morre, consolar, crianças abraçadas

O que falar quando uma pessoa morre?

1 min de leitura · 

Acho que uma das coisas mais difíceis da vida, é a gente saber o que falar quando uma pessoa morre. Dá aquele aperto no peito, a gente tenta ensaiar frases de aconchego, de respeito, mas a verdade é que nenhuma frase será capaz de confortar o coração de quem acaba de perder alguém.

A morte é uma certeza para todos nós, a única certeza absoluta que temos na vida e ainda assim, não sabemos como lidar com ela.

Perdemos o chão ao perder alguém que amamos, nos sentimos desamparados, injustiçados e muitas vezes não sabemos como agir.

Levando isso em conta, será mesmo que a gente precisa ouvir ou falar alguma coisa quando alguém morre?

Pois é, talvez não. A perda deixa um buraco e esse buraco vai ser preenchido com o tempo, com a significação e o encerramento do luto e, nessa fase, o mais importante é sabermos que não estamos sozinhos.

cliqueefaleTer um abraço, um colo, uma casa, uma comida preparada com carinho, costuma ser o melhor remédio pra dor da perda.

Então a nossa dica é: não precisa falar nada, esteja ali, pertinho, disponível.

Demonstre empatia e compreensão, sensibilidade.

Leia também: Cinco fases para vencer o luto.

Deixe que a pessoa enlutada se sinta acolhida e segura.

E nunca, mas em hipótese alguma, use frases do tipo, “meus sentimentos”, “meus pêsames” ou “sinto muito por sua perda”. Essas palavrinhas carregam muita dor consigo. No lugar disso, deixe a pessoa falar o que quiser, seja apenas um ombro disposto a acolher a dor. As vezes, o silêncio é o melhor remédio.

E por fim, cuide para que essa pessoa não fique sozinha nos próximos dias. Esteja por perto, chame-a para um café, uma viagem, um passeio e assegure-se de que ela tenha sempre com quem desabafar e contar.

Você vai gostar de ler também:

Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Participe, queremos ler o que você tem a dizer