relacionamento, pessoa com gato

Ceder sempre para agradar ao outro não faz um relacionamento feliz

3 min de leitura · 

 

Ceder sempre para agradar ao outro não faz um relacionamento feliz. É um desgaste enorme abrir mão dos nossos desejos e ideais para se encaixar na exigência alheia. Submissão não é sinônimo de amor, é uma ilusão romantizada de entrega que pode levar ao adoecimento emocional, físico e mental.

Se você está vivendo um relacionamento sufocante, conturbado, tóxico, prejudicial em qualquer grau, esta mensagem é para contribuir com a sua reflexão e tomada de decisão para uma vida feliz.

Quando eu penso no poder destrutivo da anulação, eu lembro da frase do poeta Vladimir Maiakóvski: “Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor”.

Sem dúvida a abdicação de si mesmo é nociva, colocar-se em segundo plano é dar o poder para o outro fazer o que quiser conosco, como e quando desejar. Primeiro revela a falta de amor próprio, segundo, é um amor distorcido e adoecido, talvez motivado por carência, insegurança, dependência financeira, crenças, medo.

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraCeder indiscriminadamente significa esvaziar-se de si

Toda vez que eu cedo algo para o meu parceiro, eu cedo espaço para que ele ocupe.

Cedo espaço da minha vida pessoal, da minha carreira, dos meus projetos, das coisas que são importantes para mim em prol dos caprichos do outro.

Afinal de contas, que relação é essa?

É preciso analisar a dinâmica da relação. Quais são os motivos que retroalimentam a relação de dependência entre a pessoa permissiva e a dominadora? Lembrando que o outro só faz com a gente o que a gente permite. É lição de aprendizado para ambos.

Compreender a razão pela qual se submete é essencial para o processo de cura e libertação. Quais crenças estão envolvidas, qual a vulnerabilidade, qual a impotência?

Um relacionamento assim não traz felicidade para ninguém, nem para quem se submete, pois perde a alegria de viver, nem para quem impõe, porque suas expectativas nunca são satisfeitas, é uma inquietação perturbadora de que o outro precisa sempre dar mais e mais na relação.

Leia também: Relacionamento perfeito e o auto-boicote

O indivíduo que se coloca na posição de vítima e é permissivo mergulha profundamente no campo do aprisionamento e da despersonalização. O posicionamento equivocado do permissivo reforça os abusos do dominador, portanto é de sua responsabilidade cortar o processo de vampirismo.

Relacionamento construtivo é estimular o melhor do outro

Evidentemente um relacionamento envolve concessões, flexibilidade, abrir espaço para o outro participar da sua vida e ter satisfação com isto, contudo não quer dizer abrir mão de você, dos seus valores, dos seus projetos, dos seus sonhos.

O ponto crucial não é ser igual ao outro, ou da minha maneira, pois o outro é do jeito dele; a questão é agregar, tem que ser construtivo para ambos os lados, fazer com que haja desenvolvimento e evolução mútua, estimular o melhor do outro.

Trilhe um caminho saudável

Um bom relacionamento pressupõe parceria, equilíbrio, consenso, diálogo, incentivo, cuidado, apoio, amizade, compreensão, amor genuíno. Atitudes e palavras que andam na contramão deste cenário sinalizam que algo não vai bem, sendo necessário o redirecionamento para um caminho saudável.

A terapia é uma grande aliada no processo de autoconhecimento, conscientização e encontrar os recursos que estão em você mesmo para solução. A pessoa deverá avaliar se é o caso de terapia de casal ou individual.

Aqui vale a pena o alerta: se a paquera ou o início de namoro já der sinais de toxicidade, você realmente desejará fazer o esforço para edificar algo que já parece destruído desde o princípio?

Se o novo rumo para o relacionamento não for possível, se a exigência do ceder ilimitado prevalecer ao diálogo construtivo, a separação é a melhor saída para uma vida emocional mais saudável. Comece pelo relacionamento feliz consigo mesmo.

Escolha o bem, o bom, o melhor para você! Ceda esta oportunidade hoje para você, o seu futuro lhe agradece.

Você vai gostar de ler também:

Cristiane Cruz
Psicopedagoga
Psicopedagoga, terapeuta clínica, facilitadora em Constelação Familiar e palestrante. Sou apaixonada por pessoas e interessada por todos assuntos voltados para o desenvolvimento humano. Acredito na tomada de consciência para uma vida feliz com profundo sentido e significado.
Missão: Despertar o autoconhecimento e transformar consciências.
Autora do Blog CRIS CRUZ PSICO - Whatsapp: (11) 98379-8856
Cristiane Cruz on EmailCristiane Cruz on FacebookCristiane Cruz on InstagramCristiane Cruz on LinkedinCristiane Cruz on TwitterCristiane Cruz on Wordpress

Cristiane Cruz

Psicopedagoga, terapeuta clínica, facilitadora em Constelação Familiar e palestrante. Sou apaixonada por pessoas e interessada por todos assuntos voltados para o desenvolvimento humano. Acredito na tomada de consciência para uma vida feliz com profundo sentido e significado. Missão: Despertar o autoconhecimento e transformar consciências. Autora do Blog CRIS CRUZ PSICO - Whatsapp: (11) 98379-8856

2 thoughts to “Ceder sempre para agradar ao outro não faz um relacionamento feliz”

  1. olá, tenho uma namorada [moderado]
    eu sou atleta e por ano chego a participar de cerca de 15 a 20 competições, desde que começamos a namorar, toda competição e motivo de briga [moderado]
    sempre que digo que tenho uma competição, ela faz de tudo pra eu não ir.. eu sempre insisto e vou..
    porem hoje estávamos conversando e falei sobre uma competição que é meu sonho de participar, que será realizada no mês que vem em outro estado e terei de ficar 4 dias la.. [moderado] ela disse que se eu for ela a gente vai terminar [moderado]
    ela cobra demais de mim, mas eu por exemplo não ligo que ela viaje, não ligo que ela faça as coisas que ela gosta, dou muita força pra ela, sempre dou espaço pra ela.. inclusive, ela tbm pratica esportes, ela está viajando [moderado]
    enfim. socorro, acha que meu relacionamento tem solução, estou a 10 meses com ela, não estou aguentando isso mais.

    1. Olá Felipe! Seu relacionamento pode ter jeito sim, nada está perdido até que seja o final, mas dependerá muito da disposição de vocês dois mudarem!

      Em primeiro lugar vem o diálogo entre vocês sempre, explicar para ela como você se sente nas situações em que ela te trata dessa forma e briga por ciumes.

      Depois disso é importante vocês se auto avaliarem e perceberem quais inseguranças levam a esse medo da perda que gera o ciúmes e também se não há aí um sentimento de posse indevido que faz achar que podemos decidir pelo outro.

      Esses são passos iniciais para mudar a relação, mas pode ser interessante investigarem com um profissional essa situação, percebendo o quanto está atrapalhando a relação de vocês.

Participe, queremos ler o que você tem a dizer