Psicologia na Internet: orientação psicológica online e outros assuntos

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A Psicologia na Internet e a orientação psicológica online, o atendimento psicológico online, os serviços psicológicos realizados por meios tecnológicos de comunicação à distância, o atendimento psicoterapêutico online em caráter experimental e por fim a telepsicologia, passaram por um momento agitado no final de outubro.

Estive, nesse período, em dois eventos onde o assunto psicologia na internet foi discutido sobre os mais diversos ângulos e aspectos: o 1º Encontro de Psicologia para Atendimento Online de SP e a 47ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP), na qual integrava uma equipe que apresentou dois painéis, ambos com menção honrosa ao final (1).

E parece que o mês de novembro de 2017 não será diferente.

O maior colégio de psicólogos do Brasil, São Paulo, terá uma reunião na sede do Conselho Regional de Psicologia (CRP-SP, região 06) no dia 09 de novembro para discutir a resolução 11/2012 (2) que regulamenta os serviços dos psicólogos, psicólogas e da psicologia na Internet (3).

Um grupo de trabalho do Conselho Federal de Psicologia (GT do CFP) está coletando informações para atualizar a resolução devido a observação “de que cada vez mais os meios tecnológicos permeiam as atividades do dia a dia da população, fazendo parte das rotinas domésticas, de lazer e profissionais (…) e, em virtude de demandas trazidas pela categoria” vê a necessidade de debater o assunto.

Uma outra reunião também já aconteceu no dia 2 de agosto na sede do CRP-RJ, onde também estive presente (4) (5) e outra no CRP-SC no dia 17 de agosto. Também soube que a comissão de cadastro de sites do CRP-SE tem se movimentado sobre o assunto e coletado informações sobre as necessidades de alterações da resolução e do que anda acontecendo na psicologia na internet, aqui no Brasil (6).

Psicologia na Internet - Intersecção da Psicologia e a Inteligência Artificial - homem máquina - um ciborg onde não existe dicotomia de relaçãoO que está acontecendo com a psicologia na internet aqui no Brasil

Nos eventos em que participei percebi que vários profissionais têm dúvidas desiguais sobre o funcionamento de toda essa grandeza de informações – psicologia na internet, só psicologia, só internet, informática, práticas, éticas que vão desde dúvidas da resolução do Conselho até o procedimento para chegar ao mundo digital de maneira ética e com qualidade, respeitando a resolução, suas crenças científicas e de linha e também seus clientes.

Muitos também têm dúvidas sobre o modelo de atendimento mediado por tecnologias (e suas aplicações): setting, vínculo, pesquisas e cursos.

Confusões sobre o que é uma plataforma, um site, um blog… um domínio, uma hospedagem e todo o linguajar da tecnologia, bem como o que seria o papel daquele profissional psicólogo que está utilizando-a como ferramenta ou que não entendem bem isso.

São dúvidas e receios (bem colocados por sinal) das pessoas que utilizam a Internet e também, de como a Internet pode ajudar e prejudicar as relações humanas. Como a psicologia na internet pode colaborar ou atrapalhar as relações.

São tantos os objetos de dúvidas onde as perguntas que vão da curiosidade à ânsia por entrar nesse caminho, que nem sei por onde começar, mas aos poucos vamos esclarecendo aqui no Psico.Online. 🙂

Claro, além das dúvidas notei que muitos trabalhos acadêmicos já abordam essa dinâmica digital.

Percebi também que aqueles profissionais que ainda são resistentes (e contrários, com fundamentação rasa) acabarão engolidos por essa dinâmica, ou pelo menos, aceitando que é um caminho tão real quanto outros que a psicologia tem por objeto.

Até por que, convenhamos, o principal objeto de estudo do profissional da psicologia – o ser humano – está introduzido nessa dinâmica tão profundamente quanto um ciborgue [1] está ligado a uma máquina.

