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Hiperatividade: Meu filho é hiperativo… vai com calma

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TDAH ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade. Hoje em dia não tem sido raro ouvir que uma criança é hiperativa, que o médico receitou (tantas vezes erroneamente) Ritalina ou qualquer ansiolítico para uma criança de poucos anos! E confesso que já atendi algumas mães desesperadas querendo um laudo que atestasse a tal “desordem mental”, mas depois de algumas conversas com pais e criança, percebia que tudo não passava de um mal entendido e que aquele serzinho só tinha um bocado de energia à mais, mas nada patológico.

Dia desses li um texto que falava sobre a necessidade de algumas pessoas em serem pais e mães, mas que não estavam preparados para enfrentar essa realidade e sinceramente, acho que tem muita gente assim. Querendo ser pais de crianças perfeitas, que não choram, não fazem sujeira, não desobedecem, não existem! Criança dá trabalho, criança necessita de atenção integral, necessita de um investimento energético altíssimo. Criança tem muita energia, as vezes não entende o que o adulto fala, ou que o adulto está cansado, ou que já é hora de dormir e isso NÃO significa que essa criança seja hiperativa.


Hiperatividade é uma condição física que se caracteriza pelo sub-desenvolvimento e mau funcionamento de certas partes do cérebro e geralmente causa desatenção, impulsividade, desorganização, insônia, ansiedade e sofrimento. Para ter certeza de que estamos falando de uma pessoa hiperativa são necessários alguns testes (com neurologista e neuropsicólogo) e caso seja confirmado, o tratamento costuma ser multidisciplinar, envolvendo medicamento, psicoterapia, atividades físicas e carinho 🙂

As causas da hiperatividade são genéticas e ambientais, ou seja, é um fator hereditário, que passará de pai ou mãe para filho e poderá ser desencadeada por fatores externos como, exposição ao tabaco, ambiente familiar problemático, evento traumatizante, entre outros.

Não rotule seu filho sem nem ao menos saber do que se trata, se tem dúvidas e acha que precisa de ajuda, procure orientação de um médico ou psico. Se o diagnóstico for positivo e a ajuda for imediata, as chances de melhora e qualidade de vida são enormes.

Para saber mais sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade você pode entrar nesses sites:

 

 

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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Raquel Ferreira

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