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Onde está a felicidade. 09 definições e 10 maneiras para cultivá-la

Ah, a felicidade! Esse sentimento cobiçado que todos nós buscamos, mas que, às vezes, parece tão fugidio quanto encontrar um trevo de quatro folhas em um campo vasto. Mas, espere! Antes de se perder em metáforas botânicas, embarquemos em uma expedição que promete ser tão reveladora quanto divertida. Vamos lá?

Desde os tempos de Sócrates e Platão, a humanidade tem se perguntado sobre a verdadeira natureza da felicidade. Será que ela se encontra em momentos de profunda reflexão? Ou talvez nas risadas compartilhadas com amigos em uma tarde ensolarada? E enquanto esses pensadores debatiam em praças antigas, hoje temos estudos e pesquisas, como o famoso método Harvard, que tentam decifrar o código da alegria.

Mas aqui já temos um ponto: alegria e felicidade são as mesmas coisas?

E aí? Onde ela realmente se esconde, o que ela é e do que se alimenta? Estaria ela em uma viagem ao redor do mundo, nas páginas de um romance emocionante, ou talvez no aroma de um café recém-preparado?

Nesta busca, navegaremos por mares desconhecidos, escalaremos montanhas de dúvidas e desceremos vales de insights. Porque, afinal, se a felicidade é uma busca universal, por que não torná-la a mais emocionante possível?

Então, respire fundo, abra sua mente e seu coração. Vamos juntos nesta aventura, explorando cada canto e recanto da existência humana. E, quem sabe, ao final desta expedição, você não descubra que a felicidade estava bem aqui, ao seu lado, o tempo todo? 😉

O que é a felicidade?

A busca pela definição de felicidade é tão antiga quanto a própria humanidade. Ao longo dos séculos, diferentes culturas, disciplinas acadêmicas e tradições populares ofereceram suas próprias interpretações. Vamos explorar algumas dessas de maneira superficial para ilustrar um pouco o quanto esse assunto é complicado.

Na Filosofia Grega Antiga: Aristóteles, em sua obra “Ética a Nicômaco”, descreveu a felicidade/bem-estar (eudaimônia) como a realização do potencial humano e viver de acordo com a virtude. Para ele, a felicidade não era simplesmente um sentimento, mas uma atividade – viver de acordo com a razão. É algo mais profundo que a felicidade, refere-se a uma vida bem vivida ou a um florescimento humano. É mais sobre viver de acordo com a virtude e realizar o potencial humano na plenitude do ser… [1]

Já no Budismo: felicidade, no contexto budista, é frequentemente associada à ideia de Nirvana – um estado de libertação do sofrimento. Atingir a iluminação e superar os desejos e apegos mundanos é visto como o caminho para a verdadeira felicidade. Dr. Daisaku Ikeda, em sua palestra sobre a perspectiva budista da felicidade, destaca a distinção entre a felicidade relativa, que é condicional e pode ser influenciada por fatores externos, e a felicidade absoluta, que é inabalável e permanente.

Segundo Ikeda, a verdadeira felicidade pode ser identificada por várias qualidades, incluindo a plena realização, a posse de uma filosofia profunda, a convicção inabalável, a capacidade de viver alegre e vibrantemente, e a posse de coragem e tolerância para enfrentar e superar os desafios da vida. [2]

Psicologia Positiva: A Psicologia Positiva, uma subdisciplina relativamente nova da psicologia, foi popularizada por Martin Seligman no final dos anos 1990. Em vez de se concentrar nas disfunções e patologias (sabe, os transtornos mentais tão conhecidos pela abordagem médica, esses), Seligman e seus colegas voltaram-se para os aspectos positivos da experiência humana, buscando entender o que faz a vida valer a pena.

Seligman propôs um modelo de felicidade conhecido como PERMA, que descreve cinco elementos essenciais para o bem-estar humano: Prazer (sentir-se bem), Engajamento (estar completamente absorto em atividades), Relações (conexões sociais significativas), Meaning (significado) e Accomplishment (realização).

