acompanhamento terapêutico e autismo: artigo sobre autistas na visão psicanalítica

Acompanhamento Terapêutico e o Autista. Artigo acadêmico

2 min de leitura · 

Olá amigos, este vídeo é um breve resumo sobre o artigo “Autista e Acompanhamento Terapêutico”, que busca ver novas forma de tratamento para esse transtorno e que será apresentado no XI Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico.

O Acompanhamento Terapêutico (AT) é um trabalho multiprofissional que atua junto a outras áreas do conhecimento (Médicos, Psicólogos, Enfermeiros, Professores e etc.), intervindo não apenas com o indivíduo, mas promovendo uma Psicoeducação, pois muitas pessoas, bem como profissionais, por não conhecerem o autismo, não possuem suporte para lidarem com o paciente.

Diferentemente das outras terapias, no AT são vivenciados os momentos mais frustrantes, pois o processo ocorre no dia-a-dia, in loco, isto é, onde está o sujeito, seja na sua casa, escola, trabalho, nos locais de lazer, entre outros.

Notamos que o autista possui dificuldades nos relacionamentos interpessoais, bem como na relação consigo mesmo, com os próprios sentimentos, nos cuidados pessoais, sendo muitas vezes excluído, por ser difícil para o outro a compreensão do funcionamento desse indivíduo.

Durante nossos acompanhamentos sentimos que a sociedade, por não conhecer a questão, acaba estigmatizando e referindo o sujeito como ‘não obediente’ ‘agressivo’, ‘problemático’, e pessoas mais próximas (pais, escola e colegas) mostram-se frustradas por não saberem ao certo como lidar com a questão.

As possibilidades do autista parecem limitadas, por exemplo, uma das formas que ele encontra para se fazer notado é através de atitudes agressivas, estereotipias, gestos ou de maneira quase catatônica.

Portanto, oAcompanhamento Terapêutico buscará identificar o que acompanhado sente, compreender suas necessidades e criar junto a ele possibilidades de comunicação, relação e envolvimento social, transcendendo assim a maneira primitiva e instintual de expressão do sujeito, pois um dos papeis do AT é desmistificar e desestigmatizar o autista como portador de um transtorno, pelo qual deve permanecer recluso.

Conforme foi estudado a partir das ideias de Winnicott e Barretto (2012), o autista se apresenta cindido, despedaçado, não possuindo seu Self integrado, ou seja, não consegue notar sua própria individualidade e perceber a sua existência e a do outro, como um ‘quebra-cabeça’ difícil de montar, mas não impossível.

Assim, entendemos que esse sujeito cria um falso Self para proteger o eu verdadeiro do mundo incompreensivo e aniquilador para ele, e o at percebendo esse funcionamento, deverá trabalhar com um manejo mais integrativo, emprestando seu corpo, sua fala, suas atitudes, alcançando uma autonomia e construindo sua forma própria de acompanhar aquele sujeito.

Winnicott acredita que é na criatividade que se alcança a maturidade e o desenvolvimento, sabemos que essa realidade é difícil de ser suportada pelo autista, o que exige do AT cuidados primários que impulsionem um desenvolvimento terapêutico, levando o sujeito a alcançar elementos necessários para viver socialmente de forma mais integrada.

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Wemerson Peixoto

Psicólogo clínico CRP 06/124538 Formado pela Universidade Paulista; Especialista em Acompanhamento Terapêutico (AT) na Saúde Mental, pela AAT (Associação de Acompanhamento Terapêutico); Psicólogo da Clínica GreenWood, Coordenador e Co-idealizador do Grupo Encontros de Psicologia; Palestrante; Experiência em CAPS Adulto; Experiência em Casa de Repouso (Atual ILPI - Instituição de Longa Permanência para Idosos); Orientação familiar, dependência química e transtornos mentais graves; Atendimento à portadores de deficiência física e seus familiares; Experiência em mediação de conflitos e orientação aos pais e Colaborador da Campanha Janeiro Branco em São Paulo. Telefone/Whatsapp: 11 96103-1543 e Site: http://wemersonpsicologo.webnode.com/

One thought to “Acompanhamento Terapêutico e o Autista. Artigo acadêmico”

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