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Personalidade Borderline: 4 mitos e suas verdades

Transtorno de personalidade borderline (TPB), transtorno de personalidade limítrofe (TPL) ou personalidade borderline; vamos saber mais sobre esse assunto?

MITO: Um borderline nunca melhora x REALIDADE: Algumas pessoas melhoram com tratamento adequado.

É verdade que traços da personalidade acentuados não são fáceis de mudar, mas o comportamento inadequado que foi aprendido e alguns dos sintomas do transtorno de personalidade borderline que estão mais condicionados biologicamente podem ser tratados com medicação e psicoterapia.

Por que persiste a ideia de não haver melhora, apesar de alguns estudos mostrarem a eficácia dos tratamentos?

O problema é o estigma que recai sobre o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e a falta de conhecimento.

A investigação sobre tratamentos efetivos é muito nova e muitos profissionais não tiveram a oportunidade de conhecê-la durante sua graduação.

Além disso, os clínicos são constantemente bombardeados com informações contraditórias sobre o tratamento, o que gera confusão sobre o que seria mais efetivo.

É preciso que os profissionais da saúde mental (psicólogos e psiquiatras) estejam sempre atentos e em busca de conhecimentos acerca desse universo, para ajudar da melhor maneira os pacientes que sofrem com esse transtorno.

Já os pacientes que tem muito acesso às informações hoje, podem (e devem) questionar, não de maneiras a rompimentos, mas a tirar dúvidas, indicando inclusive informações que têm conhecimento para existir uma conversa franca.

A terapia é do paciente e cliente, não o contrário, essas informações podem e devem ser discutidas e conversas tanto no transtorno de personalidade borderline como em outros transtornos, afinal, existem comorbidades e outras informações relevantes.

MITO: TPB é uma definição dada quando um diagnóstico preciso não se encaixa à um paciente. REALIDADE: existe uma definição e que precisa ser investigada

O TPB só deve ser diagnosticado quando o paciente cumprir todos os critérios clínicos específicos e depois que o médico ou psicólogo tiverem trabalhado por tempo suficiente com o paciente, para verificar que os sintoma são persistentes, extremos e de longa duração.

Como foi dito acima, devido as “bordas”, cada um desses sintomas ou respostas precisa ser compreendida. Não é um processo que funcione no “olhômetro”, mas uma composição com informações revisadas tem que acontecer.

tanto por isso o vinculo, com o seu profissional é essencial.

MITO: As mulheres são limítrofes; os homens tem transtorno de personalidade anti-social. REALIDADE: Apesar do diagnóstico ser mais frequente em mulheres, os homens também sofrem do mesmo transtorno.

Segundo o DSM-IV, aproximadamente 75% dos diagnósticos são de mulheres com Transtorno de Personalidade Limítrofe e a maioria com diagnóstico de transtorno de personalidade anti-social são homens, mas ainda que essas personalidades tenham similaridades externas (dificuldade para relacionar-se, tendência a culpabilizar os outros…) os seus estados interiores são bastante diferentes.

Os borderlines ou limítrofes sentem vergonha, culpa angústia emocional e vazio; pessoas com transtorno anti-social normalmente não sentem nada disso.

Existem algumas teorias para explicar esta prevalência entre as mulheres:

Os abusos sexuais que são frequentes na bibliografia de TPB, ocorrem geralmente contra as mulheres.

  • As mulheres recebem em nossa sociedade mais mensagens inconscientes e invalidadoras.
  • As mulheres são mais “vulneráveis” porque no geral foram criadas para serem dependentes de outros e mais sensíveis a rejeição.
  • Os homens procuram menos ajuda psiquiátrica ou psicológica.
  • Os homens geralmente buscam ajuda para tratar o abuso de substâncias químicas (álcool e outras drogas); alguns de seus sintomas que fazem parte do diagnóstico de TPB passam batidos.
  • As mulheres com TPB geralmente estão em tratamento nos sistemas de saúde, os homens, por sua vez, geralmente estão na prisão.

MITO: O TPB não existe. REALIDADE: milhares de documentos e pesquisas evidenciam que o TPB ou TPL é uma doença válida e diagnosticável.

Alguns clínicos podem defender que o TPB não existe por várias razões:  Podem estar pouco informados/atualizados.

Podem acreditar que não se trata de um transtorno separado, mas sim que é parte de outros transtornos como o bipolar ou o transtorno pós-traumático.

Podem simplesmente rejeitar a ideia de diagnosticar alguém como “borderline” porque pensam que isso supõe um estigma ou acreditam que todos os diagnósticos psiquiátricos são limitantes ou enganosos.

Na dúvida, procure mais de um profissional, leia sobre o assunto, procure por fóruns, vídeos e relatos pessoais e por fim, só pare de procurar quando encontrar alguém que te entenda e te ajude a melhorar 😉


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Photo by Anna Roguszczak on Pexels.com

Leia mais, na bibliografia utilizada para Transtorno de Personalidade Borderline mitos e verdades

Texto base transtornolimite.com (traduzido e adaptado)

Dalgalarrondo, Paulo e Vilela, Wolgrand AlvesTranstorno borderline: história e atualidade. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental [online]. 1999, v. 2, n. 2 [Acessado 26 Agosto 2021] , pp. 52-71. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1415-47141999002004. ISSN 1984-0381. https://doi.org/10.1590/1415-47141999002004.

Caracterização do transtorno de personalidade Borderline: Uma revisão de literatura

Leia também: 100 dicas para ajudar com a bipolaridade

Post orignal: 18/08/2016 | Revisado em 26/08/2021

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2 comentários em “Personalidade Borderline: 4 mitos e suas verdades”

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