Precisamos falar sobre você tá jogando na cara Psico.Online

Você tá jogando na cara? Uma ou 2 coisas para pensar ao se deparar com essa frase

Ando pensando neste texto há algumas semanas e resolvi escrevê-lo hoje. Ué, e você tá jogando na cara? 

Estou explicando e fazendo a introdução deste texto. Pense comigo: qual o sentimento presente que geraria essa pergunta agora? Por que eu jogaria na sua cara essa minha motivação? Qual seria a minha intenção? Há alguma emoção entre nós neste instante? 

Aqui, agora, neste texto, há poucos sentimentos e eles são superficiais. 

Emoções, do seu lado querida(a) leitora(o) eu não posso responder pois não sei muito sobre você neste momento. Já do meu lado, há um pouco de ansiedade para fazer um bom texto e de angústia e raiva pois estou começando a ficar com fome. 

Intenção, trabalhar a frase “você tá jogando na cara” para melhorar conflitos e abrir uma discussão sobre um tema que venho pensando há algumas semanas. 

Motivação, bons conteúdos que ajudam pessoas e que podem gerar mais pacientes procurando sessões comigo que podem ser marcadas aqui

Isso analisando sozinho e rapidamente. Talvez agora tenhamos curiosidade, incredulidade e estranhamento por uma frase de abertura desse tipo. 

E isso se tratando de um ambiente controlado. Com tempo para parar, revisar, analisar e compreender o que está acontecendo.

Você acabou de chegar e ler alguns parágrafos, possivelmente não nos conhecemos e a nossa relação está ligada pela seguinte necessidade: um psicólogo oferecendo um texto sobre um determinado tema para você pensar e você buscando algo sobre “tá jogando na cara” pois viveu essa experiência em um passado recente e talvez até com certa frequência e acredita que a viverá novamente em breve.

Há outras possibilidades? Infinitas que podem existir, mas elas sairiam deste contexto e entrariam em outro que precisam ser compreendidos, questionados, observados e avaliados.

Você tá jogando na cara é uma frase violenta. E ao usá-la precisamos perceber os sentimentos, intenções, contexto de quem a diz e de quem a recebe.

Tomemos por base a teoria da comunicação [1] em um conceito de circuito aberto: fonte (quem fala/escreve), mensagem: “você tá jogando na cara” ou este texto, canal (voz e post para leitura), receptor (quem ouviu/bateu o olho – não quem escutou pois ainda não processou a mensagem/e quem está chegando neste texto pela primeira leitura), destinatário (que ouviu e agora decodifica a mensagem/você que pode ler e reler este conteúdo) e que pode ou não, então, decidir por responder (oferecer um feedback) sobre como recebeu a mensagem.

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Esquema aberto da Teoria da Comunicação – página 32 – UNIDADE 1 – Comunicação humana e interação social – Teorias da comunicação / Dante Diniz Bessa. –Brasília :
Universidade de Brasília, 2006.

Não desejo que este seja um texto teórico, mas expor inicialmente que os processos de comunicar, se sofrem algum ruído, interferência, ou não consideram o sentimento, a emoção, as intenções, o contexto de quem está naquele processo, muito provavelmente vai dar ruim de alguma maneira.

E é isso isso? Não. Podemos teorizar, tentar compreender muita outras coisas e acabar por fugir do assunto, que é:

Você tá jogando na cara isso por quê?

Quando alguém afronta outro alguém com a frase “tá jogando na cara” ela está no modo de defesa. Motivos? O mais diversos possíveis: medo, incoerência, ignorância – de que ignora (não sabe) as intenções de quem está falando alguma coisa.

Quem fala, por outro lado, pode ter dificuldade de expressar aquilo que está sentindo, pode estar viver a mesma situação de medo ou ataque, de incoerência (pois para falar um assunto difícil há de se parar e ter tempo) e ignorar como quem recebe a mensagem está recebendo.

Nos já falamos do processo de relação aqui no site algumas vezes. Relações não são fáceis e requerem comunicação, expressão de vontades, desejos, interação e cuidado com o ambiente que se está.