Só para vocês terem uma ideia do que está acontecendo, durante a 47 ª reunião da SBP, se pôde observar os seguintes trabalhos entre a tríplice tecnologia, internet e psicologia:

Trabalhos que estiveram na 47ª reunião da SBP e que tem relação com Psicologia, Internet ou Informática:

  1. O uso de Tecnologias Digitais no suporte social e informativo a pessoas vivendo com HIV/AIDS dos autores: Marcelo Jacinto de Abreu e Lilian Maria Borges Gonzales – UFRRJ.
  2. Utilização de ferramentas de e-learning para preparação de jovens candidatos à Vagas de aprendizagem e para seleção por empresas dos autores: Lemos, R. F; França, B.M.; Todorov, J.C. – UNB.
  3. Parâmetros preliminares de validade e fidedignidade do teste informatizado ActeÒ (Agir/Não Agir) dos autores: Joaquim Carlos Rossini, Leonardo Gomes Bernardino, Amanda Moura e Silva, Letícia Carolina Boffi, Luana Barbarelli Bonilha – FAPEMIG.
  4. Relações entre Autoestima e uso de redes sociais virtuais entre estudantes universitários dos autores: Me. Nathalia Piacentini (Faculdade Avantis), Katia Antonia Orso (Fameg), Welton da Silva Flores (Fameg), Caroline Aparecida da Silva – Instituto WP.
  5. A teoria da Exemplificação na adaptação de questões escolares para software referenciado na Cultura Surda dos autores: Agnes N. Maeda (UNB), Amanda Gomes (Visumo), Andressa Fernandes (Visumo), Ciro L. T. Viana (UNB), Domingos S. Coelho (UNB), Fernanda G. Costa (UNB), Frankson de Farias (Visumo), Kamila Pimentel (UNB), Lorrane R. Oliveira (UNB), Luisa B. Severo (UNB), Mariã C. Silva (UNB), Nathanael R. Cruz (Visumo).
  6. Mídias Sociais e formação de Psicólogos: Estudantes de anos finais dos autores: Gabriela Oliveira Arantes Coelho, Yan Lazaro Santos, Lucas Rossato, Evandro Morais Peixoto, Glaucia Mitsuko Ataka da Rocha, Tales Vilela Santeiro – UFTM.
  7. As novas tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDICs) e a formação/atuação do psicólogo. Fabiana Versuti Stoque (USP, Ribeirão Preto).
  8. Efeito do treino de múltiplos exemplares de palavras sobre o repertório de leitura recombinativa em um programa computadorizado de ensino. Izabelly Alexandre dos Passos, Hebert Lamounier de Pádua Junior, Samantha Pereira, Camila Batista Peixoto, Josiane Cristina da Silva, Maria Emília Bezerra Moreira, Viviane Verdu Rico (UFMG).
  9. Comportamento online e fatores de personalidade: um olhar para o traço de socialização. Amanda Spanghero de Oliveira, Laryssa Guerreiro Avelino, Alessandra Ackel Rodrigues (CBM).
  10. Avaliação computadorizada da atenção em crianças ao longo do desenvolvimento. Luiz Renato Rodrigues Carreiro (UPM), Walter Machado Pinheiro (UFF), Rafael Ângulo Condoretti Barros Novaes, Mayara Miyahara Moraes Silva, Vera Rocha Reis Lellis (UPM).
  11. A influência da tecnologia na brincadeira infantil segundo a visão dos pais. Laura do Amaral Castilho de Souza, Adriana Leônidas de Oliveira (Unitau).
  12. Como as mídias sociais influenciaram nas formas de organização da ocupação estudantil na UFPA em 2016? Carolina Ventura Silva, Sidney Fernando de Souza Brito, Júlia Tôrres Barbosa, Anami Ripardo Guerra, Jade Louise Santiago Rodrigues, André Maurício Lima Barretto (UFPA).
  13. Tecnologias em saúde e efeitos na subjetividade. Coordenadora: Elisa Maria Parahyba Campos Rodrigues
  14. Estudo exploratório de padrões de fidedignidade e validade de labirintos computadorizados (Software ActeLaby). Lorena Barbosa Cunha Macedo, Joaquim Carlos Rossini (USP), Cesar Alexis Galera (UFU)
  15. Impacto dos Jogos Digitais sobre a Empatia e Teoria da Mente de Crianças: Uma Revisão Sistemática. Livia Scienza, Débora Hollanda Souza (UFSCar).
  16. Análise crítica das principais plataformas operacionais online de atendimento psicológico. Percilia Alvarenga da Silva, Rosileny Alves dos Santos Schwantes, Marcos Raul de Oliveira, Josiane Gomes Lindolfo (Uninove). Bibliografia Aqui
  17. Atendimento Psicológico Online no Brasil: prós e contras da relação mercadológica entre psicólogos e clientes através da Internet. Marcos Raul de Oliveira, Rosileny Alves dos Santos Schwantes, Percília Alvarenga da Silva, Josiane Gomes Lindolfo, Francisco Laedson do Nascimento (Uninove). Bibliografia Aqui
  18. Análise preliminar da convergência entre uma medida digital e de lápis-e-papel para avaliação de habilidades visomotoras. Willian de Sousa Rodrigues, Marcela Mansur-Alves, Marli Valgas da Costa, Mariana Braga Fialho, Bruna Cristina Müller Vieira, Luiz Alves Ferreira Junior (UFMG)
  19. Avaliação do engajamento promovido por um jogo digital para o ensino de subtração. Silvia Regina de Souza, Maria Clara Jaeger Godoy (UEL)
  20. Terapia comportamental com o uso de realidade virtual: aplicações ao tratamento de transtornos de ansiedade. Coordenador: João Ilo Coelho Barbosa. O emprego da realidade virtual no tratamento da Aerodromofobia: estratégias e limitações. João Ilo Coelho Barbosa (UFC). Psicoterapia do medo de falar em público: a realidade virtual como recurso de exposição. Verônica Bender Haydu, Marcela Roberta Jacyntho Zacarin (UEL). Avaliação de um procedimento analítico-comportamental com exposição à realidade virtual para intervenção em ansiedade social. Bruna Zolim Canali, Verônica Bender Haydu (UEL)
  21. Realidade virtual aplicada à psicoterapia de transtornos de ansiedade. Verônica Bender Haydu (UEL)
  22. A Psicologia no mundo virtual. Giovana Veloso Munhoz da Rocha (UTP) João Cláudio Todorov (UnB) Mariza Monteiro Borges (UnB)

