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Síndrome de Tourette: você já ouviu falar?

2 min de leitura

Há alguns dias recebemos uma caixa de segredos que nos questionava a respeito da Síndrome de Tourette. A pessoa mencionava que tem alguns comportamentos repetitivos e que estava com medo de ser diagnosticada com o transtorno, ainda que em um grau bastante leve.

Antes de tudo, vamos mencionar o que diz o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) sobre a síndrome:

Critérios Diagnósticos Transtorno de Tourette

Nota: Um tique é um movimento motor ou vocalização repentino, rápido, recorrente e não ritmado.

Características:

  1. Múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais, presentes em algum momento durante o quadro, embora não necessariamente ao mesmo tempo.
  2. Os tiques podem aumentar e diminuir em frequência, mas persistem por mais de um ano desde o início do primeiro tique.
  3. O início ocorre antes dos 18 anos de idade.
  4. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., cocaína) ou a outra condição médica (p. ex., doença de Huntington, encefalite pós-viral).

Prevalência:

Tiques são comuns na infância, embora transitórios na maioria dos casos. A prevalência estimada de transtorno de Tourette varia de 3 a 8 a cada 1.000 crianças em idade escolar. O sexo masculino costuma ser mais afetado do que o feminino.

Existe uma ligação da síndrome de Tourette com problemas em certas zonas cerebrais, como um tipo de falha de comunicação entre os neurônios.

Exposto isso, é importante dizer que qualquer tipo de transtorno ou síndrome só pode ser diagnosticada por um profissional capacitado. Então, ao menor sinal de dúvida procure ajuda e não fique sofrendo com possibilidades que muitas vezes, nem se confirmam.

Vale dizer também que existem casos que apresentam alguns dos sintomas, mas que podem ser desencadeados por estresse, por ansiedade elevada, por depressão e ainda que não se encaixe no diagnóstico sobre o qual estamos falando aqui, ainda assim precisa de tratamento, de cuidados.

Acreditamos que o mais correto é sempre consultar um médico ou falar com um psicólogo, para que ele te oriente sobre o que fazer, seja qual for a sua dúvida ou o seu grau de sintomas.

Abaixo deixamos o trecho de um filme que retrata a vida de um aluno com Síndrome de Tourette e como ele lidou com a situação (a qualidade não está tão boa, mas o que vale é a intenção)

Referências:

Medline Plus 

DSM-V

 

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Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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