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Eeyore e o mundo sem cores da depressão

Mundo sem cores, falando de depressão

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Um mundo sem cores: um quarto escuro, uma manhã cinzenta de Domingo, um resfriado muito forte que não se sente gosto de nada que se come, dor no corpo e uma televisão com muito chiado e sem conseguir entender ou ver nada que está sendo transmitido, existem dias que é melhor nem levantar – prazer, eu sou a depressão. Continue lendo

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Mindfulness no tratamento da depressão e da ansiedade

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A sintomatologia depressiva e ansiosa tem importantes implicações no funcionamento das atividades de vida diárias e na qualidade de vida das pessoas. Os sintomas depressivos se caracterizam por um estado de ânimo depressivo, agitação ou letargia, fadiga, insônia ou hipersonia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessivos, diminuição da capacidade para concentra-se, desesperança e pensamentos recorrentes de morte.

Os sintomas ansiosos por sua vez se caracterizam por um estado de antecipação à uma ameaça futura e seus sintomas são a incapacidade para baixar o estado de alerta, cansaço, dificuldade para pegar no sono ou para mantê-lo, tensão muscular, irritabilidade e dificuldade para controlar a preocupação que atua como ameaça (APA, 2013). Continue lendo

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Diferença entre tristeza e depressão

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Você sabe a diferença entre tristeza e depressão?

Uma confusão que gera sofrimento

A depressão é considerada como o câncer dos transtornos que afetam a psique. Muito se sabe acerca dela, mas nada foi encontrado para combatê-la efetivamente.

Os consultórios psicológicos e psiquiátricos estão cheios de pessoas que sofrem pela depressão em muitas de suas formas. E uma grande parcela dessas pessoas vai em busca de auxílio, deprimidas por sua separação conjugal, por exemplo.

Começa aí a necessidade de esclarecer as diferenças entre depressão e tristeza, que no caso de um divórcio, podemos dizer que seja natural e normal sentir-se triste. Continue lendo

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Tristeza, depressão ou algo obscuro dentro de mim

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Mais uma Caixa de Segredos e essa me deixou bastante tocada. Me fez enxergar tristeza, depressão, sentimentos bastante negativos escorrendo pela tela. Fiquei preocupada, pois parece que ninguém percebe esse indivíduo pedindo socorro.

E quantas vezes a gente não vê isso acontecendo?

Gente que acha que depressão é frescura, que é só querer que você consegue ficar bem. Que falta vontade, inclusive gente dentro da nossa própria casa! Continue lendo

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Depressão infantil

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Depressão não é só coisa de adulto. A depressão infantil também é uma realidade e faz muitas crianças sofrerem. Na infância a depressão vem acompanhada além da tristeza, de uma série de sintomas, como mudanças bruscas de humor, birras por qualquer motivo, alto nível de ansiedade e outras coisas mais.

Diferença entre depressão infantil e tristeza

A depressão infantil é uma desordem caracterizada por uma alteração no estado de ânimo, alterações identificadas na escola, em casa e na comunidade, mas é preciso saber identificar quando há uma depressão e quando a criança está somente triste, porque muitas vezes podem estar tristes, como os adultos e isso não significa que estejam deprimidas.

Para afirmar que está verdadeiramente deprimida, essa criança precisará passar por um médico, que a identifique corretamente. A criança deverá estar muito triste, apresentar uma série de alterações que se notam no colégio, entre os amigos, com os pais e em todo lugar, por um período relativamente longo. Uma criança deprimida passa o dia todo triste, deixa de fazer suas atividades, perde o apetite, fica apática…

A depressão poderá se apresentar em 3 níveis, de acordo com o tempo e os sintomas: leve, moderada ou grave. E é preciso saber também, que os sintomas variam de acordo com a idade.

Em que idade as crianças podem apresentar sintomas depressivos?

