você frequenta, etc.

Vamos abrir algumas variações possíveis dessas perguntas já que o texto vai ser bem abrangente?

  • Meu interesse é por homens ou percebi que tenho interesse por eles… sou do sexo masculino e de uma aparência andrógina.
  • Descobri que me interesso por mulheres… e sou do sexo feminino. As vezes quero sair com um crush gatinho que conheci na balada.
  • Eu não tenho interesse sexual… sou normal?
  • Descobri que sou um homem e me sinto uma mulher de corpo e alma.
  • Descobri que sou mulher mas me interesso em ser um homem.
  • Descobri que sou mulher e tenho interesse por homens (!).
  • Descobri que sou mulher e tenho interesse por mulheres e homens.
  • Descobri que sou homem e tenho interesse por mulheres, árvores, pela fechadura… (opa!)

São tantas as possibilidades, escolhas, caminhos que chega a dar um nó aqui na redação também, com as possibilidades e opiniões.

Tanto por isso que este texto teve a ajuda de vários colegas e alguns debates, pois é fato: não existe unanimidade e a definição de normal é discutível, pois existem leis, regras sociais, condutas morais e cuidados pessoais pelos interesses individuais.

E o individual e social são coisas bem diferentes, que fique dito.

O que quer dizer essa frase tão difícil?

Qualquer escolha que você faça terá que ser consciente e considerar o mundo lá fora e o seu mundo interior, priorizando o equilíbrio.

Para você ter uma ideia, supomos que seria quase impossível que nascidos na década de 1970 ou antes aceitassem bem uma discussão dessa ou cogitassem esse espaço existente entre o masculino e feminino (que é discutido até hoje).

E olha que em 2017, 50 anos depois mais ou menos, com a “liberdade” que existe, as coisas começaram a ficar com mais poréns e a decisão tem que ser bem elaborada antes de se bater o martelo.

Aqui, a ideia é ser um pouco menos radical à textos que apregoam sobre sair do armário, gritam por aí que o certo é isso ou aquilo. Somos taxativos: não há certo e nem errado no sentido estrito do interesse sexual. Há escolhas e com escolhas vêm as responsabilidades, deveres e os sabores e dissabores de cada uma das experiências vividas.

A normalidade é um conceito de exatas e o ser humano não pode ser reduzido à exatidão. Um dia podemos tratar desse assunto aqui no blog “curva normal” se quiser pesquisar, regra do que é normal, etc, mas não será neste tema.

Tenha em mente que aqui vamos tratar do indivíduo e do respeito que devemos ter conosco e com os outros diante das escolhas e das consequências trazidas com elas.

Interesses, sexo, identidade de gênero e orientação sexual.

Hoje em dia parece ser muito necessário expor de forma muito clara para a sociedade, qual é a sua preferência sexual. Isso acontece pois a discussão está rolando por aí: seja no senso comum (bares, baladas, igrejas), seja nas universidades, palestras, simpósios, na TV ou onde for possível.

É só dar uma conferida na lista de vídeos que separamos no final do post e que trazem opiniões distintas e incisivas.

As pessoas sempre terão uma opinião a respeito. Citarão fontes. Defenderão com unhas e dentes a opinião delas com relação à vida alheia. (detalhe para “relação à vida alheia”).

Há aqueles que optam pela liberdade individual, liberdade sexual e também aqueles que são conservadores a essas liberdades sexuais. O que muitos se esquecem é que cuidar da vida do outro é mais fácil, pois você não está no meio do olho do furacão.

Esse mimimi acaba influenciando muito uma galerinha meio precoce, tanto negativa quanto positivamente na discussão: lado bom e ruim, pois geram dúvidas, perguntas e inseguranças.

No final acabam aparecendo aqueles que têm mais visibilidade, força, recurso, notoriedade ou que está na bolha de conhecimento social mais próxima ao poder, isto é, a maioria que grita mais.

E você, que procura lidar com a situação, foi pego no meio do fogo cruzado de opiniões e se vê obrigado a fazer uma escolha. Esquece! Nesse momento você precisa ser um pouquinho egoísta do bem e questionar: quais são os meus sentimentos?

A ideia é: entrar nessa discussão e colocar na balança seus interesses, o interesse dos seus conviveres, a sua vida e as ramificações que ela tende a tomar a partir de uma escolha (se é que é uma escolha).

Pois bem, ainda hoje, em pleno século 21, há muita gente que acredita que quem nasceu homem irá automaticamente ter preferências por mulheres e, se for mulher terá preferências por homem e depois de muita discussão de cientistas e estudiosos, a gente sabe que a coisa toda não funciona tão delimitada e nem tão certinha assim.

Então, nosso texto seguirá a linha do que é discutido e aceito pela ciência hoje e ficará no centro dessa discussão.