No texto, A Psicologia Positiva e 3 técnicas que você pode colocar em prática hoje mesmo, destacamos a importância de técnicas que podem ser aplicadas no dia a dia para cultivar uma mentalidade mais positiva. Por exemplo, a gratidão, uma das técnicas mencionadas, não é apenas sobre ser grato, mas também sobre reconhecer e apreciar as coisas boas da vida, grandes ou pequenas.

Esta prática pode reorientar a mente para se concentrar no positivo, reduzindo o impacto do negativo. Outra técnica é o “flow”, ou estado de fluxo, que Seligman identifica como engajamento. É quando estamos tão imersos em uma atividade que perdemos a noção do tempo, uma experiência que muitos descrevem como altamente gratificante.

A Psicologia Positiva não sugere que devemos ignorar os aspectos negativos da vida ou suprimir emoções desagradáveis. Em vez disso, ela nos encoraja a cultivar uma mentalidade que valoriza o crescimento, a resiliência e a busca de significado, reconhecendo que a verdadeira felicidade é multifacetada e enraizada em uma combinação de prazer, engajamento e propósito.

Culturas Indígenas: Ao redor do mundo, muitas culturas indígenas têm uma compreensão da felicidade que se entrelaça profundamente com a terra, os ancestrais e a comunidade. Para essas culturas, a felicidade não é apenas um estado emocional individual, mas uma sensação coletiva de pertencimento, harmonia e equilíbrio.

A terra não é vista apenas como um recurso, mas como uma entidade viva e sagrada, da qual todos são parte e para a qual todos têm responsabilidades. Os ancestrais desempenham um papel crucial, guiando e protegendo a comunidade, e são frequentemente honrados em cerimônias e rituais. A comunidade, por sua vez, é o tecido que une todos, e a felicidade é muitas vezes encontrada no bem-estar coletivo, na cooperação e na coesão do grupo.

Em muitas tradições indígenas, a felicidade é vista como um equilíbrio entre o indivíduo, a comunidade, os ancestrais e o ambiente natural, e é alcançada através da reciprocidade, respeito e reconhecimento da interconexão de todas as coisas.

Economia: O Índice de Felicidade Interna Bruta (FIB) representa uma abordagem revolucionária na forma como entendemos o desenvolvimento e o progresso. Em vez de se basear unicamente em indicadores econômicos tradicionais, como o Produto Interno Bruto (PIB), o FIB considera uma gama mais ampla de dimensões que impactam diretamente o bem-estar humano.

Estas dimensões incluem saúde, educação, uso do tempo, vitalidade comunitária, bem-estar psicológico, cultura, meio ambiente e governança. A ideia central é que o verdadeiro progresso de uma nação não deve ser medido apenas pela produção econômica, mas também pelo bem-estar e pela qualidade de vida de seus cidadãos. Assim, o FIB oferece uma visão mais holística e integrada do desenvolvimento, reconhecendo que a prosperidade econômica é apenas um dos muitos fatores que contribuem para a felicidade e o bem-estar de uma população. [4]

Sabedoria Popular: No cotidiano, muitas pessoas definem felicidade em termos simples, como passar tempo com entes queridos, desfrutar de pequenos prazeres ou alcançar metas pessoais. Neste, não quero avançar muito em definições mas gostaria muito de conhecer a sua, que tal colocar nos comentários a sua definição de felicidade?

Literatura: A literatura, em sua vastidão e profundidade, tem sido um espelho das complexidades humanas, e a felicidade não é exceção. Grandes escritores ao longo dos séculos têm dissecado e refletido sobre o que significa ser verdadeiramente feliz.

William Shakespeare, em “Hamlet”, apresenta uma reflexão sobre a natureza transitória da felicidade e as vicissitudes da vida através das palavras do príncipe da Dinamarca: “Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia.”

Jane Austen, em “Orgulho e Preconceito”, destaca a importância do amor e do entendimento mútuo na busca pela felicidade. Elizabeth Bennet, a heroína, declara: “Meu coração está, e sempre estará, unido ao seu.”

Fiodor Dostoiévski, em “Os Irmãos Karamázov”, explora a busca pelo significado e pela redenção como caminhos para a felicidade. Um de seus personagens, Aliocha, afirma: “Acima de tudo, não minta para si mesmo.”

