Você não é “todo mundo”.

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Esse texto vai em resposta a uma questão da Caixa de Segredos e aborda a angústia que se cria a partir do hábito de se comparar com o outro constantemente. Vem ler 😉

Na infância, quem nunca participou do diálogo:

– Pai, posso ir à festa com a turma?

– Não!

– Pow pai, “todo mundo” vai…

– Por isso mesmo que você não vai, você não é “todo mundo”…

Por vezes somos tentados a nos compararmos com determinada pessoa, ou ajustados com o pensamento de um grupo, no desejo de reivindicar direitos ou participar de acontecimentos que interessam. Mas qual é o problema com isso?

Acredito que problema nenhum!

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraNo berço da filosofia clássica, Aristóteles definiu o Homem como um animal social, e disse que a humanização depende dos modelos construídos na interação com os demais da espécie.

Segundo a antiga filosofia grega, as potencialidades da pessoa só podem se manifestar, se alterar ou encontrar o caminho da evolução por intermédio do contato entre os conteúdos pessoais e as experiências dos demais indivíduos que coexistem no mesmo meio. Essa socialização tem a função de mesclar o que somos, com o que são os outros e assim gerar novas alternativas de ‘ser-no-mundo’.

Mas a partir de quando a interação com o meio e a observação “do que é o outro” pode ser prejudicial?

Para esta pergunta não possuo uma resposta pronta. Entendo que cada pessoa é autônoma para ser quem sente que precisa ser, oferecendo de si e absorvendo do mundo a bagagem que compreende necessária para a satisfação pessoal, para ser feliz.

Se estou com ‘mais calor’, estou com a sensação térmica mais aquecida com relação a alguém; Se estou com mais medo, estou com maior vulnerabilidade em relação à postura corajosa de outro, mediante as incertezas ou ao desconhecido; Se estou mais triste do que a maioria, estou menos adaptado às mudanças e imprevisibilidades da vida, que me surpreendem negativamente, e isso me faz sentir perdido com relação a maneira de proceder…

Quando comparamos o que somos com aquilo que são os outros, a ponto de deixar a angústia ocupar os espaços existentes entre o “eu” e o que os outros são, prestamos um desserviço à nós mesmos, sem nos darmos conta.

As batalhas individuais habitualmente não entram nessa conta, porque cada um de nós construímos um entendimento diferente para cada dor e cada prazer, para cada lágrima e cada sorriso, cada derrota e cada vitória, cada conquista e cada fracasso.

A Era digital, da informação e da vida nas redes sociais, revela uma síndrome barulhenta e colorida.

A fantasia da “vida feliz”, bem resolvida, onde todas as pessoas amam e são amadas, são politicamente corretas, bem-sucedidas, esteticamente belas, muito bem acompanhadas, frequentadoras de lugares legais, onde a felicidade é facilmente conquistada, tem se tornando uma obrigação indiscutível. Essa fantasia oportunizada pela exposição digital colabora para a criação de um entendimento de que, ou você vive assim, ou está errando em suas escolhas, uma vez que “as escolhas certas só levam ao sucesso, à beleza e à felicidade…”

Não caro leitor, não cara leitora…. Não é assim que a vida real se estrutura no dia-a-dia!

O Ser Humano é uma construção constituída de experiências, sensações e percepções. É intuitivo, sensitivo e afetivo. Pode ser vulnerável a ponto de chorar com um comercial de TV, ou pode ser comparado a um gladiador medieval em sua força, ao superar uma situação de luto. É composto por humor que pode oscilar drasticamente no mesmo dia, personalidade construída por uma infinidade de fatores, influências biológicas, psicológicas e sociais.

Cada pessoa, com toda essa carga própria, única e indivisível, pode vivenciar um bilhão de experiências, e dentre elas, a vontade de se comparar, sentir, provar e possuir aquilo que outras pessoas possuem, provam, sentem e são.

Isso é tão natural quanto o ato de respirar!

Contudo, o descontentamento ao sentirmos o vazio presente, quando comparamos a nossa vida e nosso comportamento com o de um outro alguém, é de total responsabilidade de cada um.

O Psicólogo é o profissional indicado para lhe auxiliar no tratamento da angústia, que prevalece quando o estilo da vida alheia é entendido como melhor escolha em comparação com a própria maneira de viver.

Procure um Psicólogo!  

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Sobre os Autores do Post:

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Psicólogo CRP 06 / 131902 graduado pela Faculdade Anhanguera Educacional da cidade de Campinas/SP, pós graduando em Intervenções Psicossociais no contexto das Políticas Públicas e Docência do Ensino Superior na área da Saúde pela Faculdade Campos Elíseos de São Paulo. Formação acadêmica com ênfase em Plantão Psicológico. Psicólogo Clínico e Agente do Sistema de Saúde Mental da Polícia Militar do Estado de São Paulo desde 2016. Busca constante aprimoramento na Abordagem Centrada na Pessoa, da linha Humanista. Atualmente investiga as relações interpessoais em Mediações de Conflitos.

Telefone: (18) 99108-4423
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Emerson Bueno

Psicólogo CRP 06 / 131902 graduado pela Faculdade Anhanguera Educacional da cidade de Campinas/SP, pós graduando em Intervenções Psicossociais no contexto das Políticas Públicas e Docência do Ensino Superior na área da Saúde pela Faculdade Campos Elíseos de São Paulo. Formação acadêmica com ênfase em Plantão Psicológico. Psicólogo Clínico e Agente do Sistema de Saúde Mental da Polícia Militar do Estado de São Paulo desde 2016. Busca constante aprimoramento na Abordagem Centrada na Pessoa, da linha Humanista. Atualmente investiga as relações interpessoais em Mediações de Conflitos. Telefone: (18) 99108-4423 Fale com este Psico.Online https://meupsicoonline.com.br/psicologo-emerson-puche

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