O que isso quer dizer e qual a ligação com a orientação psicológica online?

Para responder essa pergunta, vale a pena começar dizendo que a tecnologia e a psicologia não são concorrentes e também que a psicologia na internet já é uma realidade, citando Pierre Levy: “estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas desse espaço nos planos econômico, político, cultural e humano” (7).

Ainda no contexto filosófico e sobre a virtualidade (o que tem muito a ver com os vínculos na psicologia na internet que gera tantas dúvidas), o mesmo autor comenta “o virtual não se opõe ao real, mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes”. (8).

O número de trabalhos que envolvem a psicologia na internet demonstra que na atual circunstância em que vivemos, é impossível desvincular a atuação do profissional de psicologia do meio digital, nas palavras do convite do CRP-SP “cada vez mais os meios tecnológicos permeiam as atividades do dia a dia (3)”.

A ciberpsicologia e a orientação psicológica ou a psicoterapia na internet, são uma realidade mundial (taxonomicamente: e-Health > Psicologia > Ciberpsicologia > Telepsicologia)

Há sim a prática que traz a luz da experiência (ainda mais em uma área que está sendo desenvolvida) movimentos entre a consolidação entre a prática e a teoria, mas há metodologia envolvida também.

Precisamos de cada vez mais pesquisas científicas e com metodologias adequadas nessa área, ela não pode ser ignorada e nem vista com pouco

cuidado.

A Apple, por exemplo, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, já começou a procurar profissionais psicólogos que trabalhem com a área digital (28) para melhorar sua Assistente Virtual que é utilizada, para resolver problemas de depressão, é gente… psicologia na internet e fora da internet.

Também existem vários experimentos com chatbots e assistentes inteligentes (um tipo de inteligência artificial que está ligada a conversação e a interação direta com o ser humano – Google Assistence (29), Facebook Messenger (30), Microsoft Cortana (31), Amazon Alexa (32) e que pretende melhorar cada vez mais a comunicação entre eles e nós.

Sem contar os bots científicos de psicologia na internet que fazem testes, realizam acompanhamento, e cuida da interação das emoções e relações homem máquina (33,34).

O que podemos concluir sobre a psicologia na internet?

A tecnologia está aí, não vai regredir e nem poupar áreas.

Ao contrário, será cada vez mais abrangente e útil e dessa forma precisamos cuidar e buscar meios para que a psicoterapia pela internet seja uma realidade, mas que acima de tudo seja bem-feita e seja séria.

Para isso é preciso incentivo e não restrições (e menos preconceito) sobre a psicologia na internet, é preciso o apoio e o engajamento de profissionais sérios e de pesquisadores comprometidos que não queiram apenas lucrar com uma área de negócios.

