amor próprio, coração com as mãos

Dicas para aumentar o amor próprio

3 min de leitura

Se existisse no mercado uma cápsula para aumentar o amor próprio, estou segura de que estaria sempre esgotada nas prateleiras.

E confesso que acho bastante interessante (e preocupante) que, na era em que mais falamos sobre e buscamos a empatia e o amor para com os outros, ele nos falte para conosco. Pare e pense um pouco: você tem se esforçado para fazer o bem? Para ter mais educação, para não ignorar o porteiro e ajudar a velhinha a atravessar a rua?

Você se percebe mais preocupada/o com o meio ambiente, com o coleguinha do lado, com os animais? Você tem observado mais as pessoas e as dores que elas carregam e tenta ajudá-las a se sentirem melhores?

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraSe você respondeu sim para a maioria desses questionamentos, parabéns! Você tem buscado fazer o bem e isso é bom.

Mas você tem feito o mesmo por você?

Tem se cuidado, respeitado os seus limites, feito somente as coisas que te agradam? Tem descansado, olhado para os seus próprios interesses, estudado mais, evoluído?

se sua resposta foi não para a maioria, aiaiai… precisamos retomar o controle dessa situação urgentemente! Então, vamos a algumas dicas que podem te ajudar a voltar pro eixo e se reconciliar com seu amor próprio.

O amor próprio é dinâmico e só cresce a medida em que você se disponibiliza a praticar atitudes para que ele amadureça.

  1. Trabalhe para realizar as suas necessidades e os seus desejos. Quantas vezes você parou tudo e foi fazer o que o outro precisava? Que tal se você fizer uma listinha das suas necessidades e começar a trabalhar para realizá-las, sem que alguém possa te interromper nesse processo? Pode até parecer egoísmo no começo, mas te garanto, você também precisa de atenção.
  2. Tenha atenção e consciência, sempre. Procure ouvir-se, observar-se. Quanto mais você se conhece, mais fácil fica de perceber o que não te fará bem e você pode dizer não.
  3. Aprenda a dizer  não. Eu sei que é uma tarefa difícil, mas o não também é uma forma de amar, sabia? Amar o outro, já que você permitirá que ele/a descubra como fazer determinada coisa e assim, poderá amadurecer e, amar a si mesma/o, já que evitará desgastar-se e desrespeitar-se.
  4. Estabeleça limites. A gente não está propondo que você não ajude mais os outros, mas você precisa reconhecer os seus limites. Reconheça-os e coloque-os em prática. Precisamos de limites físicos, emocionais e até espirituais.
  5. Pratique o cuidado pessoal. Qual foi a última vez que você fez algo saudável por você? Prepare uma boa comida, faça uma atividade física, dance sem e preocupar, leia um livro calmamente… São atividades que trazem paz e amor próprio pra dentro de você.
  6. Perdoe-se. Se você continuar achando que não tem solução ou que você é a/o culpada/o de tudo, não sairemos do lugar. Entenda uma coisa; você pode não ter feito as coisas muito bem até aqui, mas tem todo um futuro a partir de agora. Recomeçamos? Então perdoe-se por esse passado de descuidos e bora mudar.
  7. Viva com intenção. Para que seu amor próprio floresça você precisa de propósitos. Saiba onde quer chegar, como quer ser e, trabalhe para tornar isso tudo realidade. Se você apenas existe, sem intenções, será facilmente influenciada/o e colocará o outro em primeiro lugar, o que detona o seu auto-amor.

E você, o que faz pra cultivar o amor próprio? Compartilha com a gente aí nos comentários!

Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

One thought to “Dicas para aumentar o amor próprio”

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