Forneceremos elementos para você elaborar melhor isso com seu Psico, que por estar próximo, poderá trabalhar melhor esses conceitos de interesse sexual, sexo, etc.

Sexo ou Sexo Biológico

Sexo BiológicoO sexo de forma direta tem a ver com o sexo biológico de um ser humano e é definido pela combinação de células (cromossomos) e também pela sua genitália (seus órgãos reprodutores).

Basicamente olham para um feto e definem: tem “pipi” é homem, tem “ppka” é mulher; melhor: macho ou fêmea como é na ciência dos seres vivos (ver: taxonomia biológica).

Mas aí aparece um hermafrodita (que é macho e fêmea em um mesmo corpo). Xi.

Ou aparece alguém com as gônadas (as gônadas dos animais são o ovário (gônada feminina) e o testículo (gônada masculina)) que apresentam características intermediárias entre os dois sexos e o torna indefinido. Xi.

Ou ainda alguém onde o aparelho genital não condiz com o tipo cromossômico – pessoas que tem todas as características de um tipo e o órgão genital de outro. Xi3

E aí, como se classifica? Não dá para ser só macho e fêmea. Ou dá? Essa é a discussão do sexo.

Enfim, com a criação dos bancos de dados, das pesquisas e da informação disponível e que pôde ser finalmente registrada, classificada e contada, além do aumento dos seres humanos foi possível identificar que havia um espaço entre esses dois pólos de padrões biológicos definidos e a ciência começou a discutir a validade dessa decisão binária, logo para esse espaço entre o macho e a fêmea, deu-se o nome de Interssexual.


De modo que pela maioria das publicações científicas liberais e atuais você tem: macho, fêmea e a intersexualidade (que está entre os dois extremos).

A melhor pessoa para definir esse tipo de informação é o seu médico. Ele observará seu corpo, seus genitais e dirá aquilo que ele vê.

Esse é o sexo biológico e ele só tem a ver com o seu corpo e a classificação dele.

Mas aí vem o vídeo dos conservadores que dizem: “Deus criou o homem e a mulher”, só existem dois. Olha, infelizmente a Bíblia não é um tratado científico que considera o que existe no mundo. Considera uma visão contextual baseada em uma cultura que preconizava um tipo de identidade.

A biologia, a sexologia e outros estudos são formas de avaliar metodicamente e através de muito debate como estão as coisas atualmente. Então vai existir um conflito mesmo: você escolhe seguir um livro que “não se atualiza” ou outro que vem sendo debatido geração após geração?

O sexo biológico já classifica hermafroditas e minorias e é uma ciência. Será que a essa definição deve ser pautada por um conservadorismo “certo”?

A Orientação Sexual

Orientação é o caminho.

O Waze orienta você em determinado percurso. A orientação sexual é um conceito social (que foi construído a partir do tempo e vida das pessoas) e que a partir de um grupo de estudos predominante daquela época, define para aqueles que querem se localizar uma nomenclatura ou especificidade.

O termo orientação sexual é considerado mais apropriado do que opção sexual ou preferência sexual porque opção indica que uma pessoa teria escolhido a sua forma de desejo. A psicologia moderna, embora não tenha consenso a respeito do que exatamente explica a sexualidade de um indivíduo, determina que a orientação sexual não pode ser mudada com terapias e não é uma escolha.

Segundo a cartilha de comunicação da LGBT Brasil, a orientação sexual é a capacidade de cada pessoa de ter uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gênero diferente, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim como ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas.

Basicamente, há três orientações sexuais preponderantes: pelo mesmo sexo/gênero (homossexualidade), pelo sexo/gênero oposto (heterossexualidade) ou pelos dois sexos/gêneros (bissexualidade). Estudos demonstram que as características da orientação
sexual variam de pessoa a pessoa.

Nesse aspecto, não conseguimos encontrar textos conservadores que pudessem discutir essa concepção. Se você conhecer algum ou quiser complementar com essa visão, ficaremos gratos por incluir esse ingrediente à nossa discussão.

Qual a diferença de falar homossexualismo e homosexualidade?

O sufixo “ismo” (terminologia referente a “doença”) foi substituído por “dade” (que remete a “modo de ser”). Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia formulou a Resolução 001/99, considerando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”, que “há, na sociedade, uma inquietação em torno das práticas sexuais desviantes da norma estabelecida sócio-culturalmente” (qual seja, a heterossexualidade), e, especialmente, que “a Psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações”. Assim, tanto no Brasil como em outros países, cientificamente, homossexualidade não é considerada doença.

Os interesses, ah, os interesses…

O interesse é uma condição animal ligada a curiosidade, necessidade e desejos.

