Pílula da Felicidade

O bem estar e a pílula da felicidade

Sumário

Pílula da felicidade não existe. Não se iluda, o bem estar e a felicidade não se vendem em caixinhas!

Recentemente realizei uma leitura de um artigo que debatia o uso indiscriminado de remédios psicotrópicos pela população brasileira, colocando o Brasil no ranking das pessoas que mais se automedicam com estes remédios no mundo!

E de fato arrepiei-me da espinha ao couro cabeludo, pois há muitas pessoas atualmente que atravessam os seus dias a base de medicamentos. E o pior disso é que, os mesmos acreditam estar fazendo o uso da “pílula da felicidade”.

Não que eu esteja tirando os méritos dos psicotrópicos, coisificando a sua importância, longe disso.

Contudo, como Psicóloga (não possuo autorização para medicar, tampouco, possuo conhecimento científico para tal), reafirmo que remédios ansiolíticos e de tratamentos para distúrbios mentais, só devem ser ministrados por um especialista na área da medicina, melhor dizendo, por um Psiquiatra.

Entretanto, é preocupante a necessidade de alívio imediato a que muitas pessoas estão se dispondo.

“Sofrer para que? Nem pensar… “ vou tomar uma pílula da felicidade.

“E superar as próprias dores através de um processo de autoconhecimento e reflexão? Sai para lá… “ mais uma pílula da felicidade e tudo resolvido.

Talvez, sejam esses, alguns dos pensamentos daqueles que fazem o uso incessante de tais medicamentos, que a priori, possuem uma função principal de aliviar sintomas orgânicos.

Saiba que, nem sempre o caminho mais fácil ou o mais curto é o que traz crescimento.

Se a duras penas você mantém-se de pé, e se utiliza de fármacos na esperança de bem estar psicológico e emocional, eu lamento muito, mas, desejo que um dia você desperte, e perceba que esse bem disfarçado de pílula da felicidade é o seu inconsciente, agindo covardemente contra suas dores, justamente para que você não as supere, ou simplesmente não as sinta, até que dure a próxima dose.

Aos colaboradores médicos, peço humildemente desculpas acerca de meu texto, pois o mesmo não é de finalidade para realizar um confronto sobre a práxis médica, mas sim, para que as pessoas tomem consciência acerca dos riscos de automedicar-se e de colocarem suas expectativas de cura aos conflitos da mente, sob a responsabilidade dos psicotrópicos.

Cada vez, que recebo uma mensagem em minhas redes sociais questionando-me sobre a possibilidade de eu realizar uma prescrição medicamentosa, aceleram-me os impulsos internos de dizer que a felicidade não se vende em caixinhas.

Medicamento nenhum traz a cura para o medo, preocupações, tampouco para os pensamentos negativos, e não oferece respostas às dúvidas sobre as dores sentimentais.

O diálogo, a escuta e os processos que permitam a construção do pensamento saudável, creio ser o caminho mais duradouro para a elaboração de um estado de paz mental.

Sendo assim, eu te convido a permitir-se conhecer melhor o seu mundo interior.

Tranquilidade e discernimento nas suas escolhas, é o que eu desejo a você.

Photo by Anna Shvets from Pexels

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Formada há 12 anos em Psicologia pela UNOESTE de Presente Prudente SP, pós-graduada em gestão de pessoas, avaliação psicológica, políticas públicas e especialista em psicologia do Transito.
Atua na área clínica na abordagem cognitiva-comportamental com
Experiência em atendimentos crianças, adolescentes e adultos.
Atuou na área pública em projetos sociais, saúde mental e escolas Experiência com atendimento crianças vítimas de abuso sexual e violência doméstica.
Atuou na avaliação psicológica a candidatos à concessão de CNH em clínica credenciada ao DETRAN.
Atualmente se dedica exclusivamente ao atendimento clínico e na orientação psicológica online.
CRP 08/12763

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