A violência parte de quando não nos atentamos (colocamos nossa atenção máxima) na outra pessoa e a objetificamos (aquele chato, aquela ignorante) e nos distanciamos do ser humano que está diante de nós.

Significando o Jogando na Cara. 

Vamos materializar a frase: jogar na cara, atirar no rosto, trazer um assunto sem preparação e enfiá-lo ouvido a dentro de quem não quer escutar ou ouvir. Quem diz isso está avisando: “você está me violando”, não estou preparada(o) ou não tenho base, contexto, ou forças para receber “isso” que você está “atirando no meu colo”.

Do outro lado, há alguém que tem urgência em falar algum assunto difícil e importante para ela(ele) que escolheu (por não saber talvez) ou por não ter tempo e que está optando por acreditar que a outra pessoa está preparada.

Há o conflito. 

E nesse momento o que há de ser feito? Depende. 

No momento que o bicho tá pegando é difícil lidar com todas as informações, emoções, contextos e a ferramenta de sobrevivência estará ligada para as individualidades e o turbilhão de sentimentos presentes.

Minha dica: pare. Se dê um instante – minuto ou segundos – e retroceda. Você avançou o sinal de alerta e precisará contextualizar. Pensar em como abordar o outro de maneira que este(a) te escute e não apenas ouça ou já queira responder. 

Quebre o ciclo de violência. Há muitas técnicas, mas como escrevi, não quero um texto técnico ou teórico. 

Ao se deparar com essa resposta: você tá jogando na cara, você já sabe que ali há um muro, com armas apontadas para você. E quem tem a informação deste texto? Você, não a outra pessoa. Então a responsabilidade de mudar a abordagem está na sua cabeça.

O que fazer?

Depende muito do que está acontecendo, ou na pauta, dessa conversa que aconteceu ou acontecerá. Haverá tempo? Haverá vontade? 

Na relação o assunto não é apenas sobre um ou outro indivíduo presente. Há a necessidade de considerar o objetivo. A intenção. Os egoísmos e maneiras de lidar com tudo isso de cada um dos envolvidos.

Você pode mudar a situação? Claro. Agora você tem informação. Como irá aplicá-la transformará isso em conhecimento. E para isso precisará de treino. Não será na primeira tentativa que a situação se resolverá, mas é importante saber que em muitos contextos, essa possibilidade é viável.

Finalizando

Espero que você não tenha se sentido com muita coisa jogada na cara. Tentei de várias maneiras explicar que há momentos que será necessário jogar na cara sim pois o assunto precisa ser resolvido, mas não “jogando na cara”, pois isso é violento.

Quando o assunto em pauta chega a esse instante, quem tem conhecimento e responsabilidade e deseja tratar de um tema importante para ambos, precisa encontrar outros caminhos para que a violência não impere. 

Há quem diga que a sedução, que a introdução, que a contextualização auxilie. Você tem alguma dica ou sugestão? Deixe nos comentários. 

Espero que em um outro momento, possamos avançar nesse tema e que ninguém mais tenha que jogar nada na cara de ninguém ou que ninguém tenha que se sentir violentado com algo sendo atirado no seu rosto.

Até o próximo texto. Ah! Não esqueça de votar nas estrelinhas aqui embaixo, essa avaliação ajuda muito a sabermos se estamos no caminho certo. É o feedback. A resposta dessa conversa que tivemos hoje. Até breve.

Bibliografia utilizada para conversarmos sobre você tá jogando na cara isso tudo… 😉

Teorias da Comunicação – Técnico em multimeios didáticos – Ministério da Educação, 2006.Teorias da comunicação / Dante Diniz Bessa. –Brasília :
Universidade de Brasília, 2006. http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/profunc/10_2_teor_com.pdf

É muito desagradável a pessoa jogar na nossa cara o que fez pela gente

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Psicólogo CRP 06/154.661 - Formado Psicologia e em Administração com ênfase em Marketing, geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital. É um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br. Com diversos artigos e livros publicados tem sua atuação focal em jovens, adultos e idosos. Agende comigo

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