Só esses três itens já dariam um livro de acordo com as várias linhas psicológicas. Vamos deixar neste texto a definição que você encontraria no dicionário:

Interesse é:

  1. O que é importante, útil ou vantajoso, moral, social ou materialmente.
  2. Estado de espírito que se tem para com aquilo que se acha digno de atenção.
  3. Qualidade do que retém a atenção, que prende.
  4. Importância dada a algo.
  5. Atitude de benevolência para com uma pessoa e para com tudo que lhe diz respeito.
  6. Apego ao que beneficia a si mesmo; vantagem pessoal.
  7. Participação nos lucros dada ao empregado por um estabelecimento.
  8. Lucro decorrente dos juros produzidos pelo capital.

Logo, o interesse sexual pode ser substituído por algo como: importância ao sexual, atenção dada ao desejos e impulsos sexuais, vantagem sexual ou ao desejo e impulsos sexuais e por aí vai.

Logo também, o interesse sexual está intimamente ligado àquilo que lhe retorna um prazer, seja qual for esse prazer, descontando ou contabilizando – melhor equilibrando – aquilo que cai bem numa relação de sexo com o seu parceiro.

Há pessoas que sentem prazer pelas coisas mais absurdas. Você não sente prazer com algo que é estranho para outra pessoa? Será que cabe a você ou a mim julgar ou me importar com o que dá prazer a duas pessoas que compartilham esse prazer que não é o meu?

Entenda que esse momento de prazer é único e ligado àqueles que buscam saciar o desejo e receber em troca. É uma discussão filosófica ligada ao Hedonismo e as definições e concepções de prazer de um indivíduo ou de um grupo.

Entende como é “pessoal”?

Nesse contexto a única coisa que pode ser definida é que você para tê-lo precisa aceitá-lo e para isso deverá lidar com consequências, relações e outras nuances que só você poderá julgar.

Converse com seu Psico sobre o seu interesse sexual, sobre como lidar com ele, aceitá-lo ou negá-lo e as consequências dessas atitudes na sua vida e os impactos disso na tríplice psico-bio-social.

Identidade de gênero

onde está o amor, paixão, amor, apaixonada, apaixonar, relação, relacionamentoA identidade de gênero é ligada também ao reflexo e ao pessoal, mas na visão de um terceiro.

Enquanto a orientação sexual se refere a quem nos relacionamos, a identidade de gênero faz referência a como nos reconhecemos dentro dos padrões de gênero estabelecidos socialmente.

Existem dois sexos, mulher e homem, e dois gêneros, feminino e masculino.

Embora a maioria das mulheres se reconheça no gênero feminino e a maioria dos homens no masculino, isto nem sempre acontece. Falamos, então, de pessoas cujo sexo biológico discorda do gênero psíquico: são os travestis e transexuais, ou transgêneros.

Uma pessoa de sexo biológico feminino pode se enquadrar no gênero masculino e se sentir atraído exclusivamente por homens. Ela seria, então, um homem transexual gay. A tabela abaixo sumariza as possibilidades existentes de orientação sexual e identidade de gênero:

Sexo Biológico Gênero Psíquico Orientação Sexual Como reconhecemos
Mulher Feminino Bisexual Mulher bisexual
Mulher Feminino Heterosexual Mulher heterosexual
Mulher Feminino Homosexual Mulher Homosexual
Mulher Feminino Assexual Mulher Assexual
Mulher Masculino Bissexual Homem Bi
Mulher Masculino Hétero Homem Hetero
Mulher Masculino Homo Homem Homo
Mulher Masculino Assexual Homem assexual
Homem Masculino Bissexual Homem Bi
Homem Masculino Hétero Homem Hetero
Homem Masculino Homo Homem Homo
Homem Masculino Assexual Homem assexual
Homem Feminino Bissexual Mulher bisexual
Homem Feminino Hétero Mulher heterosexual
Homem Feminino Homo Mulher Homosexual
Homem Feminino Assexual Mulher Assexual

Impor uma identidade de gênero é algo complexo, pois muitas vezes existe a dúvida de interesses particulares – esta identificação seria expor características femininas ou masculinas, porém quando não há esta resolução no sujeito, denomina-se pelo transexualismo, onde nossa legislação brasileira respalda através dos artigos 60 e 196 da Constituição Federal, que o transexual tem total direito em buscar recursos para desenvolvimento de sua mente e corpo.

O transexualismo é denominado por uma disforia de gênero e necessita do envolvimento de equipe multidisciplinar para diagnóstico e as possibilidades de tratamento, uma vez que, a introdução de hormônios trará resultados irreversíveis.

Ou seja, quando o assunto é a identidade de gênero há governo, saúde, relações com o outro, envolvidas. Pois é o que o identifica e muita gente precisa “ser identificado” por algum motivo pessoal.

O assunto é tão longo que há livros e teses referentes a essa discussão.

