A tomada de consciência é apenas o início da jornada e o roteiro cabe a nós definir e acabar com a nossa própria resistência.

Autoconhecimento: superando a resistência à mudanças

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A vida seria bem mais simples se  a compreensão da nossa parcela de responsabilidade sobre os problemas fosse suficiente para promover mudanças em nossa resistência.

De início, pode parecer que descobrir que somos responsáveis por parte de nossas queixas e dificuldades é um problema de fácil solução – afinal de contas, “quem melhor do que eu para resolver meus próprios problemas?”

Na maior parte das vezes, porém, essa constatação chega como um banho de água fria – “a culpa é minha” – e o resultado é a paralisação: nós travamos e não conseguimos sair do lugar.

Um dos motivos porque isso acontece envolve a resistência à mudanças; temos uma tendência a nos acomodar e a nos acostumar ao modo como as coisas estão, criamos hábitos e rotinas e, quando surge a necessidade de mudar a nossa perspectiva ou o nosso comportamento, preferimos deixar tudo como está e evitar pensar a respeito.

O que muitas vezes foge a nossa compreensão, no entanto, é que hábitos e rotinas têm prazo de validade e se não os atualizarmos, eles caducam, começam a atrapalhar nosso dia-a-dia, provocam emoções negativas e impulsionam a pensamentos distorcidos e decisões ruins.

É nesse contexto que começamos a nos sabotar: traçamos objetivos inalcançáveis, buscamos meios improdutivos de atingi-los, nos envolvemos em relacionamentos nocivos, tudo isso acreditando que buscamos o melhor para nós, porém, incapazes de enxergar nossas limitações porque estamos acostumados a fazer as coisas sempre do mesmo jeito.

Como no Mito da Caverna, de Platão, nos tornamos prisioneiros de uma determinada forma de enxergar o mundo, e, consequentemente, limitamos nossa forma de pensar e de agir.

A mudança de hábitos cognitivos (pensamentos)  e comportamentais (atitudes) não é alcançada da noite para o dia, é um processo que se inicia com o autoconhecimento – mas o que nos impulsiona a dar o primeiro passo é a decisão de que não queremos ser reféns de nós mesmos, mas queremos nos tornar protagonistas de nossa própria história.

A tomada de consciência é apenas o início da jornada e o roteiro cabe a nós definir.

Referências:

  • Duhigg, Charles. O Poder do Hábito. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. 2012
  • Greenberger, Dennis; Padesky, Christine. A Mente Vencendo o Humor. 2ª edição. Porto Alegre: Artmed. 2016.
  • Platão. A República. 1ª edição. São Paulo: Editora Martin Claret. 2000.

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Sobre os Autores do Post:

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CRP 01/12390 - Psicóloga graduada pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), psicoterapeuta clínica, especialista em neuropsicologia pelo Instituto de Psicologia Aplicada e Formação (IPAF) e cursando especialização em TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) pelo Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (Instituto WP). Apaixonada pela Psicologia e pelo comportamento humano.

Telefone para contato: 61 3525-4911

Mariana Lemos Almeida Rapôso

CRP 01/12390 - Psicóloga graduada pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), psicoterapeuta clínica, especialista em neuropsicologia pelo Instituto de Psicologia Aplicada e Formação (IPAF) e cursando especialização em TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) pelo Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (Instituto WP). Apaixonada pela Psicologia e pelo comportamento humano. Telefone para contato: 61 3525-4911

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