está uma merda

Quando tudo está uma merda

5 min de leitura · 

Está uma merda. É isso que pensamos quando nos perguntam: “tá tudo bem?”. Mesmo assim, na maioria das vezes respondemos: “Tudo bem” e não é assim, vamos pensar melhor?

Deu ruim. E olha, deu ruim com ares catastróficos.

Você acorda e não dá vontade de sair da cama (se é que ainda existe uma cama), isso quando você finalmente dormiu, pois dormir tornou-se uma raridade.

Bom, pelo menos naturalmente como uma criança, já que têm sido por exaustão na maioria das vezes quando acontece de dormir: aquele hiper cansaço está dominando.

É aquela sinuca: você não dorme, quando dorme, não quer acordar.

Você suspira quando está só, pensa em buscar remédios, bebidas ou coisas mais radicais.

A gente pensa: “as coisas são ruins” e “as pessoas são más, mesquinhas, egoístas” e cá estamos: você tentou tanto! Se doa tanto! Faz tanto!

Parece que só vivemos para isso: para trabalhar, para limpar casa, para resolver o problema dos outros e tentar educar filhos que vão mal na escola, não têm educação, e ainda nos tratam mal.

Dá aquela dor no peito, aquela sensação de impotência. É tanta impunidade, tanta injustiça!

Pensamos que não tem dia bom e que não tem o que fazer.

Olha, meu querido leitor e minha querida leitora “está uma merda”, mas também não é tão assim.  

E, não estou puxando a brasa para frases como “ah, vai ficar tudo bem, todo mundo passa por situações ruins, blá blá blá, consigo imaginar o que você está sentindo” ou “olha o outro sofrendo mais que você”.

Esses dias chegou um comentário em um dos posts aqui do Psico.Online que ao lê-lo pensei: “tá complicado”. Depois pensei: é, é sim muito complicado. Depois olhei para os meus dias e tive certeza: é, realmente tudo está uma merda só.

No Brasil, no mundo, da sociedade, na minha família, no meu trabalho…

E, se seguirmos por esse caminho só veremos as coisas ruins que acontecem. Vamos trilhando o caminho do pessimismo. E, não é para sermos otimistas, é para parar e pensar: “opa, peraí!”.

E, por lógica, se tudo está nesse estado, o que podemos fazer? Já está uma merda. Acabamos travando ou ficando realmente para baixo.

O que estou dizendo é que não existe só uma versão de nenhuma história.

Estou dizendo que não dá para comparar a merda da minha vida com a sua.

O ambiente, as escolhas, as consequências, os estímulos as respostas e as forças que impulsionam nossa sobrevivência é que nos levaram a esse momento.

Não dá para saber o quão merda tá a vida nesse momento (nem de um, nem do outro), precisaríamos falar e analisar o que nos deixou nesse contexto. E, nesse caso, como primeiro passo o que dá para fazer é dividir.

Não fazer é fazer algo, e algo estúpido e anula as ações. É persistir no que está indo de mal a pior.

Fazer um pouco. Tentar fazer. Arriscar. Já não está uma merda mesmo?

Vejamos: dá para optar pela esperança ou fé.

Dá para mudar o nosso foco mental e colocar um objetivo a longo prazo para lidar com as coisas que estão acontecendo.

Dá para ver que há pessoas fazendo o bem. Que uma pequena ação boa, pode se tornar grandes ações (e não estou falando de auto-ajuda como nos livros, estou falando de auto-ajuda no sentido de perceber que você precisa se ajudar).

Podemos definir prioridades de ação.

Podemos compartilhar com os outros as responsabilidades. Não somos seres isolados, solitários e sozinhos, por mais que nos recolhamos quando tudo está uma merda.

Dá para mudar algo em você. Ora! Se não está funcionando do jeito que está, tem que mexer! O tempo voa.

“Mas dá tanto trabalho e corre o risco de dar mais merda.”

Ué. Então dá. Lembra que “não dava”?

Quando falei dos filhos que são desobedientes, não têm educação e não demonstram amor, embora façamos tudo por eles e demonstramos (ou pensamos que fazemos) o tempo todo podemos estar incorrendo num erro simples: querer ser amigos e não pais.

A educação é pôr limites. Dá trabalho, dói e com certeza eles vão reclamar.

Se temos pessoas que sugam as nossas energias com exigências, reclamações, cobranças podemos optar por permanecer ao lado deles em silêncio, atendendo ou apenas ouvindo ou também impor limites e mostrar para eles que eles também têm responsabilidades tanto quanto.

Muita gente sequestra a responsabilidade para si ou transfere para o outro a responsabilidade das suas ações.

E de novo: dá trabalho, dói e com certeza vão reclamar se você mudar. É cômodo para eles, é cômodo para nós!

Mas nesse caso, infelizmente, será necessário ajustar a régua entre ser egoísta, preocupar-se com você e por limites e tomar as rédeas da vida.

“Acabei de perceber que minha família (e os membros dela) me escraviza , não tenho férias, nem descanso.“

Estabeleça limites, delegue responsabilidades. Altere o ambiente e aquilo que faz com que essas pessoas acabem por acostumar-se a serem atendidas a cada instante.

Você também precisa ser atendido ou atendida!

E chegamos a você. Você também precisa de limites definidos.

Precisa se auto conhecer para entender que uma coisa ou outra está fazendo mal e precisa buscar ajuda ou uma maneira de mudar isso.

E olha: você também não vai gostar, vai reclamar, vai se auto sabotar e tentar manter o que chamamos de status quo. Mesmo que esse momento, como você mesmo pensa: “está uma merda”.

Sem essas mudanças acabamos por quebrar nossos limites, rejeitar aquilo que somos e não conseguimos buscar aquilo que queremos para nós. (espero ter mantido o sentido que vc procurava transmitir)

É a hora que entra a fé ou as outras formas de tentar mudar o contexto, as ações, mas você muda. A vida muda a cada instante e você precisa observar, falar, perceber por você, ou com ajuda, onde é que o bicho tá pegando.

É fácil? Não.

E é por isso que tanta gente diz que nas situações mais complicadas é que evoluímos, pois nessas horas somos empurrados pela vida a tomar ações que mudem tudo.

É cansativo? Sim. Para você para os outros.

É importante? Extremamente.

A vida está uma merda? Sim. E o que você está fazendo sabendo disso?

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