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O perdão não é sentimento, é uma decisão

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A menos que você roube as pessoas, e se identifique com o crime, sem dúvidas você desaprova o ladrão que te leva a bolsa quando o semáforo está fechado, ou que te subtrai o carro no estacionamento do shopping.

O crime e o criminoso estão inseridos dentro de um padrão de conduta inaceitável socialmente, digno de repulsa, de ódio e de condenação.

Em outro cenário, se eu lhe perguntar qual sua posição quanto à traição conjugal, principalmente se você aposta todas suas fichas em um relacionamento afetivo, e nele canaliza seus sonhos, energias, economias e o planejamento da sua vida, invariavelmente sua resposta será de repúdio, inconformismo, nojo.

Pois bem, assim como o comportamento do ladrão e do traidor, vários outros atores sociais estão sujeitos a nos despertar para uma infinidade de sentimentos ruins, que comumente nos levam à ânsia de vingança, revanche, cobrança do débito, desejo de justiça, entre tantos outros.

Quando o ladrão age ele nos tira um bem material, que pelo direito conferido por investimento financeiro, é nosso; assim como na ação de traição conjugal, a parte infiel retira a segurança e dilacera com a reserva moral daquele que idealiza a fidelidade do parceiro ou da parceira.

Para estes dois casos, e outros tantos de desdobramentos análogos, existem dinâmicas que vão de encontro à nossa segurança, ao nosso bem-estar ou ao nosso direito de propriedade. Para todas estas situações, há apenas duas maneiras de enfrentamento: A Incriminação ou o Perdão. (mais…)

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O rancor e seus efeitos colaterais

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“O rancor é um sentimento retido, que ficou estancado em nós e que de alguma maneira não dá espaço para outros tipos de sentimentos”, é o que afirma o psicólogo Sergio García.

Isso faz com que nos fixemos “em qualquer ação da outra pessoa para nos colocarmos contra ela” e ainda, faz com que se crie uma nuvem em nossa mente “com pensamentos muito negativos sobre pessoas muito próximas de nós”.

“Mais do que ter a ver com eles, tem a ver com eu não ter passado para a próxima fase e sigo, de alguma maneira, com um espinho cravado, de maneira que sempre interrompo o que seria um desenvolvimento positivo na relação”, detalha o psicólogo. (mais…)

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Quem ou o que rouba a sua energia?

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Quantas vezes nos sentimos sugados, sem energia, como se um trator nos atropelasse?

Pois saiba que existem algumas coisinhas que você pode fazer pra evitar isso. Vem ler 😉

A energia que nos move

Dalai Lama compartilha alguns fragmentos de sua sabedoria, que são ouro se os colocamos em prática e sem dúvida, notaremos a diferença.

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A inutilidade do ressentimento

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O ressentimento consiste em reviver um sentimento e o que o provocou, repetidas vezes, causando danos à si e em algumas situações, também à outros.

Não é neutro. Revivemos de uma forma que nos afeta emocional e fisicamente. É provavelmente um dos impedimentos mais devastadores para perdoar e seguir adiante.

O ressentimento nos faz enxergar a vida de forma negativa.

O ressentimento pode se transformar numa forma de viver, de pensar e de se relacionar, bastante negativa e triste. (mais…)

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Culpa: um veneno para a alma

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Sabia que a culpa pode se transformar em um veneno que encharca a sua alma e te impede de ser feliz? Pois é, cuidado com isso!

A culpa surge e pode nos acompanhar desde muito cedo. Ainda pequenos nos sentimos rejeitados e abandonados, o que nos gera frustração e por vezes, raiva das pessoas que mais amamos: geralmente nossos pais.