Não existem dados exatos à respeito de prevalência de depressão em crianças, mas podemos identificar algo como entre 1 e 3% entre a primeira infância. É verdade que podemos ver muitas crianças tristes, mas não necessariamente deprimidas e é exatamente aí que se precisa ter cuidado. Já entre os pré-adolescentes a taxa aumenta um pouco e varia entre 3 e 9%, visto que estão passando pela puberdade e por algumas mudanças bastante significativas.

Principais sintomas da depressão infantil

A depressão infantil apresenta as mesmas características que a dos adultos, mas com algumas diferenças quanto a expressão.

  • A duração deve ser de no mínimo duas semanas e não pode estar associada ao uso de nenhuma substância.
    • Humor deprimido: as crianças e os adolescentes, podem apresentar um estado de ânimo deprimido ou irritado. Os menores geralmente não são capazes de descrever como se sentem e então queixam-se de sintomas físicos imprecisos, tem uma triste expressão facial, escassa comunicação visual. A irritação pode se manifestar em condutas agressivas ou ações que demonstrem hostilidade ou raiva. Nos adolescentes os transtornos de ânimo são mais parecidos com os dos adultos.
    • Perda de interesse no ambiente, incapacidade para desfrutar de atividades rotineiras, na escola, com os amigos ou em casa.
    • Falta de energia: não brinca, não quer ir à escola, em casa está sempre desanimado, não fala…
    • Perda de confiança e autostima, sentimentos de inferioridade.
    • Auto-desvalorização: nas crianças podemos perceber sentimentos de culpa excessiva ou inapropriada.
    • Ideias autodestrutivas: tanto nas crianças como nos adolescentes se podem observar sinais não verbais de condutas suicidas, como realizar ações em que corre riscos, as vezes, como se fosse um jogo, ou adotar comportamentos auto-lesivos, como cortar-se, bater-se ou arranhar-se.
    • Incapacidade para concentrar-se ou tomar decisões, que no caso das crianças se traduz em problemas de conduta ou baixo rendimento escolar.
    • Atividade psicomotora agitada o inibida.
    • Alterações de sono.
    • Variações de peso (nas crianças geralmente ocorre aumento).
    • Queixas somáticas (dor de cabeça, barriga, pernas…). Este critério é bastante frequente nas crianças menores.

Ao menor sinal de depressão infantil, procure ajuda, vá ao psicólogo, psiquiatra e ajude a criança a reencontrar o bem-estar 😉

Referências
Depresión Infantil
La depresión infantil

suicídio

Suicídio sem tabú – documentário

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O documentário a seguir, de 30 minutos, produzido para o trabalho de conclusão de curso de Jornalismo pela Universidade de Sorocaba – UNISO 2015 se constrói através da narrativa dolorosa de pessoas que de alguma maneira tiveram suas vidas afetadas pelo suicídio.

Através em um retrato jornalístico do tema tabú: Suicídio, o documentário mostra variadas perspectivas, da psicológica à filosófica, passando, dentre outras, pelo papel da imprensa no tratamento do tema e o que dizem algumas religiões como Catolicismo, Kardecismo e Islamismo sobre o assunto.

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Tem um bipolar na minha vida

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Pois é, você cresce, escolhe ser psicóloga e pensa que nunca vai precisar enfrentar alguns problemas na sua própria casa, mas eis que numa noite fria e escura, seu querido irmão caçula tem um surto daqueles que você só tinha visto em filmes, a ponto da pessoa precisar ser amarrada pra não matar alguém :/

Começa aí uma longa jornada até a descoberta do TAB (transtorno afetivo bipolar), incluindo dezenas de internações, sofrimentos, medos, frustrações e aprendizados. Eu ainda me lembro do dia em que eu e meu pai o levamos para o hospital, olhar para o meu pai e para o medo estampado em seu rosto era desesperador, olhar para minha mãe e ver a dor de ter o seu filho amarrado era desconsertante, olhar para o meu irmão alí, tão irreconhecível e, mesmo sendo psicóloga, tendo estudado como agir nesses casos e aprendido toda a teoria sobre a doença, era frustrante.

