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Violência contra mulher e homicídio passional

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Violência contra mulher e homicídio passional: quem ama machuca?

Ciúme possessivo, desestabilidade emocional, controle das relações pessoais, agressões verbais e físicas…. se você vive um relacionamento abusivo saiba que corre um sério risco de ser uma vítima de homicídio passional.

Após vários casos famosos de homicídios passionais, como o caso da atriz Daniela Peres (1992), que motivou a mudança de nossas leis de proteção a mulher (Lei Maria da Penha) e o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção, ainda temos altos índices de violência contra a mulher e homicídio passional, pois muitas vezes nem sequer chegam às autoridades as denuncias dos casos de agressão.

O homicídio passional geralmente vem acompanhado de histórico de agressões, a mulher é vista como objeto e por isso como posse.

Mas o que vem a ser a violência contra a mulher e o homicídio passional?

O homicídio passional é aquele que se comete por paixão, ou seja, por forte emoção, pode ser sexual ou não, ou platônico e outras vezes agressivo, possessivo e dominador.

Quem ama machuca?

As relações íntimas são vivenciadas de formas diferentes pelos envolvidos, mas relações saudáveis são aquelas em que o casal se completa, são companheiros, confiam um no outro, se respeitam e principalmente, tem um sentimento forte de bem querer.

Quando ocorrem situações de violência na relação o que impera são sentimentos como o egoísmo, a necessidade de controle, de subjulgação, onde um dos pares tem necessidade de sobressair sobre o outro .

Leia também “Violência sexual infantil”

Quem ama não machuca, quando a relação é composta por agressões, o que sobressai é o sentimento de posse, a necessidade de controle o que esconde um agressor extremamente egoísta, machista e narcísico, incapaz de amar o próximo e que quando desprezado ou preterido torna-se irracional e vingativo, podendo cometer o homicídio passional.

Onde buscar ajuda?

O primeiro passo é denunciar as agressões, isso vai ajudar a prevenir um possível homicídio, posteriormente procurar grupos de apoio e, se for o caso, um abrigo preventivo. Isso pode salvar vidas. Não subestime o agressor. Denuncie! Disque 180.

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Ana Claudia Manzzon

Psicóloga CRP 6/104465 - Graduada pela FAEF/FASU- Faculdade de Ciências da Saúde de Garça (2010). Psicóloga Clínica, de abordagem analítica, desde 2011, com atendimentos individuais para crianças, adolescentes e adultos, no enfoque de Psicoterapia Breve e Dependência Química. Experiência em Psicodiagnóstico, Avaliação de Personalidade, aplicação de testes e elaboração de laudos diversos. Sempre em busca de atualização, já participou de vários cursos, mini-cursos e simpósios na área da Saúde Mental e atualmente é especializanda em Arteterapia pelo Instituto Bauruense de Psicodrama. Contato: (14) 99619-6567

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Ana Claudia Manzzon

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