o que voce fez com meu coração

Te entrego meu coração e o que você faz?

4 min de leitura · 

Coração é só um órgão bombeador de sangue e que portanto não faz nada além disso.

Primeiramente, claro que alegoricamente quase todos nós sabemos que ele representa nossas emoções, está na cultura esse significado, mas que fique claro que é uma atribuição representativa e figurada.

Aprendemos logo na faculdade (de psicologia) que as emoções fazem parte de um grande emaranhado de coisas.

É uma mistura de sentimentos; estes que provém dos sentidos, que se integram à cultura com ou de um histórico e por aí vai.

Esse histórico, por si acaba envolvendo comportamentos – seus e de outros – ou algo mais, que estaria dentro de cada um de nós.

Esse algo mais, que uns chamam de alma, outros de energia ou chrackra, outros ainda de hormônios dariam a essência desses sentimentos e de tudo isso que, junto e misturado, tornaria você quem você é.

Até ai, as crenças, crendices e verdades absolutas ou lineares também são e fazem parte dessa mistura chamada ser humano (diferente de um “estar humano”) e nos torna únicos com muitas coisas semelhantes e diferentes.

Desculpa e licença poética, explicações e linhas de conhecimento e pesquisa a parte, quero contar uma história antes de seguirmos para o post.

Você jogou fora meu coração

Hoje, enquanto eu brincava com uma pessoa, aconteceu uma coisa diferente.

Durante determinado momento onde eu chamava essa pessoa de carente para pirraçar, entreguei desenhado em um post-it um coração, dizendo que agora prestaria, enfim, atenção àquilo que essa pessoa gostaria de falar.

Conversamos durante algum tempo, resolvemos o que precisava ser resolvido, quando, ao final da conversa a pessoa pegou o post-it do coração, amassou e jogou no lixo.

Claro! Sem pensar, fiz um dramalhão.

“Viu, te entrego meu coração e o que você faz? Amassa e joga no lixo!” acusei.

Risadas a parte, segui com a brincadeira até uma outra pessoa que estava próxima, replicar: você deu o coração por que você é gay?

Travei.

Muitas respostas e cenários se passaram naqueles instantes mas não era a hora de trazer uma discussão sobre sexualidade e gêneros e nem o momento para uma palestra sobre emoções e sentimentos e representatividades de iconografia ou significados.

Desconversei o mais educadamente que pude e segui explicando que o que tornaria uma pessoa gay não era entregar ou não um coração de papel para a outra pessoa e que eu entregaria meu coração à minha equipe de qualquer forma pois eu os amo por quem são.

Mas, nesse momento, verdadeiramente meu coração foi para o lixo e, chegando em casa, resolvi escrever este post.

Uma questão de gênero e cultura

Deixar este texto incógnito, agenero e assexuado (sem especificar se foi macho ou fêmea, homem ou mulher, hetero, homo, bi ou pan) foi proposital e trabalhoso. Exigiu várias releituras e mais de uma hora de escrita facilmente.

Não interessa, para você leitor ou leitora, saber se quem escreveu aqui é um homem ou uma mulher.

Se quem dedica seu tempo neste texto tem interesse por homem, mulher ou sequer se tem interesse por alguém ou algo além da psicologia e do conteúdo aqui descrito.

Também não muda nada saber se o que aconteceu nessa história, envolvia pessoas que tem interesse em outras que curtem pessoas que tem o mesmo gênero, sexo ou interesse, mais toscamente, pensar naquilo que carregam ou não entre as suas pernas.

Não interessa e também não mudaria nada.

Para ser totalmente transparente, eu também não saberia dizer nada de nenhum dos personagens além daquilo que eles representam em seus papéis diários.

No post Descobri um novo interesse sexual e tenho dúvidas publicamos uma tabela com várias opções para identificação, mas o que mudaria?

Uma das pessoas jogou realmente o coração desenhado no lixo e a outra destruiu a alegoria do meu coração ao mostrar tão abruptamente que mesmo em uma brincadeira de sentimentos, um conceito totalmente distorcido estava presente.

Neste momento há muita discussão sobre o caráter da tal ideologia de gênero e também da dimensão de grandeza entre uma escolha entre dois elementos binários (1 ou 0) para definir o que é, o que foi criado e o que se acredita.

A pergunta que deixo é: se falamos de cultura, sentimento e educação, conhecer preferencias, identidades, escolhas mudaria o que diante de se jogar “o coração”no lixo?

Sentimentos do veem o coração não do coração.

Não sei nem dizer se esse subtítulo está escrito certo, mas é importante que nosso sentimento veja o coração do outro e não parta o coração do outro para fazer uma brincadeira com as frases.

Em um mundo que pede por amor, por sorrisos, por objetivos e concretudes éticas e morais pergunto: o que, além do conteúdo de uma pessoa, faria diferença na vida de outra?

Quais sentimentos e emoções devemos preservar?

Quem devemos ver?

Qual camada devemos trabalhar?

Devemos ser restritos? Abrangentes? Respeitar aquilo que o outro foi formado com o “tudo junto ou misturado” ou simplificar para um comodismo de quem não quer ter seu mundo refeito?

O que, de fato, faz diferença no coração?

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