A raiva é um sentimento natural, mas geralmente muito mal compreendida e constantemente censurada e proibida. A criança, tadinha, aprende que é feio sentir raiva dos pais e daí começam os primeiros grandes conflitos da vida. Sinto isso, mas não posso. Com poucos anos de idade, como controlar? Surgiu a CULPA! (mais…)

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Da Traição

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Traição: andei debruçada sobre este assunto, antes de mais nada sei que isso não costuma ser visto como mérito algum e de fato não é. O mérito que há é o de você conseguir ser coerente neste momento, não estou falando conivente, mas coerente com você, com a sua história, com a história de vocês e não dar a ela o trágico final esperado. Se for de sua vontade e se estiver preparada para por um ponto final… parabéns! Você passou de nível nesta vida, mas traicaorespeite-se, não se entregue às cenas de folhetim, não se entregue ao sentimento de vingança que irá lhe atacar, não se entregue à tristeza, não se entregue ao sentimento de culpa que você muito possivelmente irá atrair na intenção de diminuir o objeto da sua dor.

Racionalizando: racionalizando sobre, descobri que existem fatores quase matemáticos que explicam à você a grande pergunta… Por quê? Por que ele me traiu? Por que ele estragou tudo? Por que se a nossa música era linda, se nosso primeiro, segundo e trigésimo encontros foram perfeitos? Se o nosso casamento era perfeito, por quê?

Porque ele(a) não te traiu, apenas descobriu o que deveria ter descoberto antes de qualquer relacionamento… agora sabe que pode existir, independente de você e não é todo mundo que consegue ter essa consciência e vivencia-la de uma forma saudável. Todos deveriam descobrir-se senhor de seu destino antes de se relacionarem, assim, quando em um relacionamento, já teriam plena consciência de sua condição de escolha e não se deslumbrariam como crianças para um novo brinquedo, saberiam que brincavam daquilo que escolheram e não delegariam ao outro as responsabilidades de suas opções.

Alguns já se aperceberam desse “fator libertador,” mas foram cegados pela paixão e quando esmorecem os efeitos desta, se não houver um amor construído, as coisas podem tomar novos rumos.

Administrando perdas: Uma das coisas mais cruéis do fim de um relacionamento, é que ele meio que arruina de imediato os filmes, livros, lugares, amigos e músicas que vocês compartilhavam e para isso eu tenho uma boa dica: ao invés de fugir das coisas e espernear coraçãoquando cruzar com elas, associe-as à outras pessoas e eventos, se agora não dá não tem problema, escute a música de vocês, lembre-se do que era bom, se for pra chorar vivencie essa dor logo, para que ela dê lugar a novos sentimentos.

Seguindo esses passos chegará a um lugar que não imaginava chegar. É quase como a iluminação para o budismo (risos), um lugar lindo, novo e cheio de oportunidades de ser feliz… Um lugar onde cabe felicidade, renovação e até perdão se você assim desejar. Um lugar chamado futuro.

Eu aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito
William Shakespeare

Por Rosemeri Martins – Estudante de Psicologia

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Perdoar, eita como é difícil

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Você sabia que perdoar é um fenômeno que acontece no nível da alma? Pois é!
O perdão nasce da compreensão, ou seja, se você diz que perdoou, mas o seu coração ainda não está totalmente aberto, esquece, saiba que você tá caindo numa grande armadilha.

O perdão tem etapas, você começa buscando um entendimento intelectual da situação, até que aos poucos você vai se aproximando da compreensão do fenômeno. Aí você abre mão da mágoa, dos pensamentos ruins, dos planos de vingança e como numa mágica, o seu coração se abre. Uma dica, estar indiferente a alguém NÃO significa perdão!

O perdão não precisa de palavras para acontecer, mas se você achar necessário, pode fazer um ritual, ter uma conversa, isso às vezes é uma libertação pra você e pra quem ouve, mas nem sempre o outro estará aberto a te ouvir. Então, se for o caso, você vai precisar resolver isso sozinho, aí dentro de você. Geralmente, conversar com alguém sobre isso ajuda muito, um psicólogo, por exemplo, é uma ótima pedida!

E só pra constar, o perdão ilumina a gratidão, a gratidão ilumina o amor, o amor ilumina a liberdade e a liberdade abre os portais da vida plena. Que tal perdoar hoje?

Baseado no livro “Siga o Mestre – Ed. Clarear”

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