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Inversão de papéis: pais e filhos

3 min de leitura · 

Esse tema “inversão de papéis” apareceu na nossa Caixa de Segredos e antes de falar sobre ele eu fui dar uma fuçadinha no Google, pra ver o que aparecia.

Achei interessante porque vieram coisas do tipo inversão dos papéis de pai e mãe, inversão de papéis na velhice, inversão de papéis entre o casal, mas nada de inversão de papéis entre os filhos e os pais ainda jovens e é sobre isso que falaremos hoje.

Ouvir desabafos da mãe e do pai às vezes, é normal, dar um conselho ou outro, tudo bem, mas quando nitidamente você filho ou filha, passa a exercer um papel fundamental e de muita responsabilidade dentro de casa, ops, algo está errado.

Exemplos de inversão de papéis

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraSua mãe e seu pai brigam muito e constantemente um deles vem desabafar com você e fala mal do outro. Você não teve nada a ver com a briga, mas compra o desabafo e se sente no dever de ir falar com esse outro.

Sua irmã mais nova aprontou alguma coisa, sua mãe te liga e diz que é pra você conversar com ela e colocar juízo naquela cabeça. Seu pai está em casa e sua mãe também, mas a responsabilidade pra resolver a questão, por algum motivo, recaiu sobre você.

São exemplos clássicos, rotineiros no consultório e à primeira vista, inofensivos. Agora imagine isso durante toda a vida. Você, filho ou filha, gerenciando a casa, cuidando de tudo e de todos. O que isso pode causar?

  • Você pode acabar se perdendo: temos a própria vida para gerenciar, quando estamos na adolescência, por exemplo, precisamos de tempo e de energia emocional suficientes pra dar conta de nós mesmos. Imagine adquirir uma tarefa extra de dar conta dos pais, ou da casa :/
  • Você pode ter problemas em relacionamentos futuros: sua responsabilidade em dar conta de seus pais e de não deixá-los desamparados é tão grande que você se anula, acredita que nunca poderá se apaixonar, pois assim terá tempo de sobra pra cuidar da família

A inversão de papéis pode destruir uma pessoa

  • Você não sabe lidar com relacionamentos: como sempre precisou dar conta do outro e de você mesmo(a), não deu tempo ou não teve como aprender a como se relacionar de maneira saudável.
  • Você não sabe receber: a vida toda foi você quem doou, sempre cuidou e geriu tudo. Quando precisa de cuidados ou de carinho, não sabe como receber.
  • Você faz as coisas além das suas capacidades. Sabe aquelas pessoas que sempre ultrapassam os próprios limites? Pois é, não são capazes de reconhecer que já deu, que podem parar, que podem cuidar-se, que podem negar. São pessoas constantemente tristes e esgotadas, física e emocionalmente.

Se você é uma mãe ou um pai que inverte os papéis com seu filho, reavalie essa postura. Filhos não são as melhores pessoas para desabafarmos e principalmente, não estão aí para dar conta das suas dores ou crises existências. Se perceber que está fazendo isso, procure ajuda profissional, não faça seu filho(a) sofrer.

Se você é um filho ou uma filha e se percebe nessa posição invertida, tenta conversar com seus pais, procura ajuda também. De repente, uma terapia familiar pode ajudar vocês a se reposicionarem e a vida de todo mundo vai ser bem mais saudável.

E se você acha que psicólogo, psicóloga é coisa pra gente maluca, faz um teste, marca uma horinha e vai conhecer esse profissional. Vai perceber como é incrível e como a vida pode ser bem mais fácil e leve 😉

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Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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