Professor, você é gay?

Professor, você é gay? ou Sou macho pra c****….

3 min de leitura · 

Professor, você é gay? Foi a pergunta que desencadeou a viralização do post do professor Vitor Fernandes no Facebook com quase 30 mil compartilhamentos e mais de 6,4 mil comentários.

O assunto já foi debatido em vários veículos de comunicação e fez muita gente pensar, questionar, apoiar e criticar a postura do professor e sua argumentação. Na grande maioria o apoio foi incondicional, dado que a resposta mostrou o quanto nossa sociedade está distante de entender o próximo.

Sua turma é composta de adolescentes, que tem a mente formada a partir do contexto social e familiar e que  embora questionem; ainda replicam muito do ambiente que os cerca, seja ele machista, feminista, hetero, homofóbico, liberal, de esquerda ou de direita.

Em todos os sentidos, dessa discussão a educação, sexual, social, com ou sem partido (isso é outro tópico para outra discussão) é a solução primária para iniciar um futuro melhor e inclusivo onde as pessoas não repliquem, mas pensem com o mínimo de pré-conceito.

Mas por que tocamos nesse assunto?

Em vários momentos, também já expliquei para pessoas que entender de assuntos do mundo feminino, estudar psicologia, ser sensível ou ter determinada postura, profissão, gosto não faz desse ser humano gay ou homossexual. Não é como pertencer a um time ou outro, pois não existe time. Existem pessoas.

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Professor, você é gay? Doutor, você é gay? Fulano, Beltrano, Ciclano, você é gay? As argumentações descritas no post foram, segundo a ótica ignorante – e esse termo é de desconhecimento, não de truculência – os seguintes:

  • Homem que é homem não rejeita mulher.
  • Homem que é homem não coloca a mão na cintura.
  • Homem que é homem fala das mulheres que “pega”, “prova” que é homem através de fotos com mulheres.
  • Professor hétero não é simpático. Simpatia não é característica masculina.
  • Homem que é homem não é vaidoso.
  • Homem que é homem nega com veemência a homossexualidade, como se fosse um crime. E é obvio que homem de verdade não debate esses assuntos, muito menos usando a si mesmo como exemplo.
  • Homem que é homem é machista.
  • Homem de verdade casa antes dos 30 e tem filhos antes disso.

Nós aqui acrescentaríamos ainda o seguinte:

  • Homem que é homem não deve saber o que é scarpin, rímel, base ou gloss.
  • Homem que é homem não chora
  • Homem que é homem não usa saia
  • Homem que é homem não…

E se a pergunta fosse: Professor, você é macho? Professor, você é homem? Professor, você é humano? Professor, você é gay?

O detalhe desse questionamento não é a curiosidade que leva as pessoas a se informarem, a se educarem. É: qual diferença faz na sua vida que o outro seja aquilo que ele é ou ainda que diferença faz na vida do outro ser quem você é?

Já pensou?

Aliás, me lembrei de um poema que cabe diretamente aqui:

Ouça isto ao pé do ouvido

Tem cara que acha que ser macho
É andar berrando aos quatro ventos
É aparentar não ser de ninguém um capacho
É fugir de si e dos sentimentos…
Gozado, como o mundo está cheio de macho!
Gente que espezinha
Gente que humilha
E faz-se rei com coroas de esculachos
E usa como tapete a própria família…
Macho, ouça isto ao pé do ouvido:
Por que você não ouve dos seus filhos o gemido?
Eles estão tristes e oprimidos.
Mais tarde, os anos o consomem e você vai ver o que seria melhor,
Se tivesse tido um amor maior
E, em vez de macho, tivesse sido somente homem.

(Neimar de Barros: O livro proibido)

Como disse o Vitor “Precisamos debater gênero e sexualidade nas escolas, mais do que nunca!” tanto pelos motivos acima, quanto pela necessidade de se acabar com os abusos sexuais na infância e na adolescência.

É necessário despertar as pessoas sobre inclusão e não exclusão. É preciso tomar atitudes e ensinar. Defender-se o tempo todo quer dizer que há um ataque o tempo todo, precisamos atuar na causa, não apenas nos sintomas.

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