Convivemos com os delírios, com as vozes desconhecidas na cabeça dele, com as afrontas, com os desafios, por algumas semanas. Ele ficou internado na psiquiatria e depois de um tempo voltou pra casa, catatônico por tanta medicação. Foram mais algumas semanas, meses, veio uma melhora e logo depois outras tantas crises de mania bem feias. Foi assim por um bom tempo, até que surgiu um mar de lama chamado depressão. Ele não saia da cama, não comia, parecia definhar. Mais remédio, médicos novos, internação, terapia… melhorou, ufa!

Que nada, novas crises de mania, que agora se alternavam com semanas tranquilas e depois semanas desesperadoras de tristeza profunda e apatia total. Meus pais nesse tempo todo oscilavam entre a raiva e a falta de compreensão, a culpa e o amor incondicional. Sofreram muito. Sofrem a cada nova crise, a cada alteração de remédios, mas hoje, depois de alguns bons anos, aprendemos que juntos podemos superar qualquer coisa, que buscar ajuda faz toda a diferença, que ter suporte médico e psicológico é indispensável.

Hoje, depois de sete anos ainda passamos por desafios, mas ele, o meu irmão, está sem dúvida alguma, muito melhor. A terapia o ajudou a perceber quando uma crise está começando, ajudou a resignificar muita coisa e acima de tudo, ajudou a usar o TAB a seu favor, seja na criatividade, na reflexão ou no simples falar com alguém sobre como é, compartilhar experiências e buscar mais equilíbrio.

Se você tem dúvidas sobre o TAB ou sobre como lidar, deixe um comentário. Teremos muito prazer em te ajudar.

Veja também outros textos sobre bipolar:

PDF do Google Health sobre o Transtorno de Ansiedade Bipolar

SUS oferecerá tratamento para transtorno Bipolar 

Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos – ABRATA

Possíveis tratamentos para um verdadeiro bipolar

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transtorno bipolar

Até o momento não existe uma cura para o transtorno bipolar. Entretanto, os medicamentos mais eficazes no controle da doença são estabilizadores do humor, antidepressivos, antipsicóticos e tranquilizantes. Eles ajudam da seguinte maneira:

  • no tratamento do episódio agudo de mania ou depressão;
  • o uso contínuo ao longo dos anos evita que novos episódios de mania, depressão ou mistos ocorram, pois o risco de recaída sem tratamento é muito elevado;
  • previne comportamentos suicidas;
  • estabiliza o humor, prevenindo os prejuízos psicológicos, sociais e físicos ocasionados pelos episódios da patologia.

Tratamentos medicamentosos associados a psicoterapia têm demonstrado um maior nível de satisfação para os portadores do TAB.

É importante entender que o CONTROLE, e não a cura, é frequente no tratamento de várias doenças. Por exemplo, o diabetes não é curado pelas injeções de insulina, mas, sim, controlado para que o indivíduo possa ter uma vida saudável e normal.

Referência: http://www.abrata.org.br/new/oqueE/transtornoBipolar.aspx#1

Eu sou “meio bipolar”

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Ah, como eu me divirto com esses termos técnicos usados a torto e a direito. Tenho certeza que pelo menos uma vez na sua vida ou você já se rotulou assim ou rotulou alguém. Acertei, não?!

Pois bem, na linguagem quotidiana ser bipolar significa que fulano muda de humor, de ideia, ou de sei lá o que a todo momento, mas, na teoria a coisa é bem mais complicada.

Embora nos dias de hoje ser “bipolar” é quase uma moda, é preciso muito cuidado com esse diagnóstico, até porque um tratamento correto pode reduzir muito os danos causados pela patologia e um diagnóstico errado, pode pôr em risco a integridade física e psíquica de um indivíduo.

transtorno bipolar

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