Equilíbrio é no Psico.Online

Equilíbrio em mim: um momento para se encontrar

4 min de leitura · 

Equilíbrio: Não há problema nenhum em gostar de algo que nos faz bem.

São coisas como por exemplo, a música, as mídia sociais, as tecnologia e notícias on-line que nos mantém em equilíbrio entre a nossa individualidade e a comunidade.

O que faz mal mesmo é o exagero. Ele sim, que leva ao desequilíbrio.

Na falta de equilíbrio a pessoa deixa de perceber que o mundo ao seu redor tem a oferecer e passa a pensar apenas um lado ao invés do bom e do ruim.

É a falta de equilíbrio.

Qualquer tipo de uso descontrolado trás prejuízo para a vida das pessoas, por mais comum que pareça.

Nada, em excesso ou falta está em equilíbrio, é uma constatação simples, mas que muda a dinâmica de olhar para o mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai incluir a adição em videogames (excesso de tempo jogando que causa impacto na vida em vários aspectos) na próxima atualização da classificação internacional de doença (CID-11) ao lado do vício em álcool, drogas, sexo e compras [1].

Falta de equilíbrio.

É bom desconsiderar a idéia de viver sem equilíbrio pois ela afeta a vida profissional, social, acadêmica, familiar e afetiva (amorosa).

E se, se juntar com as nossas preferências consideradas como passatempo, se passarmos a exercer uma profissão que não se enquadre nesse equilíbrio tão necessário? O que acha que acontece com a vida? Desestabiliza-se.

Vale buscar, assim, esse caminho. Transformar.

Um exemplo: se a pessoa que gosta de desenhar, segue a carreira de tatuador, além de estar fazendo algo que gosta, produz algo para sociedade voltada para a estética corporal.

Passa a gerar uma renda para pagar as contas, aprende cada vez mais sobre um assunto de seu interesse e tem a oportunidade de encontrar profissionais com as mesmas idéias.

As oportunidades para trilhar um caminho de sucesso, e como conseqüência alcançar ainda mais equilíbrio aumenta pois esse indivíduo não ficaria preso em um único lugar fazendo a mesma coisa.

Na psicanálise, isso é chamado de Sublimação, ou seja, você direciona parte da sua energia e desejo para determinado foco.

Outro exemplo? Um médico-cirurgião, que embora goste de sangue, cortar a carne, ver e consertar o seu corpo, o faz com um objetivo moral (como bem a outra pessoa).

Levando em consideração uma frase muito ouvida no dia-a-dia:

”Falar é fácil, difícil é fazer”.

Podemos usar como modelo o nosso corpo e suas necessidades.

Sentimos sono, mas se não dormimos falta energia para fazer as tarefas diárias como trabalhar, limpar a casa.

E, se por acaso dormimos demais, é o mesmo que ser um “morto-vivo”: não que eles existam, mas acabamos não fazendo nada além de ter acesso aos nosso principais sentidos, mesmo que não funcionem muito bem.

Construir um equilíbrio em si é buscar o entendimento daquilo que te barra.

Aquilo que impede o alcance dos objetivos e interfere de modo negativo na vida.

A análise do comportamento define a ideia de reforço negativo que consiste no aumento da frequência de uma resposta por causa da remoção contingente de um estímulo e o reforço positivo (que no caso aumento a frequência de uma ação por conta da apresentação de um estímulo).

Partindo do pressuposto que o ambiente determina os comportamentos, para colocar em prática o que foi dito, tomemos como exemplo alguém que deseja entrar em uma universidade.

Se esse estudante tem o quarto onde costuma estudar está todo bagunçado, a iluminação é péssima, o ambiente é barulhento e para completar no caderno não tem as partes específicas do que vai cair nas avaliações, para alcançar sua meta deveríamos organizar o local de estudo de modo que o indivíduo se sinta confortável.

E isso implicaria em retirar o rádio que faz barulho,consertar a iluminação e organizar os conteúdos passados em sala de aula. Alteraríamos o ambiente.

Considerando as mudanças comportamentais citadas anteriormente, deixaria a dica que para construir um equilíbrio próprio, de uma maneira simples seria:

Fazer uma lista com suas obrigações mais importantes colocadas em primeiro lugar, posteriormente vem o lazer como recompensa por ter cumprido uma meta estabelecida.

Eliminaria aquilo que te atrapalha, escolheria ambientes adequados às suas necessidades e faria as atividades no tempo certo.

Por fim, a busca por equilíbrio é um processo de autoconhecimento, direcionar o fluxo de suas energias alterando o ambiente ou aqueles eventos que interferem na suas atividades. E claro, se precisar de ajuda para identificar isso, procure um profissional.

Referências:

MENDES, Eliane Rodrigues Pereira, PS – Pulsão e Sublimação: a trajetória do conceito, possibilidades e limites. Reverso vol.33 no.62 Belo Horizonte set. 2011. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952011000200007.

SANTOS, Nascimento Luiz Edson; LEITE, Felipe Lustosa.A distinção entre reforçamentos positivo e negativo em livros de ensino de análise do comportamento. Perspectivas em análise do comportamento versão On-line ISSN 2177-3548
Perspectivas vol.4 no.1 São Paulo 2013. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2177-35482013000100003.

http://link.estadao.com.br/noticias/games,oms-passa-a-considerar-vicio-em-jogos-de-videogame-um-disturbio,70002137184

Você vai gostar de ler também:

Leonardo Martins
Estudante de Psicologia
Whats: (11) 98966-6938

Leonardo Martins

Estudante de Psicologia Whats: (11) 98966-6938

Participe, queremos ler o que você tem a dizer