Piloto automático e a dor da vida

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Já reparou que você tem sentido mais cansaço, que o dia se arrasta, mas a semana parece ter voado? Já reparou que tem momentos em que tudo o que você queria era dormir, sumir, se esconder? Já reparou que o choro por vezes fica engasgado na saída da garganta, mas que você prefere assim a ter de lidar com os comentários alheios?

Já reparou como o piloto automático da vida pode gerar dor e você segue aí, sem se cuidar e sem se permitir ser feliz?

Eu sei que não é tão simples mudar uma situação, um hábito ou seja lá o que for, mas não é impossível e é muito necessário quando se trata de algo que nos torna infelizes.

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraEu tenho pensado muito em como a gente resiste buscar ajuda pra mudar o que não está bom. Talvez seja porque temos a crença de que pedir ajuda é sinônimo de fraqueza ou de que não há alguém nesse mundão capaz de nos entender. Valha-me, como é que podemos pensar assim?!

Se não estamos bem, se algo nos machuca, se nos sentimos no lugar errado ou com a pessoa errada, precisamos querer mudar isso, aliás, temos o dever de mudar isso, afinal de contas estamos falando de nosso bem-estar, de nossa felicidade que precisa existir.

Não se acostume a viver com o pouco

Exatamente! Não se acostume a viver com pouco tempo, pouco espaço. Não se acostume a viver triste, sem amigos, sem dar risada até a barriga doer. Não se acostume a calar, a abaixar a cabeça pra tudo, a desistir. Não se acostume a trabalhar demais, divertir-se de menos, nem mesmo a sobreviver, apenas.

Busque aquilo que faz tua alma vibrar e, ainda que aos poucos, encontre pessoas, coisas, momentos que te animem a tal ponto, que você não será capaz de ficar inerte.

Não se acostume com a dor.

Ela vai tirando o brilho e o colorido da vida. Ao contrário disso, busque aquilo que te provoca arrepios, que te faz sorrir sem esforço. Busque quem te ouça, te acolha, te abrace. Busque quem consegue te compreender, aceitar, amparar, orientar.

Temos vivido dias difíceis, relacionamentos líquidos, passageiros. Dias de incertezas, de instabilidades e pouca empatia e isso, aos poucos (ou nem tão pouco assim), faz com que a gente simplesmente queira se proteger e então, nos fechamos ou criamos uma carapaça, endurecemos, nos privamos, nos punimos e assim só pioramos a situação.

Então, aqui vai uma dica, se você se sente triste, no piloto automático, com uma ansiedade de lascar ou perdida/o procure ajuda! Psicólogo não morde, não dá bronca, nem põe de castigo. Procura um, conta pra ele ou pra ela o que te incomoda e juntos, descubram o caminho mais leve, aquele que aponta pra felicidade e vai 😉

Créditos imagem: Agnes-Cecile

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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