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Peppa Pig e os perigos da televisão

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Tenho lido algumas críticas ao desenho de origem britânica Peppa Pig, a famosa porquinha rosa não tão politicamente correta.

Li sobre pais que baniram o desenho, sobre opiniões de psicólogos, sobre pesquisas feitas com crianças que assistiam ao desenho e depois de uma reflexão, chego à conclusão de que sim, Peppa não é uma porquinha educativa e não ensinará às crianças boas maneiras, matemática, cores ou afins, maaaaaaaas…

Peppa Pig é um desenho puramente para a diversão, a gente liga a TV e a criança parece hipnotizada. Me diz que mãe ou pai que não ama quando isso acontece?

Peppa não vai transformar seu/sua filho/filha num monstrinho, mas é claro que é preciso alguns cuidados:

  • Antes de colocar a criança diante de um estímulo visual, assista você à esse estímulo, saiba do que se trata, certifique-se de que não hajam cenas impróprias para a idade;
  • Não permita que a criança passe muito tempo em frente a televisão, seja assistindo Peppa ou qualquer outro tipo de programação. Crianças precisam de atividades variadas, para se desenvolver adequadamente, para ter saúde física e mental;
  • Se permitir que a criança assista a porquinha, você pode incentivá-la a “educar” a Peppa. Por exemplo, ensine que quando vir a Peppa dizendo que o pai é bobinho, ela pode dizer que não se deve falar assim, que precisa ter respeito com as pessoas.
  • A Peppa e o George brigam bastante, você pode dizer para a criança que, as vezes, nos descontrolamos e brigamos, mas que é preciso pedir desculpas para que tudo fique bem no final. Isso sempre acontece no desenho.
  • Pense em tudo o que dá pra você ensinar com o desenho, sempre lembrando que a educação não virá só de você, mas também da rua, da escola, dos amiguinhos.

Leia também “Como lidar com as crianças birrentas”

Essas são apenas algumas dicas e nossa opinião sobre o engessamento das coisas. Você até pode impedir sua criança de assistir ao desenho em casa, mas não terá controle sobre ela fora daí.

Então, é melhor que a gente possa falar sobre tudo e ensinar o que é melhor, ao invés de simplesmente proibir 😉

Autores que participaram deste post:

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Respostas de 3

    1. Obrigado pelo comentário.
      Tem algo de especial naquilo q a gente assistia qdo era criança, né? A memória afetiva dá um brilho a mais nas coisas do passado. E os desenhos de hj têm outro estilo, outra linguagem… às vezes, a gente estranha pq são feitos p/ uma nova geração, com outras referências. Mas cada época tem seu charme!

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