Exatamente aí está o perigo, os interesseiros, que estão pouco ou nem estão preocupados com a qualidade, o resultado e o princípio mais básico da psicologia: o paciente/cliente. E não entenda que não tenhamos que lucrar ou cobrar por nossos serviços, pesquisa, estudo, entender das áreas e da área da psicologia na internet é dispendioso e merece remuneração. Mas, como diria meu orientador: foco!

Então qual a relação da orientação psicológica online com todas essas pesquisas sobre Psicologia e Internet?

Todas as possíveis.

A psicologia na internet é uma realidade seja por quesitos de hardware, de ligação, de desenvolvimento e de uso.

Pense que muitas vezes quando se trata o assunto por partes é por demais complicado, não considera as nuances de cada um dos ambientes. Mas tente olhar fora, vislumbrar quantos caminhos que a psicologia pode tomar e se especializar.

Descarta-se então o que sabemos, então? Claro que não! Adapta-se. Constrói-se.

Enfim, você pode estar se perguntando, qual o objetivo deste texto sobre psicologia na internet?

Pois bem, é mostrar o que está acontecendo nestes últimos dias e também que há movimentação e que ela não para. Que existe pesquisa sobre o assunto (muita) sobre psicologia na Internet.

Mostrar que há profissionais que estão buscando qualidade no mercado e que fazem um trabalho sério.

Mostrar que as relações virtuais e o atendimento virtual, bem como os vínculos, o acolhimento, escuta online são uma realidade.

Espero que a bibliografia anexada ajude quem quiser trilhar por essa área e, estou a total disposição, não só como um dos fundadores do Psico.Online, mas como acadêmico e pesquisador da área para responder, debater e construir o futuro (ou pelo menos parte dele) na psicologia online brasileira.

Vem comigo?

Bibliografia sobre Psicologia na Internet:

