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Mulher caçadora: será que sou uma?

Categorias: Reflexões / Sexualidade
a mulher caçadora ou a hunter gilr no psico.online

Mulher caçadora. Qual a sua opinião a respeito? Escreva nos comentários antes de seguir com este texto. 😉 seria muito legal conhecer o que vocês pensam e depois compartilhar o que nossos psicos.online responderam.

Chegou à nossa Caixa de Segredos uma pergunta simples e direta: o que é uma mulher caçadora?

Essa questão ficou muito tempo parada enquanto pensávamos no que responderíamos, então la vai, para nós a mulher caçadora é a Leoa e portanto, uma caçadora natural.

Isso mesmo, é a melhor representação ilustrativa que imaginei. Ela que está no controle do bando. É ela que vai atrás da presa. Ela quem define o que precisa, como e quando entrar em ação.

A mulher caçadora é aquela que tem convicção das suas atitudes e arca com as responsabilidades e consequências do seu poder.

Quais as consequências? Várias mulheres que já conversei relataram que alguns homens sentem-se inseguros perto delas. Esses são as presas fáceis ou sequer as interessa.

Mas não é uma questão de gênero ou sexualidade para a mulher caçadora ou leoa, é uma questão de poder.

De ter em suas mãos o máximo de controle que a vida permite. De mirar, apontar e atirar para atingir sua presa e seguir em frente, para a próxima caça.

O que as psicólogas e psicólogos do Psico.Online têm a dizer:

Psico.Online Thais Tamara

Já a Psico.online Thais, psicóloga e palestrante sobre temas de saúde mental e emocional e co-fundadora do Projeto Re-Criar  acredita que a mulher caçadora é uma mulher que encontra grande satisfação no ato da conquista.

Para ela o maior prazer está na “caçada”, ou seja, no processo de obter atenção de um homem (ou outra mulher se for homossexual), e sentir que este se interessou por ela.

Mulheres caçadoras geralmente se desinteressam pela pessoa “alvo” assim que percebem que o outro se apaixonou por ela, logo, que conseguiu “capturar” o desejo da pessoa para si.

Normalmente as caçadoras conquistam compulsivamente, às vezes sem se dar conta da frequência com que fazem isso.

Psico.Online Amanda Regiane Annibale

Já a psicóloga Amanda Reggiani Annibale, especializada em Mitologia Criativa, Contos de Fadas e Psicologia Analítica, lembra que na psicologia Analítica (aquela do Jung) a mulher caçadora se refere ao arquétipo da mulher selvagem.

Quem vem do sagrado feminino.

Para se ter uma ideia é umas das Deusas Gregas, representada por Ártemis irmã de Apolo, que é a representação do arquétipo

Dentro do inconsciente coletivo essa mulher é símbolo da independência, autonomia, que atende seus desejos ativamente, é uma mulher que corre sozinha para satisfazer seus desejos e metas, mulher que tem atitude, representante do feminino na sociedade.

Vemos isso nos movimentos feministas, por exemplo. Essa é uma leitura simbólica.

Já em uma das atualizações arquetípicas da mulher caçadora, hoje em dia bem conhecida é a Mulher Maravilha da DC Comics.

A Deusa Diana,  romana, amazona.

Umas das imagens representadas no cinema.

Hoje, emergem muitas mulheres com o arquétipo guerreira: lutando para trazer um equilíbrio a psique coletiva patriarcal.

Nas relações, ela pode ser uma mulher que participa ativamente das decisões do casal (de maneira saudável).

Tomando a frente quando necessário para resolver conflitos e as demandas da relação de forma equilibrada com o parceiro.

Mas atenção: em um esquema disfuncional, ela domina e decide o rumo de ambos não dando espaço para o companheiro.

Acho que esse é um bom resumo da relação do símbolo da mulher caçadora.

E aí, gostaram? E você?

Tem outra opinião do que é uma mulher caçadora?

Já havia escrito a sua opinião, foi semelhante a que foram colocadas? Deixe para gente nos comentários.

Autores que participaram deste post:

Psicóloga CRP 06/11.843-0 graduada pela Universidade Paulista, e especialista em Psicologia Hospitalar pela Faculdade de Medicina da USP.

Atuo como psicoterapeuta clínica desde 2014 em São Paulo nos bairros Vila Madalena (ZO) e Jardim São Paulo (ZN) com adultos e adolescentes, sou palestrante sobre temas de saúde mental e emocional e co-fundadora do Projeto Re-Criar, que visa a aproximação e discussão de temas psicológicos do universo feminino.
Na minha prática utilizo a abordagem psicodinâmica, que aborda os conflitos inconscientes e busca, a partir do vínculo e comunicação entre paciente e terapeuta, a superação de conflitos e o amadurecimento emocional da pessoa, para que se viva da melhor maneira possível.

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