Leo Tolstói, em “A Felicidade Conjugal”, examina a natureza evasiva da felicidade no casamento e na vida. A protagonista, Mária, reflete: “A felicidade é feita para ser compartilhada.”

Estes trechos ilustram que, para muitos escritores clássicos, a felicidade não é apenas um sentimento efêmero, mas uma profunda exploração da condição humana, entrelaçada com amor, destino, propósito e autocompreensão.

E finalmente a Neurociência: Ela tem desvendado os mistérios da felicidade ao examinar o cérebro humano e sua complexa rede de conexões. Estudos recentes têm explorado a felicidade do ponto de vista biológico, identificando áreas cerebrais e neurotransmissores associados a sentimentos de prazer e contentamento. Por exemplo, a liberação de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina tem sido associada a sensações de bem-estar e recompensa.

Além disso, a neuroimagem funcional, como a ressonância magnética funcional (fMRI), tem permitido aos cientistas observar o cérebro “em ação”, identificando regiões que se ativam em resposta a estímulos prazerosos ou recompensadores. Estas descobertas têm proporcionado uma compreensão mais profunda de como a felicidade é processada no cérebro e de como experiências, pensamentos e emoções podem influenciar nossa percepção de bem-estar.

A neurociência, assim, oferece uma perspectiva única sobre a felicidade, mostrando que ela não é apenas um conceito abstrato, mas também um fenômeno biológico, influenciado por uma interação complexa de fatores genéticos, químicos e ambientais.

Diferenças da felicidade

Estas foram algumas das inúmeras definições e interpretações de felicidade. O que é evidente é que a felicidade é multifacetada, complexa e profundamente pessoal, mas se você chegou até aqui no texto, deve ter notado que há algumas diferenças de significados e outros sentimentos e movimentos individuais nessas definições.

Desse modo, o que diferencia a felicidade da alegria? A felicidade é frequentemente vista como um estado duradouro de satisfação e contentamento, enquanto a alegria é uma emoção mais transitória e intensa, uma resposta imediata a estímulos positivos. A alegria pode ser um pico de felicidade, mas a felicidade é o terreno sobre o qual esses picos se erguem.

E o que diferencia a felicidade do bem-estar? Bem-estar refere-se a uma sensação geral de saúde, conforto e equilíbrio, tanto físico quanto mental. Uma pessoa pode ter bem-estar, sentir-se saudável e equilibrada, mas ainda assim buscar momentos de felicidade mais profunda ou vivenciar momentos de tristeza, melancolia ou neutralidade. Cada um desses sentimentos tem suas peculiaridades, tanto por isso, os nomeamos de maneiras diferentes.

Aqui, é crucial entender que a experiência humana é rica e variada. Enquanto o bem-estar pode ser uma constante, a alegria e a tristeza são emoções que vêm e vão, influenciadas por eventos, interações e até mesmo pela passagem do tempo. A melancolia, por exemplo, pode ser uma reflexão mais profunda sobre a vida, seus significados e propósitos. A neutralidade, por outro lado, pode ser um estado de pausa, um momento de introspecção ou simplesmente um intervalo entre as emoções mais intensas.

A complexidade desses sentimentos e estados nos lembra que a busca pela felicidade não é linear. Ela é entrelaçada com outros sentimentos, desafios e realizações. Reconhecer e nomear essas nuances nos ajuda a navegar pela jornada da vida com mais consciência e compreensão, permitindo-nos abraçar cada momento, seja ele de felicidade, tristeza ou qualquer coisa entre eles.

E de que maneira eu posso avançar nessa jornada?

father and daughter blowing a candle on a cupcake felicidade
Photo by Ketut Subiyanto on Pexels.com

O sentimento de plenitude e contentamento, muitas vezes, é uma busca constante em nossas vidas. Ele se manifesta em momentos de riso genuíno, em conexões profundas com outros seres humanos, ou até mesmo na serenidade de um momento solitário. No entanto, sua antítese, um vazio ou sensação de insatisfação, também pode se fazer presente, servindo como um lembrete de que o equilíbrio emocional é uma dança delicada.

