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Feminismo e outras coisinhas mais na prática clínica

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prática clínica, feminismo, religião

Tenho acompanhado alguns posts, fóruns e grupos de psicólogos com assuntos bastante polêmicos.

Dias atrás vi uma moça perguntando se havia algum psicólogo ou psicóloga cristão e foi o suficiente pra começar uma avalanche de julgamentos, defesas e críticas.

Essa semana vi uma outra questão, sobre assumir-se feminista dentro da prática clínica. Pronto, uma outra avalanche de julgamentos e posicionamentos, me perdoem a afirmação, sem reflexão, apenas seguindo um padrão de que “isso não se pode fazer”.

Caros colegas, ser feminista, cristão, racista, homofóbico, ateu, cientista tanto faz ao seu paciente, desde que você não deixe esses “princípios” influenciarem no seu atendimento.

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Lembrem-se de que estamos dentro do consultório para ajudar essas pessoas que nos buscam a serem melhores. A conseguirem se livrar de seus medos, frustrações, para conseguirem se posicionar e agir de acordo com o que pensam, mas claro, sempre dentro do que é aceitável na sociedade.

Não vamos confundir a ajuda à uma pessoa para que se assuma feminista, cristã ou gay com a ajuda para disseminar sua homofobia ou seu machismo por aí.

Se nos deparamos com esses tipos de questões, precisamos ajudar a pessoa (e talvez nós mesmos precisemos de ajuda) a perceber porque sente isso, porque acredita que seja certo ou errado. Nosso papel é fazer com que o outro, que confia em nós, reflita, reavalie, pondere, elabore.

Se eu sou feminista ou não, cristã ou não, pouco importa, o que importa são os parâmetros de aceitação e boa convivência, de respeito e solidariedade com o próximo.

Existem casos em que dá pra demonstrarmos nossa posição, aliás, existem casos em que os pacientes querem saber e isso pode ajudá-los bastante.

Como psico sempre me preocupei em deixar os julgamentos para fora da sala de atendimento. Somos humanos, as vezes, no meio de uma sessão ou outra aparecem pensamentos julgadores, inquisidores, mas daí cabe à mim refletir, compreender e melhorar essa questão.

Que a gente possa julgar menos, repudiar menos, amar mais, cuidar mais, refletir mais e ajudar o mundo a ser um pouquinho melhor 😉

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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