como eu sei se amo meu namorado, regando jardim

Como eu sei se amo meu namorado?

3 min de leitura

Como eu seu se amo meu namorado ou minha namorada? Você já se fez essa pergunta? Eu já!

Eu imagino que pelo menos 1 vez na vida a gente vai ter essa dúvida e acho que é normal, ou mais que isso, acho que é saudável, porque nos ajuda a não cair naquele buraco negro do contentamento sem fim, aquele mesmo que faz com que a gente pare de refletir, de sentir, de se questionar e simplesmente aceite. Aquele buraco que tranquilamente podemos chamar de zona de conforto.

Já atendi inúmeras pessoas com essa mesma dúvida, das mais distintas idades e com as mais diversas histórias de vida, mas percebo que geralmente existe uma variável em comum, o tempo de relação relativamente longo. Acho que o tempo pode ser nosso inimigo, mas também pode ser amigo, depende de como você lida com ele. Eu costumo dizer que uma relação, qualquer que seja ela, deve ser cuidada como se fosse um jardim.

As flores precisam ser regadas para crescerem, precisam de adubo, de sol, de cuidado. As relações também!

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraVamos lá. Tem gente que acha que porque nunca briga ou discute, a relação é maravilhosa. Ops, cuidado pra não entrar no auto-engano. Aceitar tudo, sem questionar, sem discutir se pode ser melhor, diferente, não significa que vocês estão felizes. Discutir é saudável, faz qualquer relacionamento amadurecer.

“A gente não tem amigos(as) fora da relação”, isso acontece com você? Eu sempre tive medo de perder a individualidade dentro de qualquer relacionamento que fosse. Acho que a gente precisa do nosso espaço, dos nossos amigos e amigas particulares, aqueles com quem podemos falar sobre qualquer coisa. Não manter amizades fora da relação é fechar-se numa bolha um tanto estranha, não acha? Aliás, isso tem a ver com privacidade também. Não é porque a gente namora ou casou, que o par vai investigar sua vida livremente ou vai dizer o que pode ou não pode. Confiança é algo aparentemente abstrato, mas necessário.

ESPAÇO – é algo super importante pra você lembrar que antes de ser namorado, namorada, noiva ou qualquer rótulo que seja, você é uma PESSOA. Tem vida própria, tem passado, tem história, tem vontades, necessidades, gostos que seu par não terá ou não precisa ter 😉

Outra coisa que a gente costuma não dar tanta atenção, sexo. Há quem diga que ele não é a coisa mais importante numa relação, Ok, eu até posso concordar com isso, mas é uma parte e precisa funcionar bem. Se não existe desejo, tesão, entrega, mas vocês gostam de compartilhar momentos, conversas, seriados, pizza… poderiam ser somente bons amigos, não? Afinal o que diferencia seu namorado ou namorada da sua melhor amiga ou amigo?

Voltando ao ponto “cuidar da relação”, aqui vai uma dica, inove! Lembra que eu mencionei o tempo de relacionamento como algo que costuma complicar algumas coisas? Pois é, com o tempo a gente vai conhecendo tanto a outra pessoa, a gente sente segurança, acha que não precisa mais se arrumar pro encontro, não precisa mais escovar o dente pra beijar (se é que acha que precisa beijar). Com o tempo a gente para de fazer surpresas, para de se preocupar em causar impactos e boas impressões, para de se preocupar em conquistar e tudo vai ficando morno, insosso.

Não se acomode e não deixe o par se acomodar. Conversem sobre isso. Tragam novidades pra dentro da relação. Tentem resgatar as pequenas coisas que haviam lá no início.

Se ainda assim você achar que não tem certeza sobre o amor, tome um tempo. Pode ser bom pra organizar as ideias. Pra se resgatar, pra lembrar de quem você é sem o outro ou a outra. Eu sei que dá medo de jogar pro alto o possível amor da sua vida, mas e se você estiver jogando pro alto a SUA VIDA? Não seria bem pior?

Você vai gostar de ler também:

Advertisements
Raquel Ferreira

CRP 6/101759 – Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.


Raquel Ferreira

CRP 6/101759 – Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Participe, queremos ler o que você tem a dizer