Para cultivar mais momentos de plenitude e minimizar aqueles de insatisfação, aqui estão dez práticas recomendadas:

  1. Prática de Mindfulness: Dedique alguns minutos do seu dia para estar presente, observando seus pensamentos e sentimentos sem julgamento.
  2. Conexão Social: Passe tempo de qualidade com entes queridos, fortalecendo laços e compartilhando experiências.
  3. Exercício Regular: Atividade física libera endorfinas, que são neurotransmissores que promovem sensações de bem-estar.
  4. Alimentação Equilibrada: Uma dieta balanceada não apenas beneficia o corpo, mas também tem impacto positivo no estado mental.
  5. Gratidão: Reserve um momento diário para refletir sobre o que você é grato, seja através de um diário ou meditação.
  6. Aprenda Algo Novo: O aprendizado contínuo estimula a mente e proporciona um senso de realização.
  7. Natureza: Passe tempo ao ar livre, seja em um parque, praia ou montanha. A conexão com a natureza tem um efeito calmante.
  8. Desconexão Digital: Faça pausas regulares da tecnologia para se reconectar consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.
  9. Arte e Criatividade: Engaje-se em atividades criativas, seja pintura, escrita, música ou qualquer forma de expressão artística.
  10. Voluntariado: Ajudar os outros não apenas beneficia a comunidade, mas também traz um senso de propósito e realização.

Ao incorporar essas práticas em sua rotina, é possível cultivar momentos mais frequentes de plenitude e contentamento, equilibrando a balança emocional em direção a um estado de bem-estar mais constante.

Um vídeo sobre tropeçar nela…

Concluindo

Ao longo de nossa exploração sobre a felicidade, percebemos que ela é multifacetada, desenvolvida com experiências, emoções e percepções individuais. Cada um de nós tem sua própria definição e caminho para alcançar a felicidade, e é fascinante perceber como essas jornadas se entrelaçam e divergem. Encorajamos você, leitor ou leitora, a compartilhar suas opiniões e reflexões sobre a felicidade nos comentários.

Se este texto mexeu contigo de alguma forma, considere compartilhá-lo em suas redes sociais ou com aqueles que você acredita que se beneficiariam dele.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais nas nuances da felicidade, a bibliografia que acompanha este texto foi meticulosamente selecionada e serve como um convite à descoberta.

Lembre-se: a busca pela felicidade é uma jornada contínua e, em momentos de dúvida ou desafio, considerar a terapia com um psicólogo ou psicóloga online pode ser uma excelente opção. A terapia oferece um espaço seguro para explorar seus sentimentos, desafios e aspirações em relação à felicidade. Se isso ressoa contigo, convidamos você a agendar uma sessão neste link aqui.

Que sua busca pela felicidade seja repleta de momentos significativos e descobertas autênticas. Até logo e continue a jornada com coração aberto!

😉

Ah! E não deixei de avaliar nas estrelinhas o texto.

Referências Bibliográficas para você se aprofundar no estudo da Felicidade

[1] Aguiar, B. N. (2017). Eudaimonia em Platão e Aristóteles. Instituto de Ciências Humanas e Filosofia – ICHF, Curso de Graduação em Filosofia – Bacharelado – Niterói. https://app.uff.br/riuff/handle/1/6866

[2] Ikeda, D. (1994). Como o budista vê a felicidade. Palestra apresentada no Centro Cultural da SGI-Tailândia, Bangcoc. http://www.bsgi.org.br/noticia/como-o-budista-ve-a-felicidade-20221221/

[3] Cajete, G. A. (2000). Native science: Natural laws of interdependence. Clear Light Publishers.

[4] FIB 2030. (n.d.). Sobre o FIB. https://www.fib2030.com.br/sobre-o-fib.

[5] Albuquerque, J. J. G., & Tróccoli, B. T. (2007). Felicidade: uma revisão. Revista de Psiquiatria Clínica, 34(5), 234-242. https://doi.org/10.1590/S0101-60832007000500005.

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Psicólogo CRP 06/154.661 - Formado Psicologia e em Administração com ênfase em Marketing, geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital. É um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br. Com diversos artigos e livros publicados tem sua atuação focal em jovens, adultos e idosos. Agende comigo

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