O outro lado da história

Falamos dos conservadores lá no começo do texto, pois bem, esse grupo acredita que os estudos existentes beneficiam a comunidade LGBT e os grupos feministas, em detrimento ao conservadorismo e as práticas sociais regidas por uma norma moral e religiosa, que foi imposta lá nos anos em que as mulheres começaram a discutir sua liberdade.

Esse grupo não aceita essa mudança e acredita que o que é estabelecido é a dualidade binária e que tudo que tem relação fora desse contexto deve ser classificado como uma anomalia (fora do normal) e que pode ser um transtorno, uma doença ou outros elementos que são classificados e que são contra tudo o que foi visto até agora, pelo fato de conservar a crença existente.

Embora esse grupo intelectual seja menor, ainda assim ele é bastante barulhento e conta com armas como o preconceito e o desconhecimento científico baseado em crenças particulares e dos seus grupos, de modo que não pode-se afirmar que estão de todo errados, mas sim, que são contra o que vem sendo construído cientificamente através dos séculos.

Para entender como esse conceito mal formado mantém a sua força, recomendamos o livro ou trechos dele: Preconceito e Educação Inclusiva.

E a resposta?

Mas e a resposta da pergunta: Acabei ficando afim de um amigo do trabalho. Não sabia que eu tinha interesses em outros homens. Como lidar com a situação?

A primeira pergunta é: Como essa descoberta se deu em relação a você? Estamos falando de interesse ou de curiosidade?

É compreensível ter vontade e ela pode até eliminar determinadas incertezas em relação à sexualidade.

Mas qual a sua percepção sobre o assunto em relação ao universo que está inserido? Como você entende esse seu súbito (ou não tão repentino assim) interesse?

Qual é a posição das pessoas ao seu redor (família, amigos, professores, sociedade em geral) caso você assuma ou negue esse interesse e como isso é para você? É seu desejo compreender-se nesse processo? Compreende como errado, certo? Bom ou ruim?

Então, após responder essas perguntas você pode analisar o que lhe faz mais sentido para ter como parceiro(a) em sua vida.

Tenha em mente que a única coisa que impede você de ser feliz é você mesmo e seus medos de lutar por sua felicidade.

Mas saiba que tudo gira em torno do seu bem estar, do seu conforto pessoal, familiar e social.

Falamos aqui do seu corpo. Dos seus desejos e dos seus sentimentos. Seus e de mais ninguém em primeira instância.

Afinal, todos já ouvimos aquela frase: “Meu corpo, minhas regras.”, onde se pode perceber que o que lhe traz felicidade, será também parte das suas regras de vida.

Você precisa compreender que tudo requer trabalho e aprendizado, que toda nova descoberta vem com inseguranças comuns de quem está aprendendo.

Lembra-se de quando aprendeu alguma coisa pela primeira vez e hoje você a domina? Demorou um pouco, não? Refletir sobre as preferências sexuais é importante, mas o maior parceiro seu, sempre, sempre será você mesmo.

Perguntar diariamente se está se respeitando e sendo flexível sobre a tal diversidade e se essa escolha lhe cai bem.

Depois, certo dessa sua escolha, seja o mais claro possível nos seus interesses e inseguranças quanto a esse envolvimento com esse colega.

Existem diversos canais no youtube que buscam ajudar as pessoas, independente da orientação sexual, a entender essas questões, Nós separamos vídeos de três deles que explicam mais sobre tudo o que falamos:

Canal das Bee – https://www.youtube.com/watch?v=I5RlTNe9QBQ


Para Tudo – https://www.youtube.com/watch?v=vWNweKWLEv0


Põe na Roda – https://www.youtube.com/watch?v=f5E5U_LO2c4

E claro, trabalhar isso em psicoterapia é uma boa, vai te ajudar a chegar mais facilmente nas respostas a tantas perguntas. 🙂

Esperamos ter ajudado.

Referência:

  1. http://www.livrariaflorence.com.br/blog/a-diferenca-entre-sexo-identidade-de-genero-e-orientacao-sexual/
  2. http://oglobo.globo.com/sociedade/nao-opcao-orientacao-13546739
  3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_sexual
  4. http://www.abglt.org.br/docs/ManualdeComunicacaoLGBT.pdf
  5. https://pt.wikipedia.org/wiki/Terapia_de_reorienta%C3%A7%C3%A3o_sexual
  6. https://colunas.gospelmais.com.br/author/marisalobo
  7. https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A9nero_(sociedade)
  8. https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A9nero_(biologia)
  9. https://periodicos.ifsc.edu.br/index.php/rtc/article/viewFile/1244/788
  10. https://www.youtube.com/watch?v=LorbuSHGDhE&feature=youtu.be (áudio alexandre garcia)
  11. http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2015/03/cis-trans-pan-intersexual-entenda-os-termos-de-identidade-e-orientacao-sexual-4730566.html

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CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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