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Traição: andei debruçada sobre este assunto, antes de mais nada sei que isso não costuma ser visto como mérito algum e de fato não é. O mérito que há é o de você conseguir ser coerente neste momento, não estou falando conivente, mas coerente com você, com a sua história, com a história de vocês e não dar a ela o trágico final esperado. Se for de sua vontade e se estiver preparada para por um ponto final… parabéns! Você passou de nível nesta vida, mas respeite-se, não se entregue às cenas de folhetim, não se entregue ao sentimento de vingança que irá lhe atacar, não se entregue à tristeza, não se entregue ao sentimento de culpa que você muito possivelmente irá atrair na intenção de diminuir o objeto da sua dor.

Racionalizando: racionalizando sobre, descobri que existem fatores quase matemáticos que explicam à você a grande pergunta… Por quê? Por que ele me traiu? Por que ele estragou tudo? Por que se a nossa música era linda, se nosso primeiro, segundo e trigésimo encontros foram perfeitos? Se o nosso casamento era perfeito, por quê?

Porque ele(a) não te traiu, apenas descobriu o que deveria ter descoberto antes de qualquer relacionamento… agora sabe que pode existir, independente de você e não é todo mundo que consegue ter essa consciência e vivencia-la de uma forma saudável. Todos deveriam descobrir-se senhor de seu destino antes de se relacionarem, assim, quando em um relacionamento, já teriam plena consciência de sua condição de escolha e não se deslumbrariam como crianças para um novo brinquedo, saberiam que brincavam daquilo que escolheram e não delegariam ao outro as responsabilidades de suas opções.

Alguns já se aperceberam desse “fator libertador,” mas foram cegados pela paixão e quando esmorecem os efeitos desta, se não houver um amor construído, as coisas podem tomar novos rumos.

Administrando perdas: Uma das coisas mais cruéis do fim de um relacionamento, é que ele meio que arruina de imediato os filmes, livros, lugares, amigos e músicas que vocês compartilhavam e para isso eu tenho uma boa dica: ao invés de fugir das coisas e espernear quando cruzar com elas, associe-as à outras pessoas e eventos, se agora não dá não tem problema, escute a música de vocês, lembre-se do que era bom, se for pra chorar vivencie essa dor logo, para que ela dê lugar a novos sentimentos.

Seguindo esses passos chegará a um lugar que não imaginava chegar. É quase como a iluminação para o budismo (risos), um lugar lindo, novo e cheio de oportunidades de ser feliz… Um lugar onde cabe felicidade, renovação e até perdão se você assim desejar. Um lugar chamado futuro.

Eu aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito
William Shakespeare

Por Rosemeri Martins – Estudante de Psicologia

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