  1. Sociedade Brasileira de Psicologia SBP. 47a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Psicologia – São Paulo/SP [Internet]. 2017 [citado 2 de novembro de 2017]. Recuperado de: http://ra.sbponline.org.br/2017/10/paineis-premiados-na-47a-reuniao-anual-da-sbp
  2. Conselho Federal de Psicologia. Resolução Conselho Federal de Psicologia (CFP) 11/2012 [Internet]. Brasília; 2012 p. 6. Recuperado de: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Resoluxo_CFP_nx_011-12.pdf
  3. CRP-SP Região 06 Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. Reunião para discussão da Resolução CFP 011/2012, que regulamenta os serviços psicológicos realizados por meios tecnológicos de comunicação à distância – 09/11/2017 – Eventos – CRP SP [Internet]. 2017 [citado 2 de novembro de 2017]. p. 1. Recuperado de: http://www.crpsp.org.br/reuniao/default.aspx
  4. CRP-RJ Região 05 Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Debate sobre reformulação da resolução do CFP sobre atendimento on-line e cadastramento de sites acontece no CRP-RJ [Internet]. 2017 [citado 2 de novembro de 2017]. p. 1. Recuperado de: http://www.crprj.org.br/site/debate-sobre-reformulacao-da-resolucao-do-cfp-sobre-atendimento-on-line-e-cadastramento-de-sites-acontece-no-crp-rj/
  5. CRP-RJ Região 05 Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Atendimento on-line e credenciamento de sites: propostas para uma nova resolução do CFP – YouTube [Internet]. Brasil: Youtube; 2017 [citado 2 de novembro de 2017]. Recuperado de: https://www.youtube.com/watch?v=fyyNF9a78zc&t=1249s
  6. CRP-SE Região 19 Conselho Regional de Psicologia de Sergipe. Comissão de Cadastro de Sites começa a atuar no CRP19 [Internet]. 2017 [citado 2 de novembro de 2017]. Recuperado de: http://www.crp19.org.br/noticias/pag_not_284.html
  7. Lévy P. Cibercultura [Internet]. 34o ed. São Paulo: Editora 34 Ltda; 1997 [citado 19 de outubro de 2017]. 246 p. Recuperado de: https://mundonativodigital.files.wordpress.com/2016/03/cibercultura-pierre-levy.pdf
  8. LEVY P. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34; 1996.
  9. Christensen H, Proudfoot J, Dog B. e – MENTAL HEALTH SERVICES IN AUSTRALIA 2014 : CURRENT AND FUTURE. 2014;(June 2016).
  10. Gackenbach J. Psychology and the Internet : intrapersonal, interpersonal, and transpersonal implications [Internet]. Academic Press; 1998 [citado 20 de maio de 2017]. 369 p. Recuperado de: https://books.google.com.br/books?id=b9hOAAAAMAAJ&q=%22therapy+online%22&dq=%22therapy+online%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiI79XI6__TAhWLEJAKHdGfDkcQ6AEIgQMwMQ
  11. Isaacs Russell G. Screen relations : the limits of computer-mediated psychoanalysis and psychotherapy [Internet]. Karnac Books; 2015 [citado 20 de maio de 2017]. 206 p. Recuperado de: https://books.google.com.br/books?id=CzXvBwAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=%22therapy+online%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjS7Oz17f_TAhXJWpAKHYCeDrEQ6AEIJjAA#v=onepage&q=%22therapy online%22&f=false
  12. American Psychological Association. Guidelines for the Practice of Telepsychology Joint Task Force for the Development of Telepsychology Guidelines for Psychologists. [citado 15 de junho de 2017]; Recuperado de: http://www.apa.org/pubs/journals/features/amp-a0035001.pdf
  13. Anthony K, Nagel DM. Therapy online : a practical guide [Internet]. SAGE; 2010 [citado 20 de maio de 2017]. Recuperado de: https://books.google.com.br/books?id=3iVslZQRQIkC&dq=%22online+therapy%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiHxdKT7v_TAhXJHJAKHY_7AuEQ6AEIJjAA
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  20. Almeida P De, Rodrigues T. Narrativa e Internet: Possibilidades e Limites do Atendimento Psicoterápico Mediado pelo Computador. Psicol Ciência e Profissão [Internet]. 2003;23(3):10–7. Recuperado de: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pcp/v23n3/v23n3a03.pdf
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  25. Seco-Ferreira C. E. ; CIRINO, C. S. ; OLIVEIRA, M. C. ; SANTOS, H. S. DC; P. Psicologia da era virtual: Atitudes de estudantes adolescentes frente ao Orkut. Psicol Argumento (PUCPR Impresso) [Internet]. 2008;26(55):305–17. Recuperado de: 01037013
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  30. Facebook. Messenger Bots for Business & Developers [Internet]. [citado 3 de novembro de 2017]. Recuperado de: https://messenger.fb.com/
  31. Microsoft. Cortana | Sua assistente pessoal e virtual inteligente | Microsoft [Internet]. [citado 3 de novembro de 2017]. Recuperado de: https://www.microsoft.com/pt-br/windows/cortana
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  33. Romanzoti Natasha. Tratamento da depressão: essa nova ferramenta poderá ser revolucionária. Hypescience [Internet]. Online; junho de 2017 [citado 2 de novembro de 2017]; Recuperado de: https://hypescience.com/foi-provado-clinicamente-que-este-chatbot-gratis-pode-tratar-depressao/
  34. Fitzpatrick KK, Darcy A, Vierhile M. Delivering Cognitive Behavior Therapy to Young Adults With Symptoms of Depression and Anxiety Using a Fully Automated Conversational Agent (Woebot): A Randomized Controlled Trial. JMIR Ment Heal [Internet]. JMIR Mental Health; 6 de junho de 2017 [citado 13 de outubro de 2017];4(2):e19. Recuperado de: http://mental.jmir.org/2017/2/e19/
  35. Pereira E da S. Ciborgues indígen@s .br : a presença nativa no ciberespaço [Internet]. [Brasilia, DF, Brasil, Brasil]: Universidade de Brasília; 2007 [citado 2 de novembro de 2017]. Recuperado de: http://repositorio.unb.br/handle/10482/2361

 

[1] “não existe uma separação fundamental entre máquina e organismo, entre orgânico e inorgânico”(35).

 

Ps: Você tem uma pesquisa publicada na área da Cyberpsicologia (psicologia e informática, psicologia na internet, psicologia e internet? Coloca o link nos comentários, vamos conversar e aumentar essa bibliografia. 🙂 Se preferir, entre em contato comigo ou com o pessoal aqui do blog. 😉

Raul Oliveira

Formado em Administração com ênfase em Marketing, workaholic geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital hoje está no papel de graduando em Psicologia é um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br

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