quero tudo do meu jeito, criança mimada, manha, birra

Quero tudo do meu jeito e quero agora

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Recebemos uma Caixa de Segredos. O desabafo começa mais ou menos assim: “eu quero tudo do meu jeito e quando não acontece, eu me frustro”. Quando eu li isso me lembrei de um texto que já havíamos escrito, sobre expectativas e pensei em só mandar o link pra pessoa, mas depois refletindo melhor, pensei também que falar sobre expectativas e frustrações nunca é demais e, principalmente se isso envolve uma outra pessoa, a pessoa que a gente escolheu pra viver a vida junto com a gente.

Então, pessoas queridas, vamos falar sobre relacionamento, expectativas, desejos, frustrações, realidades e algumas verdades.

Primeiro, se você tem um namorado, uma esposa, um parceiro ou seja lá como você prefere chamar o amor da sua vida, não queira que as coisas sejam só do seu jeito. Porque isso não é uma relação amorosa, é uma relação de poder e digo mais, mesmo que o outro permita que você dê as ordens, chega uma hora que cansa e a relação desaba.

Numa relação amorosa a gente precisa saber ouvir, saber dividir, saber aceitar, saber a hora de falar e a hora de calar. Não tem disputa, tem equilíbrio, bom senso e respeito.

Segundo, começou a namorar e já planejou o futuro do par? Opa, mas será que ele ou ela quer o que você idealizou aí na sua cabeça? Talvez pra você seja muito importante ter um diploma universitário, mas pode ser que a outra pessoa queira somente sombra e água fresca e não tem nenhum problema nisso. É só uma questão de objetivos diferentes. Então temos duas opções, ou a gente conversa e chega no bom senso e no equilíbrio que eu falei logo ali em cima ou… segue por caminhos diferentes.

Eu sei que parece um pouco extremista, mas é a mais pura verdade. As vezes, seguir por caminhos diferentes é a coisa mais saudável que podemos fazer por nós!

Vou contar um segredo, por muito tempo eu achava que pra ser alguém na vida, precisava de um diploma e de um salário bem gordo. Eu estava enganada, porque o que é felicidade pra mim, não necessariamente é a felicidade pro outro. Talvez o salário gordo venha sem diploma mesmo, talvez o sucesso seja trabalhar das 8h às 17h e voltar pra casa tranquilamente, deitar no sofá e assistir TV. Não tem certo e errado, tem o que eu gosto e o que o outro gosta e eu preciso respeitar isso.

Terceiro, se você tem tentado muito ser mais gentil, mais paciente, cobrar menos e aceitar mais, maravilha, estamos no caminho certo, mas se mesmo com todas as tentativas você não enxerga mudança, tenho duas coisas pra você refletir: 1- talvez você precise de ajuda profissional pra entender por que quer que tudo seja do seu jeito, pode ser um trauma, de repente. Que tal conversar com um psicólogo?; 2- as vezes, deixar que as coisas sigam seu fluxo próprio é melhor pra todo mundo, dá uma lida nesse texto aqui, acho que pode te ajudar.

E pra terminar, lembre-se de que o amor é livre, que a gente é muito mais feliz quando compartilha do que quando exige 😉

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Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.
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Sobre Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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